Sinebahia Ilhéus oferece 13 vagas de emprego

Uma vaga para pizzaiolo no Sinebahia Ilhéus.

Confira abaixo as vagas de emprego disponíveis nessa sexta-feira, 18, na agência do Sinebahia Ilhéus, que fica na sala 13 do SAC, situado na Rua Eustáquio Bastos, 308, Centro.

Não esqueça de levar a carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e de chegar antes das 9. 

ADMINISTRADOR / ESTAGIÁRIO

Ensino Superior cursando a partir do 3° semestre em Administração ou Contabilidade

Possuir conhecimento com pacote Office

Residir na região de Una ou Canavieiras

01 VAGA 

PSICÓLOGO ORGANIZACIONAL / ESTAGIÁRIO

Ensino Superior cursando a partir do 3° semestre em Psicologia

Possuir conhecimento com pacote Office

Residir na região de Una ou Canavieiras

01 VAGA

RECEPCIONISTA DE HOTEL

Ensino Médio Completo

Experiência mínima de 06 meses na área de Hotelaria comprovada em carteira de trabalho

Informática básica

01 VAGA

(mais…)

Delegacia da mulher prende pastor/psicólogo acusado de estuprar pacientes

Pastor/psicólogo é acusado de impor o seu sexo como parte do tratamento. Foto: Ascom/Polícia Civil.

George Hilton Brito Pereira, de 49 anos, foi preso na quarta-feira, 16, por investigadores da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), de Teixeira de Freitas, após ser denunciado por estupro por três de suas pacientes. Os crimes teriam ocorrido no consultório onde ele atuava como psicólogo, no bairro Recanto do Lago, em Alcobaça, cidade do extremo sul da Bahia.

A polícia apurou que Hilton alegava que a prática sexual fazia parte do tratamento psicológico e, assim, teria violentado pelo menos três mulheres, entre 19 e 20 anos. O acusado também é pastor numa igreja de Alcobaça.

A delegada Viviane Scofield solicitou à justiça um mandado de prisão contra Hilton, com base nas denúncias. Com a ordem em mãos, policiais da unidade especializada cumpriram o mandado e o pastor/psicólogo encontra-se à disposição da Justiça.

Zona Sul de Ilhéus vai ficar sem água nessa sexta-feira

Para possibilitar a entrada em operação de uma ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Pontal, a Embasa informa que o abastecimento de água será interrompido na zona Sul de Ilhéus, nessa sexta-feira, 18, a partir das 7 horas da manhã.

A previsão é que o serviço seja concluído às 21 horas do mesmo dia, quando o fornecimento será retomado, de forma gradativa, com plena regularização em até 24 horas após o término do serviço.

As áreas afetadas serão: Pontal, Nelson Costa, Hernani Sá, Mambape, Ilhéus II, Cururupe, Ceplus, Nossa Senhora da Vitória, São Francisco, Jardim Atlântico, Sapetinga, Couto e adjacências.

Imóveis com reservatórios domiciliares capazes de atender as necessidades diárias de seus ocupantes não serão afetados por esta interrupção.

Governo do Estado lança publicação com experiências voltadas para a agricultura familiar

Com experiências, pesquisas e atividades de extensão, voltadas para a agricultura familiar e o desenvolvimento rural no estado da Bahia, foi lançado, nesta quarta-feira, 16, no Auditório da Secretária de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), em Salvador, o livro Anais do Simpósio de Pesquisa e Experiências em Agricultura Familiar.

“Essa publicação é resultado de um exercício e do esforço do Governo do Estado, realizado em parceria com universidades, entidades da agricultura familiar e sociedade civil, que possibilitou a sistematização de experiências que dialogam e contribuem com o desenvolvimento rural do estado. Que possamos garantir a continuidade dessa parceria”, afirmou o titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

O lançamento do livro (disponível neste link) é uma homenagem aos pesquisadores e extensionistas que trabalham com agricultura familiar e agricultores experimentadores. Pretende-se, com esta publicação que, cada vez mais, a comunidade científica e os experimentadores fiquem mais estimulados a contribuírem para o desenvolvimento rural da Bahia, com foco na agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais.

De acordo com o subsecretário de Educação, Nildon Pitombo, as instituições de ensino e pesquisa estão bem representadas no livro, que traz projetos inusitados. Pitombo salientou que as ações, que envolvem instituições de ensino e pesquisa e agricultura familiar, e outras políticas públicas voltadas para a educação do campo, são uma responsabilidade das duas secretarias: “Verificamos a inserção da juventude rural, bem marcada, no sentido da inclusão produtiva, isso é o que revelam os projetos apresentados nos anais. É muito bom saber também, que as instituições tratam com respeito e consciência os saberes tradicionais dos povos do campo, que não são inconciliáveis com os saberes acadêmicos formais”.

O secretário de Educação de Lauro de Freitas e ex-reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Paulo Gabriel Nassif, observou que 27% da população baiana vive no campo, destacando a importância de desenvolver processos para que essa população permaneça e se desenvolva no campo: “Ter 27% da população no campo não é pouco. É uma vantagem comparativa impressionante. É considerado um indicador de desenvolvimento sustentável”.

