CONTRATOS DA PAZINI: ASSOCIAÇÃO DE SURF NEGA QUE O GOVERNO MARÃO BANCOU EVENTO DE R$ 197 MIL

Exclusivo.

Por meio de uma nota divulgada no Whatsaap, a Associação Olivença de Surf negou que tenha ocorrido no distrito, em 2017, qualquer campeonato amador da modalidade custeado pelo governo Marão. O texto também desmente o gasto de R$ 197 mil com o evento.

Este é o conteúdo da nota divulgada neste sábado, 14.

NOTA DE ESCLARECIMENTO           

A AOS, Associação Olivença de Surf, representante máxima de eventos de surf em Olivença, desconhece qualquer campeonato de surf amador realizado na comunidade de Olivença no ano de 2017 até o decorrer de 2018, que tenha gasto um montante de 197 mil reais em estrutura.                

Gustavo Kauark-Presideņte AOS.

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A declaração da entidade contraria os extratos de pagamentos da secretaria municipal de turismo e esportes feitos à empresa Pazini, que conforme reportagem publicada neste blog, recebeu R$ 197 mil para montar estrutura de um evento de surf na quadra esportiva de Olivença.

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Os extratos são do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e são autodeclaratórios, ou seja, a Prefeitura de Ilhéus informou a realização dos pagamentos.

Mantivemos contato com Gustavo Kauark, presidente da Associação. Ele assumiu a publicação da nota, que foi divulgada apenas em grupos do whatsaap com moradores de Olivença, e negou que o evento tenha ocorrido. Kauark se negou a passar mais informações.

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Atualizado às 23h42min., de 16/07/2018.

Na reportagem inicial, este blog se baseou em “consulta de pagamento de empenho” informada ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), que não informa a descrição dos eventos com estrutura paga pelo erário. Só por meio do processo de pagamento ficou provado que o governo municipal não cometeu erros a esse respeito.

Clique aqui para visualizar o processo e aqui para mais esclarecimentos.



One response to “CONTRATOS DA PAZINI: ASSOCIAÇÃO DE SURF NEGA QUE O GOVERNO MARÃO BANCOU EVENTO DE R$ 197 MIL

  1. Caro Emílio Gusmão,

    É lamentável que o surf tenha sido envolvido nesse episódio extremamente suspeito de pagamento de R$ 197 mil por parte da atual gestão da Prefeitura de Ilhéus pela infraestrutura de um evento em Olivença que definitivamente não houve, conforme documento emitido pela Associação de Surf local.
    Colocando-se a modéstia de lado, tenho a honra de dizer que sou um dos pioneiros do surf em Ilhéus (lá para os idos de 1974) e ex-presidente da Associação Ilheense de Surf, criada em 1983 e reconhecida como de Utilidade Pública pela Câmara de Vereadores. Lembro também que em parceria com com Pauletty Campos organizamos o circuito Ilhéus Open de Surf, que de 1993 a 1998 revelou vários atletas para o Brasil. Confesso que ainda hoje vibro e participo do desenvolvimento do esporte, ao ponto de recentemente ter chegado praia do Cupe, em Pernambuco, onde ocorreu a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Surf Profissional, organizado pela Confederação Brasileira de Surf, cujo presidente é o ilheense Adalvo Argôlo.
    Desculpe-me se ressalto pontos de minha trajetória pessoal, mas quero demarcar o meu lugar de fala para dizer que com a quantia de R$197 mil poderíamos montar em nossas praias um campeonato de surf amador anual com cinco etapas, recheado de pranchas e acessórios de surf como premiação, o que renovaria substancialmente o esporte no nosso litoral. Ou, com essa mesma quantia, poder-se-ia viabilizar parte da contratação de uma etapa internacional da segunda divisão do surf mundial ou a ajudar a bancar a última prova do Campeonato Brasileiro, prevista para acontecer na Bahia em novembro vindouro, mas ainda sem local definido para ser realizada…
    Aqui quero deixar claro que com a quantia de R$197 mil investidos no surf de Ilhéus a educação, o lazer e a qualidade de vida de boa parte dos jovens da cidade seriam resgatados com dignidade, bem como possibilitaria que muitos deles encontrassem trabalho e sobrevivessem à sombra do esporte.
    Portanto, em meu nome e no de Pauletty Campos, repudiamos esse episódio, no mínimo nebuloso, em que a gestão municipal ao invés de promover o esporte de forma legítima, tenta prostituir e envolver o surf numa transação que aparentemente se apresenta ilegal.

    Atenciosamente,

    Dirceu Góes

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