JABES RIBEIRO AGIU COM “PERNICIOSISMO ELEITOREIRO”, AFIRMA JUIZ

Jabes
Servidores não estáveis: Jabes não respeitou a Carta Magna, mesmo sendo professor de direito constitucional. Foto: internet.

Na sentença que determinou o afastamento imediato dos servidores que ingressaram na prefeitura de Ilhéus, sem concurso público, entre 05 de outubro de 1983 e 05 de outubro de 1988, os chamados “não estáveis”, o juiz Alex Venicius Campos Miranda, da 1ª vara da fazenda pública de Ilhéus, não poupou o ex-prefeito Jabes Ribeiro.

O magistrado considerou “inadmissível que Ilhéus, passados exatos 30 (trinta) anos da promulgação da Constituição, ainda contemple em seu quadro, servidores que deveriam ser desligados no raiar das luzes do histórico 05 de outubro de 1988”.

Na folha 2645 do processo, sem citar o nome de Jabes (prefeito de Ilhéus quatro vezes 1983-1988, 1996-2000, 2000-2004, 2012-2016), Alex Venicius afirmou que, “Pior ainda é acreditar que toda essa situação de verdadeira sangria dos cofres públicos teve a complacência de um gestor eleito e reeleito, com formação em direito constitucional, que, mais que ninguém, nunca poderia alegar o desconhecimento da lei. Fê-lo, portanto, por puro perniciosismo eleitoreiro, sem preocupação alguma com a gestão pública, com o sacrifício do contribuinte ilheense” (grifo nosso).

Hoje aposentado, Jabes foi professor de direito constitucional, na UESC. Quando é entrevistado por profissionais de imprensa desatentos (ou com problemas de dicção) sempre corrige o termo equivocado “mandato” de segurança.

“Fui professor do curso de direito, o certo é “mandado de segurança”, corrige com eloquência.

A decisão judicial foi publicada em primeira mão por este blog, no dia 31 de outubro deste ano (veja aqui).

Enviamos mensagens para o ex-prefeito, mas até o fechamento desta reportagem ele não respondeu.



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