JORNALISTAS DA AGÊNCIA BRASIL PROTESTAM CONTRA VETO AO CASO MARIELLE

Gerentes da agência estatal fizeram restrições à cobertura do caso.

No último dia 16 de março, Roberto Cordeiro, gerente de redação da Agência Brasil, solicitou que a equipe do veículo reduzisse as matérias sobre a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). “Devemos nos concentrar nas investigações e naquilo que dizem as autoridades”, escreveu.

No dia 19 de março, o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Coura, escreveu à equipe do Rio de Janeiro pedindo ao coordenador que orientasse uma repórter a “não fazer manifestações sobre a morte da vereadora”. “Estão repetitivas e cansativas. Nos jornais só há artigos e, você sabe, não publicamos essa forma de opinião. Claro que, se houver fato relevante, deve fazer”, dizia a mensagem.

No início da tarde do dia 20, os jornalistas interromperam o trabalho em protesto à orientação dos gerentes da Agência Brasil. De acordo com O Globo, os profissionais buscaram amparo no Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF).

O SJPDF publicou no Facebook denúncia contra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da qual a Agência Brasil faz parte. Conforme o sindicato, a estatal criou restrição para a cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal veiculou foto dos profissionais da EBC em ato contra o veto. Também lembrou aos trabalhadores que o Código de Ética dos Jornalistas e o da própria EBC lhes resguardam o direito de “se recusar a produzir, escrever, editar e finalizar” conteúdos e de não assinar matérias caso se sintam constrangidos ou discordem “de uma cobertura imposta, com características ilegais”.

Com informações do Blog Jornalismo nas Américas, Blog Paçoca com Cebola, Metrópoles e do Portal Comunique-se.



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