A GRANDE FAMÍLIA SEM CONTROLE DE FILIAÇÃO

Por Mohammad Jamal.

O cofre do banco contém apenas dinheiro; frustra-se quem pensar que lá encontrará riqueza. (Drummond) A competição política, sem regras ou mínimos resquícios de ética, acirra sangrenta a concorrência pelo poder onde todas as “armas” aceitas e validadas, fazem exacerbar a libido e a volúpia pela posse, domínio e “administração” do dinheiro público, ou seja, o poder pelo poder. De todos os fatos da política de campanha, ou seria ‘campana?’ o que mais nos choca são as verdades mitomaníacas de ontem metamorfosearem-se cinicamente para mentiras infames no hoje e no amanhã. Mercê dessa logística e estratégia, podemos asseverar algo que todos abaixo ou paralelos a ela já sabem: Não existe negócio mais rentável que o business político, o coronelismo caudilhista que a tudo pode e a tudo fode indiferentes ao povo.

Não entendo como é que alguns optam por corrupção, onde há tantas maneiras legais de ser desonesto. Tem gente falando mal; tem gente desancando os nossos políticos, aqueles que nem sabemos os nomes porque, em segredo de justiça, foram “supostamente” responsabilizados pela quebra da Petrobras, pela dispersão do dinheiro público em projetos políticos pessoais internacionalmente em países economicamente degradados, classificados em 5ª, 6ª etc. categorias. Tem gente metendo o pau por trás, porque pela frente é impossível fazê-lo. Gente insana em atitudes no mínimo impensadas, injustas e descabidas. Imaginem vocês mais esclarecidos, o que teria acontecido se persistisse os prejuízos ao processo democrático e suas decorrentes gravíssimas sobre as últimas eleições livres ocorridas nos Estados e federação, se ainda continuassem usurpando o maciço provimento financeiro “conquistado” na chamada Roubobrás? Teríamos eleições? Teria sido possível realizar um dos menos custosos processos políticos eleitorais da história do país?

Não é suficiente que façamos o nosso melhor; às vezes temos que fazer o que é preciso. (Churchill). Outrora campanhas políticas de tamanha vultuosidade eram capazes de fazer inveja às eleições Norte americanas disputadas entre os partidos Democrata e Republicano. Com certeza, sem a ajuda providencial da Roubobrás, do BNDES, Caixa, empreiteiras e construtoras famosas subsidiadas pela nossa Petrobrás e BNDES, não teríamos podido usufruir da grandeza do votar e escolher a partir de campanhas eleitorais em Redes Sociais, o sublime privilégio de eleger o um novo presidente que nos encheu de esperanças dada à sua conduta e índole embasada no patriotismo cívico das nossas Forças Armadas e o respeito demonstrado à Constituição e seus princípios democráticos.

Midas morreu tísico de fome, pois a tudo que tocava virava ouro! Com as outrora monstruosas fortunas financeiras extraídas sem critérios via “financiamento público de campanhas”; arrancadas sem anestésicos, sem dó nem piedade das entranhas do Estado à vista do constrangimento dos empobrecidos brasileiros e da execração pela imprensa internacional mundo a fora; quiçá teríamos tido campanhas e eleições bilionárias com alguns milhões em sobras a serem usufruídos a posteriori pelos felizes candidatos financiados, eleitos ou não. A Roubobras teria sido dá hora!… Providencial! Mas “No meio do caminho tinha uma pedra.

Tinha uma pedra no meio do caminho.” (poema do Drummond)… No meio do caminho Tinha o Juiz Moro! Tinha a Lava Jato. 

