PROFESSORES PROTESTAM CONTRA O GOVERNO MARÃO

Professores fazem caminhada no Centro de Ilhéus. Imagens: Emílio Gusmão.

Na manhã desta sexta-feira (18), professores da rede municipal de ensino realizaram um protesto nas ruas do Centro de Ilhéus. Acompanhados por um carro de som, eles caminharam até a praça J.J Seabra.

Segundo a Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI-APLB/Sindicato), o governo Mário Alexandre não levou à frente uma discussão sobre os direitos da categoria.

Ato ganha as ruas do Centro.

Os professores afirmam que vão fazer uma paralisação de advertência na próxima terça-feira (22).

Atualizado às 11h23min.

O Blog do Gusmão conversou hoje por telefone com a coordenadora de formação da APPI, Enilda Mendonça. Segundo ela, a categoria saiu às ruas porque foi surpreendida por uma mudança de rumo do governo municipal numa negociação.

A data base dos professores é o dia 1º de janeiro. De acordo com o sindicato, desde o início deste ano governo e docentes negociam o pagamento dos direitos trabalhistas conforme a legislação ilheense. As partes chegaram ao entendimento de que a prefeitura emitiria uma folha salarial extra para cobrir, retroativamente, a diferença dos salários antes e depois do reajuste.

Segundo Enilda, o termo do compromisso não chegou a ser assinado, mas a gestão e o sindicato amadureceram esse debate ao longo dos últimos quatro meses. Na noite de quarta-feira (16), a prefeitura informou que não vai ter condições financeiras de levar a discussão do acordo adiante.

Conforme o sindicato, atualmente a prefeitura paga R$ 2.400,00, o piso da categoria, para todos os professores, independente do nível de formação deles. O valor é a contrapartida pela jornada de 40 horas de trabalho por semana.

Os docentes reivindicam o aumento do salário conforme o grau de formação profissional, o que, segundo Enilda, está previsto na tabela de remuneração dos professores de Ilhéus e é uma forma de estímulo justa para melhorar a qualidade do ensino nas escolas municipais.

Mendonça afirma que a gestão atual herdou um passivo acumulado ao longo dos quatro anos do governo Jabes Ribeiro, que “achatou” a remuneração dos professores.



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