A tragédia de Brumadinho e dois trechos do livro “O Mito do Desenvolvimento Econômico”, de Celso Furtado

Desafios ao senso comum.

Vista aérea da região afetada pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Foto: Andre Penner/AP.

“A evidência à qual não podemos escapar é que em nossa civilização a criação de valor econômico provoca, na grande maioria dos casos, processos irreversíveis de degradação do mundo físico. O economista limita o seu campo de observação a processos parciais, pretendendo ignorar que esses processos provocam crescentes modificações no mundo físico” (página 17).

Imagem: G1.

“A atitude ingênua consiste em imaginar que problemas dessa ordem serão solucionados necessariamente pelo processo tecnológico, como se a atual aceleração do processo tecnológico não estivesse contribuindo para agravá-los. Não se trata de especular se teoricamente a ciência e a técnica capacitam o homem para solucionar este ou aquele problema criado por nossa civilização. Trata-se apenas de reconhecer que o que chamamos de criação de valor econômico tem como contrapartida processos irreversíveis no mundo físico, cujas as consequências tratamos de ignorar”(página 18).

O Big Brother de Brasília

Por Mohammad Jamal.

Sobre discretas mudanças na política e a ambivalência comportamental de alguns daqueles que a praticam como ofício maior; valho-me relembrar um diálogo com expressão muito característica porem, condizente, lida numa das obras do grande filósofo do existencial, o escritor Nelson Rodrigues: “a Tereza, aquela que era prostituta. Lembra-se? Pois é, finalmente deixou a profissão. Agora é Garota de Programas!”. 

Cuidado! Tem um nabo enorme! Ah… Aqueles olhos azuis encravados naquele resto angelical coberto em pele de nenê, rosa avermelhada. Aqueles dentes alvos emoldurando sorrisos parcimoniosos. Uma voz profunda que oscilava métrica e tons entre o bravíssimo maestoso da veemência e o Allegro ma non troppo da coerência harmônica para a conformidade entre seus pares. O cabelo branco imaculados lembrava aquelas neves, perene dos picos do Himalaia, inspirava-nos respeito e admiração! O seu porte físico imponente e elegante lembrava-nos o Encouraçado Potemkin navegando os mares bravios do Atlântico Norte nos corredores do congresso nacional. Sorria, o resgate e a salvação estão a caminho! Mas para a tristeza de todos, pior ainda, dos seus pares, quem poderia imaginar? Esse homem carregava um enorme nabo fálico-ofensivo sob seu elegante vestuário Black tié.  Ele era O Homem do Nabo Oculto, e ninguém sabia!  

Convescote de comensais. Amigos parceiros, inimigos parceiros no crime, inimigos utilitários, ferramentas. Esta é a sequência da lógica instrumental que integra o senso aglutinador que harmoniza parcerias ambivalentes entre indivíduos falso divergentes, mas, no entanto, convergentes nas metas, na maioria das vezes grosseiras derivações da ética, tripudiada descaradamente. A moral é achacada e corrompida para favorecer a obtenção de bens financeiros e materiais por meios capitulados como criminosos. O embornal do suborno não tem fundo.

O previdente têm pregas seguradas contra sinistro! Nada pior que um “amigo” boquirroto, exageradamente confiante, daqueles sem modos ao meter a mão no alheio. Um novo-rico-espalhafatoso e, pra completar, medroso à cana. Como Narciso, ele treme ao ver à própria imagem refletida nas telas da tensão superficial dos líquidos em poças de esgotos; comentada nas reuniões do condomínio; na Feira de Carangola. Tem medo de algemas, treme e se borra todo só de ouvir falar Ministério Público; ainda bem não se falou em pau-de-arara e ele já vai rasgando o verbo, contando tudo, melando todo mundo, “ate quem nada tem a ver com as suas ruidosas defecadas”. O Tomás de Torquemada ainda que se encontre a léguas de distância da fortaleza carcerária em que está claustrofóbico, detido a pão e água. Más o frouxo e medroso-infrator a essa altura já redigiu voluntariamente seu libelo confessional sem esquecer mínimos detalhes; contou ate sobre aquelas moedas que surrupiou da Caixinha da Abadia, exagerando em minudências desimportantes!

