VILAS-BOAS BUSCA RECURSOS PARA CONSTRUÇÃO DE MAIS POLICLÍNICAS DE SAÚDE

Foto: Ascom/Sesab.

O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, esteve com a bancada federal de deputados e senadores nesta terça-feira, 30, em Brasília, para buscar recursos provenientes de emendas impositivas de bancada.

No encontro, o secretário prestou conta dos recursos aplicados nos anos de 2017 e 2018 e apresentou propostas para investimentos com a ideia de qualificar a assistência à saúde na Bahia.

Uma das indicações é a destinação de recursos para construção de mais cinco policlínicas regionais de saúde em 2018, completando o projeto de 24 unidades ao todo.

AVANÇO DO DESMATAMENTO EXIGE MEDIDAS URGENTES NO BRASIL, DIZ WWF

Foto: Getty Images.

Do site Deutsche Welle.

Relatório alerta para perda da cobertura vegetal na Amazônia e no Cerrado. Organização reforça que proteção ao meio ambiente não é entrave para o desenvolvimento e deve ser prioridade do próximo governo brasileiro.

A saúde da natureza e da biodiversidade no planeta estão em estado grave. Nas Américas do Sul e Central, e particularmente no Brasil, a situação é especialmente preocupante. A conclusão é parte do Relatório Planeta Vivo, publicado pelo WWF nesta terça-feira (30/10).

“O relatório reforça a perda que estamos vendo nos biomas brasileiros. A Floresta Amazônica, por exemplo, já perdeu 20% de sua cobertura original”, pontua André Nahur, coordenador de Mudanças Climáticas do WWF Brasil.

No Cerrado, segunda maior vegetação na América do Sul, o desmatamento chega a 50%. Expansão da agricultura de larga escala, crescimento urbano, expansão da infraestrutura e mineração são apontados no relatório como as principais causas da destruição florestal.

Dado o diagnóstico, medidas urgentes são recomendadas para reverter a perda da natureza. “A pauta socioambiental deve ser prioridade para qualquer governo. Ela não é um entrave para o desenvolvimento”, diz Nahur sobre os resultados do relatório no atual contexto político brasileiro, depois da eleição de Jair Bolsonaro à presidência.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro deu declarações contrárias a políticas ambientais, direitos indígenas, áreas protegidas para conservação e o Acordo de Paris sobre o clima. Ele voltou atrás em relação a alguns dos temas depois de ser criticado.

“A nossa biodiversidade e riqueza natural são os principais ativos que temos para que o país continue crescendo economicamente. Precisamos manter as florestas, que garantem água para centros urbanos, para o agronegócio, para o setor de energia”, argumenta Nahur.

“Efeito Bolsonaro”

Reverter a tendência do aumento do desmatamento na Amazônia e no Cerrado é visto por especialistas como um dos maiores desafios do próximo presidente. Em meados de novembro, dados anuais monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) serão divulgados.

Um levantamento prévio feito pelo Observatório do Clima com informações do sistema Deter B, do Inpe, indicou um crescimento do desmatamento de 36% de junho a setembro, período eleitoral, o que a organização considerou um “efeito Bolsonaro”.

“Quase certamente, os números anuais do Inpe mostrarão um aumento em relação ao período anterior. A equipe de transição do novo governo irá se preocupar ou comemorar?”, questiona Carlos Nobre, climatologista e atualmente pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

Nobre é um dos autores de um estudo que concluiu que, caso mais de 25% da Amazônia sejam destruídos, a floresta entra num processo irreversível de degradação.

“Não estamos muito longe desses limites dos quais não deveríamos chegar nem perto”, afirma o pesquisador, lembrando que 20% da bioma no Brasil já se foram.

Diante do alerta emitido pelo WWF e de posicionamentos de Bolsonaro contrários ao meio ambiente, o maior desafio será uma mudança de olhar, opina Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“É preciso passar a enxergar o meio ambiente com olhos de 2019, e não de 50 anos atrás”, diz sobre o futuro presidente. “Derrubar florestas ou direitos de povos indígenas e aumentar emissões de gases de efeito estufa será péssimo para a imagem dele, para a reputação e a competitividade Brasil, de nossas empresas e de nossas commodities”, afirma.

A perda de florestas e da biodiversidade, poluição, superexploração de recursos naturais e elevação da temperatura média global, provocados pela ação humana, estão levando o planeta ao limite. “Isso tudo prejudica a saúde e o bem-estar das pessoas, espécies, sociedades e economias em todos os lugares”, diz o documento.

Além da perda florestal, nas Américas do Sul e Central, foi registrada uma redução de 89% das populações de vertebrados desde 1970, segundo o relatório do WWF. No mundo, populações de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes caíram 60% nas últimas cinco décadas. Espécies estão se movendo cada vez mais rápido em direção à extinção, alerta o WWF.

