PROCESSO DE PAGAMENTO ESCLARECE CAMPEONATO DE SURF CUSTEADO PELO GOVERNO MARÃO

Nesta segunda-feira, 16, o Blog do Gusmão recebeu o processo de pagamento nº 4381, da Prefeitura de Ilhéus à empresa Pazini, que esclarece a realização de um campeonato de surf, em 2017, custeado em parte pelo município.

De acordo com o processo, os R$ 197 mil mencionados pelo blog equivalem ao pagamento de estrutura montada nos seguintes eventos: campeonato de surf amador (realizado de 14 a 16 de abril na Praia do Norte), jogo comemorativo do Colo-Colo, confraternização da AMO, evento beneficente na quadra esportiva de Olivença, aniversário de Mãe Carmozina, tenda para turistas e munícipes em ponto de ônibus no Centro Histórico, evento Igreja Morada do Porto, evento IX Bingo do Boi e Festejos de São Jorge.

Dessa forma, os documentos provam que não houve destinação de recursos públicos da Prefeitura de Ilhéus para um campeonato de surf realizado em Olivença. Assim como não houve o evento, conforme assegurou a Associação Olivença de Surf, o governo do Prefeito Mario Alexandre também não o custeou. 

Na reportagem inicial, este blog se baseou em “consulta de pagamento de empenho” informada ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), que não informa a descrição dos eventos com estrutura paga pelo erário. Só por meio do processo de pagamento ficou provado que o governo municipal não cometeu erros a esse respeito.

Clique aqui para visualizar o processo. 

O compromisso do Blog do Gusmão é com a busca incansável da verdade simples. Movidos por este princípio, fomos a fundo buscar mais informações para elucidar o fato, dada a grande repercussão na opinião pública.

Vale ressaltar que o processo de pagamento não nos foi passado por pessoas do governo Mário Alexandre, tampouco da empresa Pazini. Veio à tona por meio do nosso trabalho de jornalismo investigativo, cujo objetivo maior é zelar pela correta aplicação dos recursos públicos.

DECISÃO DO TJ-BA OBRIGA GOVERNO MARÃO A DESLIGAR SERVIDORES CONTRATADOS

Prefeito Mário Alexandre. Imagem: Pimenta.

Nesta segunda-feira, 16, o Tribunal de Justiça da Bahia manteve a liminar concedida pelo juiz Alex Vinicius Miranda (da 1ª vara da fazenda pública de Ilhéus), no dia 20 de setembro de 2017, que determinou a suspensão imediata das contratações feitas pelo prefeito Marão.

O voto da desembargadora Silvia Zarif, seguido pelos demais membros da turma julgadora, negou provimento ao recurso (agravo de instrumento) movido pela Prefeitura de Ilhéus.

A ação popular foi movida por Karoline Vital Góes, Arnaldo Souza dos Santos Júnior e Rosana
Nascimento Almeida, candidatos aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura de Ilhéus, em 2016.

Leia a decisão.

SINEBAHIA ITABUNA OFERECE 36 OPORTUNIDADES DE TRABALHO

Confira abaixo as oportunidades de emprego do Sinebahia Itabuna. As vagas ficarão disponíveis nesta terça-feira, 17.

A agência funciona no Shopping Jequitibá. Não esqueça de levar o número do PIS, PASEP ou NIS, Carteira de Trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e certificado de escolaridade.

Vagas exclusivas para Itabuna (17.07)

AGENTE DE VENDAS DE SERVIÇOS (PCD)

Exclusivo para pessoas com deficiência

Ensino Médio Incompleto

Não necessita experiência

1 VAGA 

AUXILIAR DE LINHA DE PRODUÇÃO (PCD)

Exclusivo para pessoas com deficiência

Não exige escolaridade

Não necessita experiência

5 VAGAS 

OPERADOR DE TELEMARKETING (PCD)

Exclusivo para pessoas com deficiência

Ensino Médio Completo

Não necessita experiência

10 VAGAS 

(mais…)

ITABUNA: MULHER É PRESA COM 40 PEDRAS DE CRACK NO SUTIÃ

Jéssica ficou nervosa e entregou a parada. Imagem: Polícia Civil.

Trezentos e cinquenta e seis pedras de crack e 14 papelotes de cocaína foram apreendidos com Jéssica Gama Batista, na sexta-feira, 13, no Centro Comercial de Itabuna, por investigadores da Delegacia de Homicídios.

A equipe apurava o homicídio de Luiz Eduardo Santos Oliveira, ocorrido no dia 6 de julho, quando recebeu a informação de que Jéssica estava no local e teria relação com um dos autores do crime. A mulher ficou muito nervosa ao ser abordada pelos policiais.

