PESCA PREDATÓRIA AMEAÇA A LAGOA ENCANTADA

Pescadores sem consciência ambiental prejudicam a biodiversidade da Lagoa Encantada, em Ilhéus.

Conforme denúncia, a utilização de redes “malha 30” tem capturado “pirarucus” ainda pequenos, que se forem pescados na idade correta podem chegar a 400 kg.

Os peixes capturados não atingem sequer 500g e são comercializados por R$ 10,00 o kg.

O crime foi comunicado à Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA) que vai tomar providências.

Esse tipo de prática, se não for coibida, pode causar a extinção local de alguns peixes comuns ao ecossistema da Lagoa Encantada (não é caso do pirarucu, espécie exótica). Caso isso aconteça, a comunidade que era habitada por essas espécies ficará empobrecida e seu valor potencial para os seres humanos jamais poderá se realizar.

Sabe-se que a Lagoa Encantada tem características muito propícias ao turismo ambiental e à pesca esportiva (sustentável). Como esses atributos não são explorados adequadamente, muitos ribeirinhos, sem alternativa econômica e educação ambiental, partem para a pesca predatória.

Pesca predatória ameaça o futuro dos ribeirinhos e a biodiversidade da Lagoa Encantada. Imagem: Blog do Gusmão.
Imagem: Blog do Gusmão.


3 responses to “PESCA PREDATÓRIA AMEAÇA A LAGOA ENCANTADA

  1. Impacto ambiental (e social) de verdade é a presença do pirarucu na Lagoa Encantada. Ela, o bagre africano e outras foram introduzidas no rios que alimentam a lagoa de maneira irresponsável e criminosa em projetos de piscicultura mal concebidos, pois esses peixes são grandes predadores das espécies de pescados nativos (crustáceos, peixes, moluscos) dos quais os pescadores da Lagoa sempre se alimentaram. Diante desse contexto, a captura destes peixes, independentemente do tamanho, é até um favor que os pescadores da lagoa fazem à natureza!

    Editor pergunta.

    Marcio, o piraracu é exótico, mas as redes podem capturar também especies típicas da Lagoa. Concorda?

  2. Concordo. Mas pergunta lá na lagoa se o pessoal consegue pegar ainda espécie nativa. É raro. E justamente por causa da “substituição” pelas exóticas. Já rodei lagoa, Castelo Novo, Urucutuca, Sambaituba, Aritaguá conversando com os pesccadores e a resposta é sempre a mesma. Depois que chegou essas espécies é que foi a derrocada. Em todo lugar é assim. Não foi por causa das redes que o peixe diminuiu. Aliás, o uso da rede cada vez de menor malha decorre justamente da dificuldade cada vez maior de conseguir peixe pra que o pescador e sua família não morra de fome. Conheço o contexto da lagoa e quem pesca lá a essa altura é porque precisa comer! Tenho certeza que quem, muito eventualmente, consegue 10 reais no quilo de pirarucu, não consegue viver desse tipo de pesca… Não defendo o uso desse tipo de rede, mas é preciso sensibilidade pra abordar a questão. E botar a polícia em cima tá longe de ser a solução. Afinal, quem vive em situação de insegurança alimentar não tem nem nunca vai ter mesmo cabeça pra ter consciência ambiental… Já a gente que vive de barriga cheia tem chance de ter consciência social…

    Resposta do editor.

    Essa questão é abordada texto. Os pescadores não tem alternativa econômica. O texto inicial se baseou em reclamações de membros da comunidade. Pelo que vc diz, o diagnóstico é bem caótico. Não há mais especies nativas na Lagoa. É isso mesmo?

  3. A espécie encontrada lá não é o pirarucu trata-se de um bagre de origem africana (sirulo) que está acabando com os peixes nativos do local, um peixe altamente territorial, Predador que acaba com as outras espécies o tucunaré por exemplo quase já não e encontrado na região.

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