LIVRO REVELA OPORTUNIDADES PARA GERAR RECURSOS COM A NATUREZA

Ângela Pellin, Flavio Ojidos e Claudio Padua, autores do livro. Imagem: IPÊ.

Do Instituto de Pesquisas Ecólogicas (IPÊ).

Mestre pela ESCAS, Escola de Conservação e Sustentabilidade do IPÊ, Flavio Ojidos lançou na última quarta-feira, 01, o  livro “Conservação em Ciclo Contínuo: como gerar recursos com a natureza e garantir a sustentabilidade financeira de RPPNs”, que tem coautoria de Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ e Claudio Padua, vice presidente do IPÊ e reitor da ESCAS.

O livro é resultado do processo de trabalho ao longo do Mestrado Profissional em Conservação e Sustentabilidade da ESCAS.

A publicação explora 22 oportunidades de geração de recursos em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), desmistificando a ideia de que essas áreas só podem ser espaços para pesquisa, turismo e educação ambiental.

Os autores colocam em pauta os desafios de conservação dessas reservas, que passam pela necessidade de garantias de condição de gestão e proteção em longo prazo, afirmando que é possível gerar recursos a partir da conservação da natureza e geri-los de forma que a proteção da reserva seja garantido em ciclo contínuo. Para isso, tomam como um exemplo a proposta já aplicada na RPPN Gigante do Itaguaré (SP).

AGORA É “NÓIS”! PROTAGONISMO OU FIGURAÇÃO? VOCÊ ESCOLHE

Por Mohammad Jamal.

Bem aventurados os autistas.

Vivemos sob um processo moral e ético sociologicamente apenso do relativismo. Coisa que não podemos minimizar com meros eufemismos para um atávico niilismo coletivo ou uma simples derivação da moral social na plenitude da sua informalidade. Nesse caso, os pressupostos da inocência dão lugar à ambiguidade e põe dúvidas sobre velhos comportamentos agora considerados popularescos, quanto do cultivo da honradez; da verdade, da justiça… É tudo muito relativo; um relativismo impositivo e convenientemente direcional.

A Democracia plural. “In alio pediculum, in te ricinum non vides” (Petronius) Tu vês um piolho no outro, mas não um carrapato em si mesmo.

O que representa a verdade para mim; pode não ser verdade para outrem; mas isso não tem importância alguma. A verdade no relativismo é aquilo que eu “percebo” como verdade. E não importam as origens de fatores indutivos que incidem verticalmente do particular para o coletivo. Tudo ocorre independentemente da opinião alheia ou das conclusões obtidas pelos outros sobre o mesmo tema refletido. Claro, neste caso, o relativismo deteriora as relações humanas e conduz a um ambiente de desconfiança mútua; de suspeição permanente; do desagrado ao questionável, ao ambíguo, etc. que alguns relativistas denominam em política, de Democracia plural.

Lá no Sul dizem que morcegos perdem as asas e viram rato! Imagina se não perdesse as asas?

Esse relativismo não é congênito; ele advém dum evolucionismo sociológico; aquele mesmo que também influi na inserção de novas condutas sociais e políticas, novos termos à prosódia e jargão ou, na supressão de outros por caduquice da semasiologia das línguas vivas. Modismos, maneirismos, neologismos… Quase inescapáveis. Tudo num ambiente fugidio das subjetividades, das mentiras quase verdades e das verdades subjetivamente mentirosas. Eu não queria cair no quase inescapável lugar comum; o processo onde assistimos impassíveis a reformatação da nova moral social e a criminalização da ética e seus sucedâneos filosóficos. Isso porque ha nos ares democráticos do país o cheirinho de comida farta, gratuita e fácil para aqueles ditos mais expertos, os penetras simulacros de líderes do povo. Há um clima de Black Friday açulando os impulsos de consumo, um alvoroço nunca visto, como se os alvoroçados entes da política, putas velhas e quengas neófitas estreantes no “brega” eleitoral, um salve-se-quem-puder, um agora-está-fácil, é agora ou nunca, numa ganancia desenfreada ao escancaro do pudor e ao destemor das vítimas eleitoras àqueles mais afoitos que estão colocando até mãe no fazemos-qualquer-negócio um “التجارة” um comerciozinho, um lucrinho… Diria um saudita.  (mais…)

“CORRERIA NÃO É COISA BOA, TUDO QUE SE FAZ CORRENDO SAI MAL FEITO”, AFIRMA JOSÉ RONALDO

José Ronaldo ao lado da médica Mônica Bahia (PSDB), candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo DEM. Imagem: Ascom/DEM.

