Sinebahia Ilhéus oferece 9 oportunidades de trabalho

Sinebahia Ilhéus tem uma vaga para recepcionista de hotel.

Confira abaixo as vagas de emprego disponíveis nessa terça-feira, 22, na agência do Sinebahia Ilhéus, que fica na sala 13 do SAC, situado na Rua Eustáquio Bastos, 308, Centro.

Não esqueça de levar a carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e de chegar antes das 9. 

OPERADOR DE CAIXA (PCD)

Vaga exclusiva para Pessoas com Deficiência  

Ensino Médio Completo

Experiência mínima de 06 meses na Função

Informática básica

Disponibilidade de horário

Apresentar Laudo

01 VAGA

AJUDANTE DE COZINHA

Ensino Fundamental Completo

Experiência mínima de 06 meses comprovada em carteira de trabalho ou na Função

Residir na Zona Sul de Ilhéus

01 VAGA 

GARÇOM

Ensino Fundamental Completo

Experiência mínima de 06 meses comprovada em carteira de trabalho ou na Função

Residir na Zona Sul de Ilhéus

01 VAGA

(mais…)

Afastamento dos servidores: advogados apontam erros na sentença e demonstram otimismo com recurso

Iruman Contreiras e Arnon Filho. Fotos: Portal Sul da Bahia/reprodução e Emilio Gusmão.

O BG entrevistou os advogados Iruman Contreiras (da APPI/APLB) e Arnon Filho (Sinsepi) sobre o afastamento dos 268 servidores da Prefeitura de Ilhéus. No dia 07 de janeiro, de uma só canetada o prefeito Mário Alexandre retirou da folha de pagamento vários funcionários com mais de 30 anos de serviços (veja a lista).

O ato administrativo obedeceu a decisão do juiz Alex Venicius Miranda, da 1º Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, após ação popular movida por três candidatos aprovados no concurso de 2016.

Segundo Iruman Contreiras, o cumprimento foi um ato político, uma vez que a sentença não foi analisada pelos tribunais superiores. A decisão do juiz foi equivocada por não cumprir o que está legalmente previsto nos direitos trabalhistas e, principalmente, na Constituição.

Iruman explicou que a Constituição Federal e a lei que regra ações populares determinam que todo ato irregular (ou nulo) só pode ser questionado judicialmente em até cinco anos de sua origem. “Os servidores têm mais de 30 anos de serviço ativo e só agora são considerados não estáveis? Os contratos dos servidores não são ilegais, pois estão protegidos pela estabilidade funcional”, afirmou o defensor da APPI.

Advogado José Aras.

Já Arnon Filho considera o ato do município contraditório, uma vez que a procuradoria-geral ingressou com pedido de suspensão da sentença no Tribunal de Justiça da Bahia. Em suas alegações, o município ressaltou que a decisão determinou o afastamento de servidores insubstituíveis em curto prazo, por não ter ocorrido previsão de vagas no último concurso público. “Alguns setores simplesmente deixarão de existir e serviços importantes como limpeza pública e combate à dengue serão prejudicados. Antes do TJ/BA se manifestar, o município baixou um decreto que prejudicou a própria gestão”, disse o advogado.

Arnon Filho informou que o professor e advogado José Aras, especializado em direito administrativo, foi contratado pelos servidores para tentar suspender o afastamento. O recurso foi protocolado no dia 08 de janeiro, um dia após o decreto do prefeito Mário Alexandre. “A gente sabe que não tem processo ganho, mas as possibilidades do recurso ser acatado são grandes”, afirmou com otimismo.  Na apelação, o professor José Aras defendeu tese já vitoriosa no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o argumento de que passados 30 anos do vínculo de trabalho, a relação tem segurança jurídica. “O município deveria ter afastado os servidores em 1988, e não 30 anos depois”, finalizou Arnon Filho.

Promotor quer saber se plano de recuperação de viaduto atende normas técnicas

Viaduto Catalão (inaugurado em 1955) e o promotor Paulo Sampaio. Fotos: Rodrigo Macedo.

Em novembro de 2018, o BG informou que o Viaduto Catalão, de Ilhéus, apresenta falhas graves nos pilares e nas vigas. Os problemas vieram à tona após um inquérito civil aberto pela 11ª Promotoria do Ministério Público da Bahia.

O promotor Paulo Sampaio, responsável pelo inquérito, notificou a prefeitura para que apresentasse até o dia 15 de dezembro de 2018, um projeto de recuperação do equipamento viário. De acordo com MP, o secretário de infraestrutura, transporte e trânsito, Átila Dócio, apresentou proposta dentro do prazo.

O plano foi encaminhado para a Central Especializada de Apoio Técnico do Ministério Público para análise, pois restam dúvidas relacionadas ao atendimento das normas técnicas.

Do jeito em que se encontra, o Viaduto Catalão oferece riscos a pedestres e motoristas, principalmente, devido ao estado precário de suas placas e da sua mureta de proteção. O MP quer saber se a proposta de restabelecimento vai corrigir as falhas na estrutura e acabar com os riscos.

Zé Dirceu e o circo

Por Julio Gomes.

Ilhéus teve a presença, no dia 18 de janeiro do ano que se inicia, na tenda de circo do Teatro Popular de Ilhéus, do polêmico Zé Dirceu, militante histórico da esquerda e do PT, Zé Dirceu, ex-Ministro da Casa Civil e homem forte do Governo Lula. O evento, sem dúvida tão marcante quanto a própria personalidade de seu protagonista, merece algumas considerações.

