TRANSPORTE COLETIVO DE ILHÉUS É COMPLETAMENTE DEFICIENTE, AFIRMA JOSÉ NAZAL

“Não quero adotar uma posição demagógica e superficial, contrária ao reajuste por conveniência política, uma vez que rompi com o prefeito Mário Alexandre. Eu vou pelo caminho do esclarecimento. Na minha visão falta transparência.

Ao ser perguntado pelo Blog do Gusmão sobre o reajuste da tarifa dos ônibus, José Nazal, vice-prefeito de Ilhéus, disse que é preciso discutir o transporte coletivo da cidade como um todo, pois o serviço está completamente deficiente, aquém da necessidade da população.

Segundo Nazal, é necessário implantar o sistema de transbordo para possibilitar ao passageiro sair de um ônibus para outro sem custo adicional, quantas vezes forem necessárias num prazo de duas horas. Outra ideia defendida pelo vice é uma nova rede de mobilidade urbana, com a liberação de corredores exclusivos para o transporte coletivo. A medida pode impactar os estacionamentos das áreas comerciais, mas vai facilitar o acesso e aumentar o fluxo de pessoas às mesmas.

Nazal questiona o tempo de uso da frota atual. Muitos veículos são velhos, não cumprem o que foi estabelecido nos contratos e desobedecem a Lei Orgânica do Município, no que diz respeito ao ano de fabricação. A condição ruim da maioria das estradas vicinais é outro problema que encarece o custo de operação.

O vice-prefeito também mencionou o excesso de gratuidades. “Esse benefício só usa o nome gratuidade, mas na verdade, os demais usuários pagam quando o valor da tarifa é definido, que leva em conta o custo dos que não pagam”.

Na opinião de Nazal, o reajuste é contratual e, conforme pactuado, pode ser concedido ou não, até mesmo podendo haver redução. Existem casos onde não foi dado o aumento e houve questionamento judicial por parte das empresas. O vice enfatiza que o reajuste deveria ser precedido por um debate mais amplo, capaz de envolver todos os problemas.

“Não quero adotar uma posição demagógica e superficial, contrária ao reajuste por conveniência política, uma vez que rompi com o prefeito Mário Alexandre. Eu vou pelo caminho do esclarecimento. Na minha visão falta transparência. Como exemplo, informo que o governo desconhece o número de passageiros do sistema, conhecido como Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK). Talvez a população não saiba, mas todos os ônibus possuem GPS e as empresas sabem quais os pontos de travamento e de maior fluxo, tempo de viagem e etc. Infelizmente, a prefeitura não tem acesso ou tem acesso superficial a esses dados. Essa situação é inadmissível e prova ausência de fiscalização efetiva”, disse José Nazal.



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