Os trabalhos, oriundos de todas as regiões do estado, foram apresentados no 1º Simpósio de Pesquisas e Experiências em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, e envolve universidades públicas e particulares de toda a Bahia, além de alunos e professores da educação profissional do estado, escolas família agrícola, pesquisadores independentes, extensionistas e agricultores familiares, representados por suas federações ou individualmente. Entre as experiências se destacam temas relacionados à Caatinga, Caprinovinocultura, Semiárido, Etnomapeamento, Agroecologia  e Análise da Eficiência de Políticas Públicas, dentre outros.

Do total das experiências e pesquisas apresentadas durante o simpósio, 52% são de autoria do público feminino, uma dessas experiências é da médica veterinária e estudante  de Mestrado do Programa de Ciência Animal nos Trópicos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rafaela Oliveira, que tem dois resumos publicados, um voltado para a biosseguridade na agricultura familiar e o outro sobre os desafios para a extensão rural: “Vendo esse trabalho e o simpósio, a gente percebe que existem muitas pessoas pensando na agricultura familiar. Atualmente eu continuo desenvolvendo uma atividade com a agricultura familiar e assentamentos da região de Mata de São João e Dias D’Ávila, para entender as dificuldades que os pequenos agricultores têm para comercializar seus produtos”.

Para o coordenador executivo da Cepex, José Tosato, essa é uma ação estratégica, para que pesquisadores e experimentadores possam se debruçar, ainda mais, sobre os desafios da agricultura familiar: “Que os agricultores familiares possam ter as portas abertas nas instituições de ensino e pesquisa, para demandar tecnologias e inovações e, com isso, possamos avançar no desenvolvimento rural”.

Para que servem as demissões do município de Ilhéus?

Servidores municipais durante protesto. Foto: Sinsepi.

Por Índio do Brasil (pseudônimo).

Uma bomba caiu sobre a vida e a casa de centenas de trabalhadores ilheenses neste início de 2019, mais exatamente no dia 07 de janeiro. Por meio de um Decreto, seguido de uma Portaria, o atual prefeito municipal suspendeu o contrato de trabalho de centenas de servidores públicos contratados entre 1983 e 1988, e demitiu mais outros 125 contratados que se encontravam lotados na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

A alegação utilizada pelo prefeito para o ato de demissão e afastamento sumário de servidores foi que estaria dando cumprimento a uma sentença judicial, que teria determinado tal afastamento.

Entretanto, são necessárias algumas considerações sobre os fatos acima.

Em primeiro lugar, chama a atenção a forma rápida e eficaz com que o Município cumpriu a determinação judicial. Sabemos que municípios recorrem, procrastinam, entram com inúmeros recursos e, por vezes, simplesmente descumprem decisões judiciais. Porém, neste caso, o pronto acatamento da ordem judicial torna tudo muito suspeito. A impressão que fica é de que os gestores do Município adoraram se livrar dos servidores mais antigos.

Além disso, é de vital importância ressaltar que os servidores contratados entre 1983 e 1988 não ingressaram na prefeitura de forma irregular. É que antes da Constituição de 05 de outubro de 1988 não havia a exigência de que as pessoas se submetessem a concurso público para se tornarem servidores públicos. Estes servidores, é verdade, não têm direito a estabilidade, mas não são irregulares, e por anos a fio trabalharam segundo as exigências do Município, de forma regular e legal.

Há pessoas que comemoram, mesmo de forma dissimulada, a demissão destas centenas de chefes de família, talvez desejando se colocar, ou a alguém ligado a si, no lugar dos demitidos. Trágico engano! Se quem tinha mais de 30 anos de serviço no município de Ilhéus foi posto na rua, de que valerá sua convocação, mesmo que após aprovação em concurso? Quais serão suas garantias de permanência no emprego? A instabilidade e desventura de uns atrai a mesma situação para os que, eventualmente, venham a substituir aos trabalhadores que se foram.

Cabe ainda ressaltar o trágico efeito social destas demissões. Primeiro sobre as famílias de cada demitido, muitas dos quais já passando por privações. Posteriormente, sobre o comércio e a sociedade ilheense, que empobrecerá ainda mais, pois trabalhador gasta e compra no comércio de Ilhéus, mas dinheiro que fica nos cofres municipais nem sempre dá frutos na cidade, e as vezes desaparece de forma tão discreta como foi creditado no banco, sem proporcionar nenhum benefício social.

Uma medida capaz de amenizar o caos social provocado pelas demissões seria a reabertura do PDV, o Plano de Demissão Voluntária, para que os que se encontram com os contratos de trabalho suspensos – os admitidos entre 1983 e 1988 – possam aderir, nas mesmas condições anteriormente oferecidas aos servidores em 2018. Trata-se de medida unicamente administrativa, que não depende de chancela judicial, e que ajudaria muitíssimo a estes demitidos, dando-lhes um mínimo de dignidade ao deixarem o serviço público, já que a sus pensão do contrato não confere direito nem mesmo ao recebimento de verbas rescisórias e ao saque do FGTS. É o mínimo que o Município pode e deve fazer: Reabrir o PDV para adesão destes servidores.

Por fim, cumpre questionar como os atuais gestores gostariam de ser lembrados, se como aqueles que deram uma opção viável aos servidores mais antigos para o enceramento digno de sua carreira ou como os que os colocaram na rua sem direito a nada. O juiz que prolatou a sentença utilizada para justificar as demissões jamais será lembrado, nem precisará do voto popular para nada. Mas os gestores poderão ser vistos como algozes de famílias inteiras, pelo resto de suas vidas e, sinceramente, isto é tão indesejável e trágico como as próprias demissões efetivadas.

PDV já em favor dos afastados!