A primeira delas diz respeito à enorme e indispensável contribuição que os reacionários de Ilhéus deram para o sucesso do evento. Explico: Após terem pressionado a Academia de Letras de Ilhéus a desmarcar o evento, que inicialmente seria realizado naquele espaço, a pretexto de “reformas”; e depois de alguns legítimos herdeiros do coronelismo terem afirmado que Ilhéus “não é casa de puta” para receber Zé Dirceu, estes legítimos representantes do que há de mais medíocre no coronelismo acabaram por promover enormemente ao evento, mediante a polêmica que suscitaram em torno do mesmo.

Além disso, como foram vendidos mais de 300 livros com a presença de cerca de 300 pessoas, livraram os organizadores de um grave problema de espaço físico, pois apesar da louvável boa vontade inicial da Academia de Letras, seu espaço físico simplesmente não comportaria tal número de pessoas, que ficariam, pelo menos a metade, do lado de fora, sem ouvir Dirceu.

Sem perder mais tempo com os arautos do atraso, vamos às considerações em torno do evento, que passam, inicialmente, pelo reconhecimento acerca da admirável contribuição dos artistas ilheenses Romualdo Lisboa, Isidoro Cabeça e Sérgio Nogueira.

Quanto a Zé Dirceu, chamou a atenção a lucidez e conhecimento com que discorreu sobre os últimos 100 anos da história de nosso país. Transitando não só pela política, mas com referências valiosas à economia e à cultura brasileira.

De forma especial, em nossa ótica, ficou gravada a ênfase que colocou na dignificação das pessoas e do processo educativo como saída privilegiada para o desenvolvimento das pessoas, sem o qual o do país fica prejudicado em seu sentido maior. Dirceu defendeu investimento nos excluídos, sobretudo junto aos jovens, para quem é indispensável oferecer, em tempo integral, Educação de qualidade, arte, cultura e esporte, como única forma eficaz de retirá-los das graves influências negativas que agridem nossa juventude na atualidade.

Dirceu também fez uma autocrítica sintética, porém contundente, ao lembrar aos membros de seu Partido acerca da necessidade de voltar às raízes populares e acercar-se do povo. Para bons entendedores, é mais do que substancial.

Para muitos dos que comparecera à tenda de circo do Teatro Popular de Ilhéus naquela memorável noite, ficou a magia e a gratíssima satisfação de, em um espaço popular, encontrar erudição, conteúdo, crítica e autocrítica e, sobretudo, encontrar uma pessoa humana que, com erros e acertos, tenta de todas as formas fazer o que considera ser o melhor para seu país e para o povo brasileiro.

Parafraseando Fernando Pessoa, a expressar-se por seu pseudônimo Álvaro de Campos, na obra Poema em Linha Recta, afirmo: “estou farto de semideuses!” Quero pessoas de carne e ossos, que erram, acertam, erram e tentam de novo, porém sempre querendo, de fato, acertar um dia. Viva a Democracia!

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Partidos progressistas e movimentos sociais lançam a frente democrática de Ilhéus

Terreiro de Mãe Laura Sandoiá recebeu o Café com Política.

Aconteceu no sábado, 19, no terreiro de Mãe Laura Sandoiá, na Rua Castro Alves, no Pontal, a terceira reunião do Café com Política.

Na ocasião, foi definido o lançamento da Frente Democrática Ilhéus, formada por partidos progressistas, movimentos sociais, entidades de classe e associações comunitárias. A Frente objetiva a criação de um movimento norteado pelos princípios: unidade de ação e liberdade na discussão; decisão coletiva e responsabilidade individual; valores coletivos; e não reprodução do machismo, racismo, homofobia e valores individualistas.

De acordo com seus integrantes, a Frente vai priorizar a construção do poder popular com independência e autonomia, e deverá ser dirigida pelas cidadãs e cidadãos num esforço de fortalecimento organizativo nos bairros, conselhos populares e participação nos conselhos municipais instituídos.

A frente definiu etapas de um plano de ação: propor uma ação popular na justiça sobre os problemas do transporte coletivo; ir aos conselhos de saúde, cultura, merenda escolar e educação; fazer um balanço da situação das políticas públicas e das estruturas dos conselhos mencionados acima; levantamento das escolas que estão aptas para receber o ensino fundamental (com acessibilidade); e propor projetos para os imóveis abandonados.

A pedido do ativista comunitário Edito de Jesus, o popular Periquito, o bairro Nelson Costa será a primeira comunidade em que será realizado o balanço dos problemas enfrentados. A visita vai acontecer na segunda quinzena de fevereiro.

Participaram da terceira reunião: José Henrique Abobreira (ex-vice-prefeito de Ilhéus); Carlos Pereira Neto (professor da UESC); José Nazal (vice-prefeito de Ilhéus); o vereador Makrisi (PT); Shi Mario, José Levi, Leonor Pimentel e Ed Paixão (membros do PSOL); Marialva Monteiro (Ong Cineduc); Qila Nobre (segmento dos deficientes físicos); Mestra Lainha (Presidente do Conselho Municipal de Cultura) e a sacerdotisa Mãe Laura (terreiro Laura Sandoiá).

Segundo José Henrique Abobreira,  “o encontro teve simbolismo muito forte, uma vez que remeteu à luta do nosso povo por igualdade social e econômica, num terreiro sagrado do povo de santo, espaço de resistência da cultura afro-brasileira”.