O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, foi oficializado hoje, 3, candidato ao governo da Bahia pelo Democratas. Com 67 anos de idade e mais de 40 anos de atuação política, ele disputa pela primeira vez o Palácio de Ondina, mas traz no currículo a experiência de quem foi vereador e quatro vezes prefeito de Feira de Santana, segunda maior cidade do estado – sempre eleito em primeiro turno -, três mandatos como deputado estadual, um como deputado federal, além de ter ocupado a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB).

Durante a convenção, que contou com a participação do prefeito ACM Neto, foram confirmados também os nomes de Jutahy Junior (PSDB) e Irmão Lázaro (PSC) para a disputa do senado.

A surpresa da manhã ficou pela apresentação da médica Mônica Bahia (PSDB) – membro da Ordem dos Médicos do Brasil e uma das lideranças do Movimento Brasil Livre – como candidata a vice-governadora. O anúncio foi guardado em sigilo e só revelado pelo próprio José Ronaldo, ao final do seu discurso.

O agora candidato ao governo do estado informou também a composição de partidos que vai caminhar sob o slogan “A mudança vem do interior” – uma alusão à história do democrata, que nasceu em Paripiranga, no sertão baiano.

A coligação une os partidos Democratas, PSDB, PRB, PSC, SD, PV, PHS, PSL, PPS e PTB. A Convenção reuniu milhares de lideranças políticas, além dos ex-governadores Nilo Coelho e Paulo Souto, prefeitos, deputados, candidatos ao parlamento e vereadores.

Muito emocionado, José Ronaldo, que deixou a prefeitura de Feira de Santana em abril para se lançar candidato a governador, contou um pouco da sua história, tendo deixado Paripiranga ainda menino, para estudar o ginásio em Cícero Dantas, tendo depois se mudado para Feira de Santana, com o objetivo de fazer o segundo grau e trabalhar. Em Feira, entrou para o serviço público, formou-se como administrador de empresas e iniciou na política, como vereador.

O candidato apresentou-se como “candidato ficha limpa” e exaltou suas passagens pela prefeitura de Feira de Santana, onde sempre foi conhecido como uma pessoa de palavra, “que promete apenas o que é possível cumprir”. “Minha bandeira sempre foi servir ao público e me lancei na política com a intenção de ser diferente, sempre agir de forma honesta.

Não sou um candidato que se confunde com o dinheiro da Fonte Nova, nem que ganhou relógios caríssimos, ou fez acordos com empresas para financiar campanhas políticas, nem fazemos promessas de obras fantasmas. Correria não é coisa boa, tudo que se faz correndo sai mal feito”, provocou o candidato.

O PRESENTE DE LULA PARA A DIREITA

Imagem: Pedro Ladeira/Folha de São Paulo.

Por Juan Arias, publicado no site do El País/Brasil.

Lula, considerado um dos maiores estrategistas políticos da América Latina, poderia estar dando um grande presente à direita com sua estratégia de impedir, num momento tão crítico para as forças progressistas deste país, a união dos partidos de esquerda. Entrincheirado em sua cela e em seu castelo de onipotência, está desorientando não só o seu partido, o PT, ao qual está desidratando, mas também o resto das forças de esquerda, que pela primeira vez poderiam concorrer unidas nas eleições para frear o ímpeto não só da direita, mas também da extrema direita valentona dos Bolsonaros.