Assalto ao trem pagador. Nesse cenário caótico do mau compartilhamento das riquezas do Estado; deparamo-nos com o pior: os acusadores de plantão que a tudo que some; desaparece inexplicavelmente, surrupiam ou roubam de fato, atribuem aprioristicamente aos pontuais surrupeios das mãos leves do PT e suas bases! Assim também já é demais! Para nosso espanto e de todos os eleitores, até o Zé, heroico sobrevivente do naufrágio do mensalão, agora também aparece integrando a lista dos beneficiados pelos dividendos pagos pela subsidiária, a Roubobras! Generalizou-se endêmica a roubalheira. Ficou difícil encontrar uma sigla partidária que não tenha se envolvido em primárias maracutáias. Para de acusar assim, gente! Estão distribuindo acusadas como se fossem Bolsas do Governo, quando ninguém viu um centavo sequer desse ativo fixo circulante. Digo isso a propósito da torturante dedução assertiva dita entre muxoxos e língua presa, pelo delicado pedicuro e soprano castratti, Abelardo Jurema, Salão Flor de Lis, lá no Barro Vermelho-Vilela, visto quando lá me fui cortar as unhas dos pés: O Jurema:_ “Seu Mamede, com toda essa montanha de bilhões de Reais roubados pelos ‘Red Post Type’(?) e seus parceiros para custeio superdimensionado das suas campanhas políticas; será que eles não estariam pensando em antecipar a implantação de uma neomonarquia absolutista no Brasil?”.  Tentando escapar ao capítulo das transgressões pré-conceituais, passível de prisão, respondi em Árabe, não traduzido aqui: “انتقل تأثيرها زوج”. Que abusado não? De forma geral, contra a politica petista tenho apenas críticas às más administrações, o pouco ou nenhum zelo pelo dinheiro e patrimônio do estado e, destacadamente, sua imensa e prolífica família com milhares de gerações de componentes, dependentes diretos e indiretos, agregados, afins e simpatizantes dependentes do sustento; casa, comida e roupa lavada, que estão custando os olhos da cara do Estado. 

As óperas bufas levadas em carroções itinerantes, Ridi Padliaccio.  Não fossem as temporadas de brilhantes espetáculos performáticos em indisfarçável contexto simulacro de peronismo/caudilhista/clientelista reeditados dos próprios talentos nativos teatralizados, ainda que intensamente impregnados de intuitiva dramaticidade trágica capazes de fazer ruborizar de timidez Shakespeare; Ibsen; Goethe… Nós não daríamos crédito algum às suas lágrimas e promessas das Madalenas arrependidas, em campanha; a mesma Madalena que nos corneou chifrudos mansos por longos 13 anos em adultera política clientelista: o poder pelo poder e campanha por eleição, só por eleição mesmo. O rei morreu. Viva o Presidente!

Allegro e saggio ma non troppo.

Os “red” são espetacularmente convincentes, mas não o suficiente. O brasileiro mudou não se pode negar! Não obstante à “La rojo pasión almodovariana” do petismo endógeno, ainda assim, sob o disfarce de eleitor casmurro, aqueles a quem eles chamam popularmente de “meu povo!”, subsiste um discreto sentimento de cunho sádico em lenta degustação: quando os assisti em plena função, montados em seus ultrapassados palanques de promessas mambembes de campanhas; comendo a poeira do Nordeste, almoçando de graça as galinhadas dos miseráveis preparadas com o sal e o suor dos trabalhadores boias-frias, dos catingueiros castigados pela fome e inanição dos solos tórridos mortos de sede; mas que ainda assim, trôpegos de fome ainda encontravam força para agitas bandeirolas vermelhas das mentiras. Tadinhos.

“Os homens apreciarão as mentiras até o fim do mundo, e relatarão anedotas como nunca jamais ouvistes vós e vossos pais”.(texto islâmico) Ainda me move o prazer assisti-los pavões, enfáticos em tautológicos e apaixonados desagravos midiáticos do Lula livre. Suas adjetivações com requintes de preciosismo linguístico nos remete ao Camões: “aleivosias!” “Injúrias!” “Calúnias pérfidas de adversários!” “Ilibado na honorabilidade, no brio, decoro e pundonor, vou desmentir essas infâmias”; fazem-nos ir às lágrimas bufas da ambiguidade eufemística; lágrimas agridoces quando agora, vestindo verde e amarelo, coroa de cravos de defunto às mãos, sigo ereto o féretro dos restos mortais daquele que tanto mal praticou contra o povo faminto, mas ainda assim crédulo arrebatado pela paixão, o PT. Não é exagero, mas acredito que seria mais seguro embalsama-lo em clorofórmio, cremá-lo e em seguida sepultá-lo sob uma pesada lápide tumular. Lembram-se do Lázaro? Pois é, ressuscitou!

Mohammad Jamal é colunista do Blog do Gusmão.



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