FEDERAÇÃO BAHIANA DE FUTEBOL VISTORIA MÁRIO PESSOA

FBF avalia Estádio Mário Pessoa.
FBF avalia Estádio Mário Pessoa.

Nessa quarta-feira (18), a Federação Bahiana de Futebol (FBF) antecipou a vistoria ao Estádio Mário Pessoa. A visita que estava marcada para o dia 20. A análise feita pelo Coronel Jorge Inácio Diniz avaliou questões de segurança, instalações, campo de jogo, iluminação e gramado.

O cronograma de Vistorias Técnicas das Condições de Segurança, Capacidade, Higiene e Engenharia dos Estádios foi publicado por meio do RDI-06/17. Em caso de não aprovação do estádio, ao final do prazo para melhorias, o clube não vai poder mandar jogos em seu próprio campo nem indicar arenas esportivas alternativas.

O representante da FBF fez as recomendações e concedeu um prazo para o cumprimento até início de janeiro de 2018, quando todos os laudos devem ser entregues.

Participaram do encontro, representantes da mídia municipal, da diretoria do Colo-Colo, da LIF, da FBF e o secretário de Esportes da Prefeitura de Ilhéus, Danilo Rabat.

Com informações do Jornal do Radialista.

MOTORISTAS RECLAMAM DA RODOVIA ILHÉUS-ITACARÉ

Rodovia Ilhéus- Itacaré. Foto Blog Agravo.
Rodovia Ilhéus- Itacaré. Imagem: Blog Agravo.

Do Agravo.

Os motoristas que forem pegar a rodovia BA 001, trecho Ilhéus- Itacaré, precisam ter muito cuidado com a situação precária da pista, que está com inúmeros buracos.

A BA 001, é um dos trechos mais movimentados do verão baiano, por levar às praias paradisíacas, e locais de mata Atlântica preservadas com rios, cachoeiras, e lagoas, vem sofrendo com o descaso do governo da Bahia.

Por redes sociais inúmeros motoristas denunciaram a situação. Há pouco tempo a mesma pista passou por uma operação tapa buraco, mais a borra de asfalto durou pouco, e a situação da pista voltou a piorar, podendo causar acidentes graves.

PC DO B REPUDIA AÇÃO DO VEREADOR ALDEMIR ALMEIDA

Vereador Aldemir Almeida (PP).
Vereador Aldemir Almeida (PP).

Na última quinta-feira (19), o Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) repudiou a ação do vereador Aldemir Almeida (PP) e emitiu uma Moção de Repúdio à Intolerância.

O CASO

Na sessão ordinária da terça-feira (17), Aldemir Almeida expressou a sua opinião e sentimento de ódio em relação ao público LGBT. A ação do vereador gerou revolta na população envolvida e grupos da sociedade civil e em partidos políticos do município.

O ato protagonizado pelo médico e vereador Aldemir Almeida (PP) foi divulgado pelo Ilhéus 24h.

Íntegra da nota do PC do B – Moção de Repúdio à Intolerância

O comitê municipal de Ilhéus do PCdoB, Partido Comunista do Brasil, repudia veementemente as declarações antidemocráticas e homofóbicas proferidas pelo vereador Aldemir Almeida durante sessão da câmara de vereadores.

Infelizmente o Brasil vive um momento de crescente intolerância política, religiosa, e também contra as lutas por igualdade de direitos das mulheres, negros, indígenas e por liberdade de orientação sexual.

Mais recentemente essa tendência tem se reforçado com uma pauta pseudomoralista que tenta trazer ao debate público ataques a liberdades constitucionais, difundindo preconceitos ilegais através de distorções de informações para manipular um certo sentimento conservador em relação aos costumes, cultivado por parcelas da população. Isso é feito nacionalmente de forma hipócrita, para estabelecer uma cortina de fumaça encobrindo a pauta política e econômica dos setores mais reacionários, de liberalização da economia, restrição de direitos sociais e trabalhistas e sustentação do governo golpista que a tem promovido em meio à entrega do patrimônio nacional, às malas de dinheiro e contas já descobertas ou ainda secretas, aos votos contra a abertura de processo sobre as ilegalidades de Temer e quadrilha, a favor da retirada de direitos trabalhistas e do congelamento dos investimentos públicos.

Defender as famílias, em todas as composições possíveis regidas pelo afeto, é defender direitos sociais, desenvolvimento, emprego, cultura e segurança para todos e todas.

O PCdoB considera inaceitável que a câmara de vereadores, a casa do povo, lar da democracia e dos valores constitucionais, seja palco para ataques ao povo e às liberdades. Ilhéus, 19 de Outubro de 2017.

ILHÉUS REALIZA CAMINHADA DA PAZ

Projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação, Guarda Municipal, Sutran, APPI e pelas instituições de segurança do município. Imagem: Marcelo Silveira.
Projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação, Guarda Municipal, Sutran, APPI e pelas instituições de segurança do município. Imagem: Marcelo Silveira.

Nesse sábado (21), a Prefeitura de Ilhéus realizou a caminhada “Ilhéus Sem Violência é Bem Melhor”. A iniciativa teve o objetivo de promover a paz na cidade. Segundo os dados divulgados, cerca de oito mil estudantes da rede municipal participaram do ato que contou com 13 mil pessoas.

A caminhada passou pelas principais avenidas de Ilhéus. No final da atividade, houve a premiação dos três primeiros colocados de cada categoria do concurso de redação organizado pela Secretaria de Educação (Seduc). Os temas abordados nos textos eram sobre medida que podem ser implementadas no trânsito para reduzir a violência.

Logo após as premiações, os participantes e convidados acompanharam uma exposição pública no Foyer do Teatro Municipal de Ilhéus.