Questionada sobre estar portando algo ilícito, Jéssica confessou que escondia 40 pedras de crack no sutiã. O restante do entorpecente apreendido estava na casa da mesma, que foi autuada por tráfico de drogas.

PORTO SEGURO SEDIA FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA PROIBIDO EM TRANCOSO

O Festival Internacional de Cinema Proibido de Trancoso acontece de 21 a 24 de Outubro de 2018, com filmes do Brasil, Argentina, Bélgica, atores consagrados de todas as partes, e muita dança e arte contemporânea dos talentos locais. Temas considerados proibidos pela sociedade serão intensamente debatidos e expostos sob a perspectiva da cultura, da arte e da educação.

A programação de filmes atende a um público de todas as idades, com temas que variam do familiar, ao histórico, tabus, preconceitos, gravidez na adolescência, música, política, anti-drogas, sexualidade, espiritualidade e ufologia.

Durante o dia serão exibidos filmes para crianças na Casa das Festas do Povo de Trancoso. À noite, um curta e um longa-metragem de censura livre nas paredes da igreja católica no Quadrado histórico do vilarejo, com entrada franca e foco na Comunidade Local. Também haverá o “Passaporte Proibido”, que dá acesso aos filmes com censura de idade, debates com personalidades, intelectuais e os maiores produtores de cinema nacionais. O primeiro lote já está sendo comercializado no site do festival através de boleto bancário ou no cartão de crédito: www.festivaldecinemaproibido.com .

(mais…)

EX-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO ILHEENSE DE SURF REPUDIA ENVOLVIMENTO DO ESPORTE EM FATO “NEBULOSO”

Dirceu Góes. Imagem: Whatsaap.

Por meio de uma nota encaminhada ao Blog do Gusmão, o ex-presidente da Associação Ilheense de Surf, Dirceu Góes, repudia o envolvimento do esporte num fato que carece de muitas explicações (relembre aqui e aqui).

Dirceu, que também é professor do curso de jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), presidiu a entidade de 1993 a 1998. O texto abaixo também expressa o posicionamento de Pauletty Campos, outra pessoa que lutou para consolidar o surf na cidade. A dupla organizou competições que revelaram atletas para o cenário nacional.

Caro Emilio Gusmão,

É lamentável que o surf tenha sido envolvido nesse episódio extremamente suspeito de pagamento de R$ 197 mil por parte da atual gestão da Prefeitura de Ilhéus pela infraestrutura de um evento em Olivença que definitivamente não houve, conforme documento emitido pela Associação de Surf local.

Colocando-se a modéstia de lado, tenho a honra de dizer que sou um dos pioneiros do surf em Ilhéus (lá para os idos de 1974) e ex-presidente da Associação Ilheense de Surf, criada em 1983 e reconhecida como de Utilidade Pública pela Câmara de Vereadores. Lembro também que em parceria com Pauletty Campos organizamos o circuito Ilhéus Open de Surf, que de 1993 a 1998 revelou vários atletas para o Brasil. Confesso que ainda hoje vibro e participo do desenvolvimento do esporte, ao ponto de recentemente ter chegado à praia do Cupe, em Pernambuco, onde ocorreu a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Surf Profissional, organizado pela Confederação Brasileira de Surf, cujo presidente é o ilheense Adalvo Argôlo.

Desculpe-me se ressalto pontos de minha trajetória pessoal, mas quero demarcar o meu lugar de fala para dizer que com a quantia de R$197 mil poderíamos montar em nossas praias um campeonato de surf amador anual com cinco etapas, recheado de pranchas e acessórios de surf como premiação, o que renovaria substancialmente o esporte no nosso litoral. Ou, com essa mesma quantia, poder-se-ia viabilizar parte da contratação de uma etapa internacional da segunda divisão do surf mundial ou a ajudar a bancar a última prova do Campeonato Brasileiro, prevista para acontecer na Bahia em novembro vindouro, mas ainda sem local definido para ser realizada…

Aqui quero deixar claro que com a quantia de R$197 mil investidos no surf de Ilhéus a educação, o lazer e a qualidade de vida de boa parte dos jovens da cidade seriam resgatados com dignidade, bem como possibilitaria que muitos deles encontrassem trabalho e sobrevivessem à sombra do esporte.

Portanto, em meu nome e no de Pauletty Campos, repudiamos esse episódio, no mínimo nebuloso, em que a gestão municipal ao invés de promover o esporte de forma legítima, tenta prostituir e envolver o surf numa transação que aparentemente se apresenta ilegal.

Atenciosamente,

Dirceu Góes.