É possível que, perante a impossibilidade de disputar as eleições, impedido pela lei da Ficha Limpa, Lula queira jogar todas as suas fichas em manter a qualquer custo a liderança da esquerda, mesmo que ao preço de condená-la à oposição, deixando o campo livre para as forças conservadoras que já mostraram suas garras e sua vontade de governar. Não que não tenham direito a isso, mas, num país onde a maioria ainda vive na pobreza, onde quase 40 milhões não concluíram o ensino básico e 25 milhões os estudos secundários, num país devorado pela violência, pela desigualdade social, pelos preconceitos raciais e pela corrupção política, é um pecado deixar a nação nas mãos dos conservadores.

A responsabilidade de Lula nesta hora é grande e grave. Ninguém lhe pede que deixe de defender sua inocência, se acreditar nela, mas ao mesmo tempo tampouco pode expor o país a uma crise política com táticas puramente defensivas, que possam envenenar uma eleição já muito convulsionada. Não parece respeitoso com o país agarrar-se a qualquer estratégia, inclusive conúbios pouco republicanos com setores da direita, sacrificando as outras forças de esquerdas para se manter sob os holofotes.

Vivemos submersos numa modernidade, inclusive política, que não tem mais nada a ver com os arroubos de grandeza dos Reis-Sóis, que proclamavam “O Estado sou eu” ou “depois de mim, o dilúvio”. Toda identificação de qualquer força política com o Estado é não só um atraso tresloucado como também um perigo para a própria democracia, que se nutre da seiva de toda a sociedade que é o sujeito e não o objeto da política e da civilização.

É possível que Lula, com sua estratégia do Sansão bíblico de “morra eu com todos os filisteus”, consiga manter vivo o mito de que ele é não só a esquerda, toda a esquerda, mas também todo o país, mesmo que isso signifique colocá-lo à beira do precipício. O popular e carismático ex-sindicalista já deu provas em outros momentos históricos de entrega aos melhores valores deste país, merecendo a estima internacional. Talvez tenha chegado o momento de ele demonstrar grandeza de espírito colocando-se não como única e exclusiva salvaguarda do país, e sim se somando à caravana de todas as forças do progresso, que mais do que nunca precisam estar abraçadas e em uníssono para impedir que continue levantando-se o muro não só das desigualdades sociais, mas também do atraso cultural, da sangria da corrupção e das tentações autoritárias.

É nos momentos cruciais da história que os verdadeiros estadistas se diferenciaram dos charlatães. A receita sempre foi a do próprio sacrifício pessoal em nome do bem comum, como demonstraram os grandes e autênticos guias das sociedades em perigo, de Moisés ao profeta Jesus, de Gandhi a Luther King e Mandela. Lula já se equiparou a todos eles. Tomara que a história possa um dia inscrevê-lo naquele livro de ouro, e não no dos condenados ao esquecimento.

MADRE THAÍS RECEPCIONA CALOUROS COM JORNADA INAUGURAL DE ARQUITETURA E URBANISMO

Imagem: Ascom Madre Thaís.

A exibição do filme “Saneamento Básico”, de Jorge Furtado, nesta sexta-feira, 3, marca o encerramento da 1ª Jornada Inaugural de Arquitetura e Urbanismo realizada pela Faculdade Madre Thaís (FMT), na Praça Pedro Gomes, no distrito de Serra Grande. O evento, coordenado pela professora Carolina Érika Santos, foi aberto quarta-feira, 1, no auditório Cid Gesteira, na sede da instituição de ensino superior, na Avenida Itabuna, 1491.

O tema principal “Patrimônio Ambiental e Cultural” é discutido por três vias: a instalação do Porto Sul na região norte de Ilhéus e seus reflexos na mobilidade urbana na cidade de Ilhéus; o centro histórico de Ilhéus e suas prioridades preservacionistas e localidades urbanas com menos de 20.000 habitantes em vias de transição.

