CIPPA apreende equipamentos de som no Vilela e no Alto do Coqueiro

Equipamentos sonoros apreendidos no Teotônio Vilela e no Alto do Coqueiro. Foto: CIPPA/Porto Seguro.

A Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Porto Seguro) apreendeu um carro tirando o sossego dos moradores do bairro Teotônio Vilela, na sexta-feira, 11, por volta das 23h20min.

Uma guarnição do 2° Pelotão de Ilhéus flagrou Danis Fontes Freire com seu veículo fazendo uso de aparelhagem sonora com volume acima do permitido. Aferição realizada com decibelímetro constatou 90,8 dB de pressão sonora.

No sábado, 12, por volta das 22h50min.,um fato parecido aconteceu no Alto do Coqueiro. Segundo a PM, Adria Ellen Santos Demétrio estava dentro da própria residência com som alto, atrapalhando o descanso das pessoas. A CIPPA mediu 95,6 dB de pressão sonora e apreendeu a aparelhagem.

Danis e Adria vão responder no poder judiciário por crime de poluição sonora.

Nazal afirma que Marão escolheu secretários sem compromisso com Ilhéus

Marão sumiu de Olivença, afirma Nazal. Foto: Clodoaldo Ribeiro.

O vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal (Rede), fez críticas ao prefeito Mário Alexandre, na tarde da última sexta-feira, 11, na cerimônia de abertura da Puxada do Mastro de São Sebastião, em Olivença.

Estavam presentes: o secretário municipal de turismo Alcides kruschewsky; o major Pinheiro (comandante da 69ª PM); Ariovaldo “Camisa” (presidente da Associação dos Machadeiros de Olivença) e os caciques tupinambás Nane e José Raimundo, além de várias pessoas que assistiram a solenidade.

Quando a palavra foi concedida ao cacique José Raimundo, o prefeito Mário Alexandre, que estava ausente, foi questionado por ter prometido em 2018 promover uma festa mais estruturada e bonita, capaz de trazer de volta as características mais tradicionais  da Puxada do Mastro.

Na festa desse ano, sequer um carro de som para a execução do hino nacional foi enviado pela prefeitura. O equipamento utilizado pelos machadeiros foi emprestado.

Insatisfeito, José Raimundo pediu que José Nazal levasse as reclamações dos indígenas e dos machadeiros ao prefeito.

No seu momento de fala, Nazal externou alegria por estar na festa, lembrou de suas raízes em Olivença (terra de alguns familiares e que morou na infância) e elogiou os secretários Alcides kruschewsky e Pawlo Cidade (cultura) por terem organizado a festa apenas com apoio de empresários.

Ao se manifestar sobre a postura do prefeito, lembrou que na campanha de 2016 a dupla Marão e Nazal prometeu fazer visitas periódicas em Olivença, atender na medida do possível as reivindicações da comunidade e, sobretudo, apoiar e manter a tradição secular da Puxada do Mastro. “Na campanha dissemos aqui que as decisões seriam tomadas em conjunto. Esse foi o compromisso que Mário fez comigo”.

Segundo Nazal, ao assumir o governo Mário escolheu alguns secretários que não têm compromisso com Ilhéus. “Essas pessoas é que estão decidindo tudo. Eu não posso fazer nada, pois vice não manda e não governa. Eu não tenho qualquer influência. Já disse a Mário que nos primeiros anos busquei fazer críticas dentro do governo. De agora em diante vou expor, reclamar e apontar os erros publicamente”, advertiu o vice.

José Nazal disse que o sumiço do prefeito “ficou feio” e que estará sempre disposto a dialogar com a população, olhando-a de frente e com sinceridade.

Por volta das 13h55min., deste domingo, 13, tentamos falar com o prefeito Mário Alexandre via celular e por meio de mensagens no Whatsaap. Não conseguimos ouvi-lo.

Dos medos, o pior. Um breve ensaio

Por Mohammad Jamal.

No livro, Virginia acorda de mau humor, sentindo-se triste e “indócil como um lobo” (p. 2); a irmã, Vanessa, faz de tudo para alegrá-la, sem sucesso, até que tem uma ideia: dar vida ao desejo de Virginia de ter um lugar perfeito para onde voar quando tudo parece ruim e sombrio. Entra em cena, assim, o poder da arte e o da imaginação criativa, capazes de amenizar a tristeza e ajudar no enfrentamento dos humores e sentimentos mais difíceis. A história de Kyo Maclear possui diferentes camadas de significado, que podem ser lidas de modo independente, mas que se complementam, contribuindo para a compreensão geral, sobre tudo do medo atávico.

Falar sobre medo é algo muito complexo e paradoxal, tendo em vista as singularidades do ser humano e as infinidades de fatores psicológicos capazes de desencadeá-lo. Medo de dirigir, medo de morrer, medo de baratas, medo de assombração, medo de envelhecer, medo de não se reeleger ou de ser investigado pela PF, medo da opinião pública, da imprensa, etc. São tantos que elencá-los seria impossível.

Além do sofrimento psíquico vivenciado pelo indivíduo fóbico, junto com o medo e a fobia, vem o sofrimento físico, as reações orgânicas e fisiológicas alteradas por conta de um estado de forte emoção e angústia. Gastrites, diarreias, alopecia, perda da libido, distúrbios do humor, alterações oníricas, pesadelos vívidos…

“O medo não é uma emoção patológica, mas algo universal dos animais superiores e do homem. O medo é um estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar e que progressivamente nos consideramos menos capazes de fazer.”. (DALGALARRONDO, 2006, p. 109)

Boi da cara preta, um acalanto; canção e letra ingênuas, sobre uma melodia muito simples, com que as mães ninavam seus filhos, já foi uma das formas mais rudimentares do canto que induz a gênese do medo na infância, não raro com uma letra onomatopaica, de forma a favorecer a necessária monotonia, que leva a criança a adormecer. Essa formula muito primitiva, existe em toda a parte e existiu em todos os tempos, sempre cheia de ternura, povoada às vezes de espectros de terror fantasioso, sentimento que as nossas crianças devem afugentar dormindo. A mente de quem cede a esse medo fantasioso e alegórico certamente crescerá tendo o medo como uma referencia no mínimo limitante; uma barreira escura onde se esconde o incógnito desconhecido que faz suar suas as mãos, a boca fica seca e coração taquicardíaco. Isso é medo; não se confunde com fobias.

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