A secretária de Educação, Eliane Oliveira, comentou a importância do apoio municipal ao evento e se mostrou satisfeita com o resultado. “Temos quatro meses trabalhando essa temática nas escolas em parceria com as instituições que colaboraram com o projeto. O resultado foi positivo, nossa intenção é mostrar que, para educar e informar, não precisa estar só dentro da sala de aula”, explicou.

O prefeito Mário Alexandre esteve na caminhada junto a deputada estadual Ângela Sousa, ambos do PSD. Segundo o prefeito, a melhor forma de combater a violência é com a tolerância, amor, respeito e paz. “Abraçamos a causa por um trânsito e uma cidade mais segura para todos os ilheenses”, concluiu.

HOMENAGEM A QUITO, EX-PRESIDENTE DO PPS DE ILHÉUS

Quito e José Abobreira.
Quito e José Abobreira.

De José Henrique Abobreira. 

O telefone tocou. Atendi reclinado na minha poltrona de paciente renal, era o início da sessão de tratamento, ainda manhã cedo, sendo dialisado. Era o meu filho Fred me comunicando a tragédia do acidente com Quito. Ele faleceu. Lágrimas teimaram em escorrer na minha face. Sentimento pela perda de um grande amigo valoroso e bom companheiro de lutas políticas e sociais.

O conheci na década de 80, há mais de trinta anos. Carismático, na sua cabana de praia na orla dos Milionários reunia uma turma enorme, uma fauna variada do ponto de vista político-ideológico, comunistas, socialistas, democratas. Lá você podia encontrar no fim de tarde de qualquer dia da semana a “companheirada” que fazia política na cidade: Oldeck Marques, Napoleão Marques, professora Diva Brito, Nelson Simões, Marilene Lapa, Abobreira, Luiz Fernandes, Gustavão, Jabes. Muitos bebiam na fonte da análise política sempre lúcida de Quito, que era um camarada amigo, atencioso com os seus pares e figura generosa para ajudar a quem necessitava de alguma ajuda. Acolhia as pessoas aflitas com alegria.

Na campanha de 1982, dentro do PMDB, Quito ainda muito jovem, era o cabeça da pule das esquerdas, candidato a vereador que verberava o pensamento do MR8 e grupos revolucionários empenhados em derrotar a ditadura militar. Foi Quito quem colocou o sal ideológico na campanha da chapa da legenda 2 do PMDB a prefeito, formada por Sá Barreto e Napoleão. Num comício dessa chapa no Pontal fui apresentado a Flory Nonato por Sandoval Souza, meu colega fazendário e apoiador ferrenho da candidatura a vereança de Quito. Comemoramos a apresentação após o comício no barzinho de Didiel, nas vizinhanças da praça São João local onde ocorreu o comício democrático.

O nosso contato amiudou-se dentro do movimento popular. Juntos trabalhamos na organização de diversas ocupações de terrenos ociosos urbanos da zona sul da cidade de Ilhéus, além de ajudarmos a fundação de associações e confederações de moradores e movimentos sociais que viriam a ter um papel preponderante na elaboração nossa Carta Magna. Corria o ano de 1987 e a Assembleia Nacional Constituinte presidida pelo saudoso Ulysses Guimarães, fervilhava com a participação popular e corria a todo vapor. Quito era um estrategista nato.

Em 1986, numa campanha organizada em Ilhéus pelo companheiro e amigo Carlos Pereira Neto, coordenador regional do Partidão na região cacaueira, eu e o Quito apoiamos o mesmo candidato a deputado constituinte, o comunista Fernando Santana que viria a ser uma voz importante na Assembleia Constituinte em defesa das causas populares e nacionalistas

Em 1996 nas eleições municipais, eu e Quito estreitamos mais os nossos laços políticos quando o seu partido, o PCB, participou da aliança política que formou a coligação Ilhéus vai voltar a sorrir, ele como candidato a vereador, eu a vice-prefeito, na chapa de Jabes Ribeiro. Foram meses de uma convivência política profícua. Antes em 1988, já tínhamos sido candidato a vereador na coligação da Frente Popular em apoio a João Lyrio Prefeito.

Quis o destino que eu estivesse presente nos acertos para a fundação do PCB-Partido Comunista Brasileiro na pós redemocratização, entre 1987\88. Veio um companheiro o Sinval Galeão, militante histórico do Partidão na Bahia desde antes do golpe de 64 e delegou a Quito a organização da valorosa legenda aqui em Ilhéus que veio a ser dirigido por Flory Nonato e Marilene Lapa inicialmente. O interessante é que essa mesma dupla, Galeão e Quito viriam a dar-me uma acolhida valorosa quando, com dificuldades políticas, solicitei filiação na legenda já então o PPS, ex-PCB. Inicialmente, recorri em Brasília ao então senador Roberto Freire presidente nacional do partido tendo ele me orientado a procurar Colbert Martins dirigente local e mais essas lideranças citadas acima. No ato de minha filiação ao PPS, numa noite com o plenário da Câmara de Vereadores lotado de populares, Quito proporcionou-me enorme alegria pela bela acolhida. Falei do compromisso que assumiria com o partido citando o exemplo, o sacrifício e a dedicação que o comandante Prestes, O Cavaleiro da Esperança, tinha ofertado ao PCB e ao povo brasileiro: a minha tarefa seria respeitar esse legado histórico. Fui candidato a vereador pelo PPS nas eleições de 2000.

A última vez que o vi foi no cafezinho da praça do teatro, há alguns meses atrás. Estava acompanhado do professor Ednei Mendonça.

Flory Nonato, o popular Quito, deixa um legado de lutas às novas gerações. Foi um guerreiro, soldado da causa socialista em Ilhéus, na Bahia e no Brasil.