EXCLUSIVO: EMPRESA LIGADA A HOMEM FORTE DO GOVERNO MARÃO É ALVO DA PRELÚDIO

Prefeito Marão e o seu homem forte da saúde, Kadu Castro. Fotos: Internet.

Em primeira mão.

A empresa Licitar Serviços de Consultoria Municipal Ltda, que presta serviços de assessoria de licitações à Câmara de Vereadores de Ilhéus, é alvo de investigação da Operação Prelúdio, desencadeada nessa sexta-feira, 31, pelo Ministério Público da Bahia com o auxílio da Polícia Militar.

A Licitar pertence à dupla Romilton Sergio Cerqueira da Silva e Leandro Silva Santos, está sediada em Coaraci e, segundo nossas fontes, os seus proprietários são amigos de Kadu Castro, ex-candidato a prefeito da cidade e atual superintendente do fundo municipal de Saúde, nomeado pelo prefeito Mario Alexandre (PSD).

Conforme dados obtidos no site do TCM, a Licitar firmou seu primeiro contrato com a Câmara no biênio em que Josevaldo Machado (PC do B) presidiu a casa (2013-2014), foi mantida por Tarcisio Paixão (PP) e pelo atual presidente Lukas Paiva (PSB).

A secretaria de saúde de Ilhéus, sob o comando de Mario Alexandre e com Kadu Castro na superintendência, também firmou um contrato com a Licitar no valor de dez mil reais, cujo pagamento foi realizado no dia 28 de dezembro de 2017.

Após mandado expedido pelo juiz Alex Vinicius Miranda, a sede da empresa foi “visitada” por promotores e policiais militares. Documentos foram apreendidos e, conforme relatos, coincidentemente Kadu Castro não atendeu ligações no dia da operação.

A Prelúdio está na fase inicial. Não há, até o momento, nenhum fato comprovado que desabone a conduta das pessoas citadas neste texto.

PEGA, MATA, ESFOLA

Por Mohammad Jamal.

Pega, mata… Esfola! – O momento político da cidade é crítico, trágico, patético, dramático, burlesco ou o amargo pastelão embalado por contumazes expertises dos seus personagens no cenário parlamentar? Não sei bem o nome da Operação; se Operação Pega-ratos, Operação Corta Prepúcio, acho que é a Operação Prelúdio! Mais uma tentativa de passar rodo e o rastelo na corrupção que se alastre como pandemia no país. Só que lá na frente, passadas as agruras presenciais impostas pelo rito enérgico e a correição da Primeira Instância, eles relaxam, folgam o cinto e, às vezes, ate gozam o usufruto do Capital integralizado acostado aos Ativos financeiros pelas expertises da corrupção. Nos tribunais as Ações que respondem encontram discreta a discreta cortesia, o aplomb e algum fair-play das discussões recursais em absenteísmo do dos réus, a essa altura, com caras untadas em finíssimo óleo de peroba… E por ai vão.

Caolhos míopes, mandriões estagnados – Em Ilhéus não é diferente. Aqui tudo em si assemelha à transliteração do amargor dramático do Nelson Rodrigues mesclado à intuitiva verve prosélita empregada no sentido literal das Críticas à organização e ao funcionamento da sociedade russa da primeira metade do século XIX, examinadas sob a ótica de Nikolai Gogol. O Inspetor Geral; que, alias, serviu de inspiração ao escritor, dramaturgo e diretor teatral, Romualdo Lisboa, para escrever produzir e dirigir a peça: Teodorico, as últimas horas de um prefeito, levada com muito sucesso aqui e em grande parte no Brasil e exterior.  Na obra de Nikolay Gogol, confrontamos as presenças marcantes do sentido e humor satírico com nítido realismo social. Ele sugere reformas sociais e políticas, embora não fosse um político, para a Rússia. Faz observações minuciosas. Aduz magistralmente a criação de personagens exuberantes. Usou metáforas e simbolismos para escapar da censura do governo russo da época e até utilizou formas de prosas não convencionais e fez uso frequente de elementos relacionados ao fantástico em metalinguagem. À semelhança das situações esdrúxulas tais como as que confrontamos no atual momento político ilheense: densamente tosco e irracionalmente equivocado em suas proporcionalidades exageradas em feéricas fantasias baratas do inexequível.

Quibe de moscas – Vendo sonhos! Bolinhos de Esperanças, de anelos, de indulgência, terrenos no céu, e as porras, tudo embalado na mais fina farinha de quimeras. Está aberta a disputa pela caça ao tesouro! Não aquele tesouro do pirata Barba Negra, nem aquele outro que supõem encontrar-se numa das pontas do arco-íris. É coisa muito maior que fica num califado riquíssimo nas terras das mil e uma noites, Brasília e capitais dos estados das terras brasileiras. Captou?  

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