Outro fator de preocupação é o plástico, descartado muitas vezes após ser usado uma única vez e que vai parar nos oceanos, também é encontrado no organismo de cerca de 90% das aves marinhas. Em 1960, apenas 5% delas carregavam algum vestígio.

“Metade dos corais de águas rasas foi perdida globalmente em apenas 30 anos”, fala Nahur sobre o ecossistema, considerado o berçários de peixes. O sumiço dos corais é apontado como um dos impactos da elevação da temperatura média da Terra de 1,1°C em comparação com o nível pré-industrial.

O Relatório Planeta Vivo observou as tendências em 16.704 populações que representam 4.005 espécies de vertebrados. Na edição passada, em 2016, o documento avaliou 14.152 populações de 3.706 espécies. 

A análise científica é bianual e feita desde 1998. A atual versão contou com mais de 50 cientistas e pesquisadores de diferentes órgãos internacionais.

TEMPORADA DO PROJETO SEIS E MEIA INCENTIVA A DIVERSIDADE CULTURAL DE ILHÉUS

Foto: Clodoaldo Ribeiro.

O Teatro Municipal de Ilhéus recebe, nesta quarta-feira, 31, às 18h30min, os músicos Múcio Selecta, Mc Billyfat e Cabeça Isidoro para o encerramento da temporada do Projeto Seis e Meia. Criado pela Secretaria Municipal da Cultura (Secult), o projeto incentiva a diversidade musical com diversos gêneros musicais, a exemplo de rock, rap, forró, hip-hop, dentre outros. Também se preocupa em incluir jovens artistas que começaram a carreira há pouco tempo. O ingresso custa R$ 2,00, mais um quilo de alimento e já pode ser adquirido na bilheteria do teatro.

Nos shows anteriores, o Projeto Seis e Meia teve participação de Ayam Ubrais Barco, e as bandas Intuito Neutro e Mulheres em Domínio Público, depois vieram no dia 10 deste mês a apresentação das cantoras Laís Marques, Pri Luparelli e Jacque Barreto. Já no dia 24 do mesmo mês, foi a vez dos artistas Eloah Monteiro, Cijay e Léo Abelha & banda marcar presença no Teatro Municipal.

O secretário municipal da Cultura de Ilhéus, Pawlo Cidade, destaca que o Projeto Seis e Meia renasceu com novo formato. “Já foi realizado de forma itinerante, passou por diversos bairros e distritos do município, teve primeira apresentação na Tenda do Teatro Popular, e os shows no Teatro Municipal sempre tiveram casa cheia”, lembra.

De acordo com Pawlo Cidade, o Seis e Meia já se consolidou no sul da Bahia para fomentar a produção musical. “O projeto surgiu acertadamente para estimular a produção artística musical local, buscar novos talentos, divulgar novos valores dos músicos do município e apresentar a diversidade rítmica”, ressalta.

Destaca Pawlo Cidade ainda que pelo Projeto Seis e Meia já passaram grandes nomes da música local e regional, a exemplo de Letto Nicolau, Herval Lemos, Délio Santiago, Selma Aguiar, Keketa, Itassucy, Chica de Cidra, Bebeto, Cláudia Moura, Suzy Rodrigues, Jonga Fialho, Edu Netto, Reizinho, Lula Armstrong, dentre outros.

Com informações da Secom/Ilhéus.

SOANE NAZARÉ, RENÉE ALBAGLI E JOAQUIM BASTOS SERÃO PROFESSORES EMÉRITOS DA UESC

Soane Nazaré, Renée Albagli e Joaquim Bastos.

Da Ascom/UESC.

Soane Nazaré de Andrade, Renée Albagli Nogueira e Antonio Joaquim Bastos da Silva, são os três docentes e reitores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) que se preparam para integrar o grupo restrito dos Professores Eméritos, título destinado aos professores que se destacaram pelos relevantes serviços à Universidade e que, por isso mesmo, continuarão a colaborar com a Instituição.

Soane Nazaré

Nascido no povoado ilheense de Água Preta, hoje município de Uruçuca, aos cinco dias de agosto de1933, o Professor Soane Nazaré de Andrade é bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito da Bahia turma de 1953.

Em 1969 iniciou sua luta para ampliar o ensino superior no Sul da Bahia com investimentos e articulações para a união da Faculdade de Direito de Ilhéus e das Faculdades de Filosofia e de Ciências Econômicas de Itabuna, posteriormente unidas e transformadas (1973) na Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna – FESPI (hoje UESC), da qual foi eleito seu primeiro Diretor-Geral, exercendo o cargo de 1973 a 1985. Sua participação no processo de estadualização da UESC é caracterizada como uma luta de muitos desafios e enfrentamentos. No momento mais agudo da crise financeira da instituição, em 1882, enfrentou o Conselho Diretor e assegurou a manutenção da mensalidade.

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