No segundo dia os debates focaram o “Centro Histórico de Ilhéus” com o mini-curso sobre elaboração de projetos, ministrado pelo professor Marcelo Krause (FMT). A Mesa-redonda, no auditório, com os professores André Luiz Rosa Ribeiro (UESC) e Carol Érika (FMT). Fechando a explanação Felipe Musse, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) seguido de Debate.

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CONFIRA AS 24 OPORTUNIDADES DE TRABALHO DO SINEBAHIA ITABUNA

Confira abaixo as oportunidades de emprego do Sinebahia Itabuna. As vagas ficarão disponíveis na próxima segunda-feira, 06.

A agência funciona no Shopping Jequitibá. Não esqueça de levar o número do PIS, PASEP ou NIS, Carteira de Trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e certificado de escolaridade.

Vagas exclusivas para Itabuna. 

AUXILIAR DE ESTOQUE (PCD)

Não exige escolaridade

Não exige experiência

1 VAGA 

REPOSITOR DE MERCADORIA (PCD)

Não exige escolaridade

Não exige experiência

1 VAGA 

AJUDANTE DE COZINHA

Ensino Médio Incompleto

Experiência mínima de 6 meses na carteira

Experiência em restaurantes

1 VAGA 

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CAIXA ECONÔMICA INICIA INSCRIÇÕES DE PROJETOS DE SANEAMENTO BÁSICO E ILUMINAÇÃO

No Brasil, 44,92% do volume de esgotos gerados passam por tratamento antes de chegar nos corpos hídricos. Imagem: Hoje Maranhão.

A expectativa é investir R$ 40 milhões de recursos do FEP em municípios com população acima de 100 mil habitantes.

Foram abertas inscrições para seleção de entes da federação interessados em utilizar recursos do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP). Nesta primeira fase, o chamamento é para propostas de iluminação pública e de esgotamento sanitário em municípios com população acima de 100 mil habitantes, atualmente cerca de 300 municípios brasileiros. A expectativa de investimento é de cerca de R$40 milhões em projetos que, após implementados, podem alavancar investimentos na ordem de R$ 5 bilhões. A apresentação das propostas pode ser feita pelo preenchimento do formulário de Carta Consulta disponibilizado neste link.

O cenário para melhorias em iluminação pública no país é amplo. Os parques de iluminação municipais, com mais de 18 milhões de pontos de luz, já representam 4% do consumo total de energia do país. Em grande parte dos municípios, o setor responde pelo segundo maior item orçamentário, menor apenas que os gastos com folha de pagamento. Com as inovações tecnológicas recentes é possível melhorar este quadro com rapidez. Lâmpadas de LED, combinadas com sistemas de gestão e controle inteligentes, por exemplo, poderiam reduzir em até 80% o consumo de energia dos sistemas de iluminação pública.

Em relação ao esgotamento sanitário, apenas 51,92% da população brasileira atendida com água encanada conta com sistema de coleta de esgotos sanitários. Quanto ao tratamento, apenas 44,92% do volume de esgotos gerados é tratado antes do lançamento em corpos receptores Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Saneamento do Ministério das Cidades (SNIS 2016).

A CAIXA tem papel central no desenvolvimento da infraestrutura do País. Atualmente possui uma carteira de financiamento na ordem de R$ 86 bi no setor de infraestrutura. Líder no setor de saneamento, o banco possui diversos projetos em andamento, tais como: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto sanitário, sistemas de tratamento de resíduos sólidos urbanos, dentre outros. Sua atuação avança ainda sobre outros setores, como: Energia (usinas hidroelétricas, linhas de transmissão e usinas eólicas), Logística (rodoviário, aeroportuário e portuário), Mobilidade urbana (metrô, brt e vlt) e Naval (contrução de navios e estaleiros).

As diretrizes para a seleção dos projetos foram definidas nas Resoluções nº 11 e 12, de 22/05/2018 do Conselho de Participação no Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas da União (CFEP), estão disponíveis neste link.

Para ter acesso aos recursos, os municípios serão submetidos a um processo de seleção baseados em diretrizes e critérios técnicos divulgados a partir do edital de chamamento público, disponível nesta página, em downloads.