_ Ah! Assim não dá pra segurar nem a sombra de um tênue corporativismo autopreservativo entre lideranças!

Para salvarem os próprios pescoços e seus nome dos respingados perdigotos cuspidos a esmo pelo língua-solta; para livrar-se de algum fortuito envolvimento – involuntário, ou só por questões humanitárias – por coparticipação, conivência, omissão; unem-se as irmanadas pelo pecado venial, pré-perdoados; figuras que já passaram perto da fornalha acesa, mas morna da justiça, de que escaparam por pouquíssimo, talvez por um mínimo viés jurídico, um parcimonioso Agravo Restringente, através a salvadora e libertária Delação Premiada! Peidam e cagam no ventilador ate aquilo que nunca comeram. O mote é levar juntos consigo toda a patota mão-esperta para a prisão domiciliar nas suas mansões à beira do Lago Paranoá, na Vieira Souto, Ipanema, Jardins, melhor tê-los fora do tatame político.

Sabia que, para produzir uma escultura de Cristo no século 16, Michelangelo teria matado a facadas um rapaz que lhe servia de modelo? O crime teria sido cometido para que o artista pudesse dissecar o cadáver e estudar os músculos. Os biógrafos do artista dizem que ele tinha gênio difícil e era egocêntrico – características, no entanto, que não são suficientes para motivar um crime. Mas há quem acredite nisso. No fragor da guerra do salve-se quem puder, malham sem dó ou piedade, o atabalhoado réu trapalhão. Salvam-se só os desesperados ante a sombra velada do cadafalso, escudando-se à custa de uma enxurrada de imprecações infamantes contra réu, fermentadas pelo fervilhante desespero de ter reveladas a público, singelas aberrantes de inculpabilidades por dolo financeiro e por impudicícias carnais praticadas em hotéis reconhecidamente familiares, com participação de moças e rapazes sem pudores; derrapadas que devem permanecer implícitas, tacitamente subentendidas, longe da sua quase imaculada biografia dos senhores vestais. Daí os voluntários e midiáticos enxurreiros; um enorme chorume de denuncias veementes e inefáveis, “para ajudar à Justiça” e, punir exemplarmente ao pré-réu, boquirroto mártir que está no prelo, rabo recheado de dinheiro, sendo temperado para o micro-ondas.

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Hospital Costa do Cacau abre processo seletivo para nutricionistas

O Hospital Regional Costa do Cacau vai selecionar nutricionistas para o cadastro reserva. Os interessados deverão enviar seus currículos até amanhã, domingo, dia 03 de fevereiro.

O processo constará de etapas de avaliação de conhecimentos e habilidades específicas ao cargo, de caráter eliminatório e classificatório.

Os candidatos devem enviar currículo para o endereço: [email protected]

Requisitos: graduação em nutrição; registro no conselho; e experiência na área de 02 anos (desejável).

Secretaria de saúde de Ilhéus assina contrato de R$ 4 milhões com clínica de familiares de Marão

COTI e o governo Marão: aumento de 652% no teto do contrato. Fotos: O Sarrafo/reprodução e Secom/Ilhéus.

O Diário Oficial de Ilhéus na edição de sexta-feira, 01 de fevereiro, publicou o extrato do novo contrato do Fundo Municipal de Saúde com a clínica COTI, que pertence a dois familiares diretos do atual prefeito. Antes de assumir o comando do município, o médico ortopedista Mário Alexandre atendia normalmente no local.

De acordo com o contrato anterior (veja aqui), renovado no dia 02 de fevereiro de 2018, a Coti recebeu cerca de R$ 25 mil por mês, já o novo prevê que a clínica poderá receber cerca de R$ 168 mil mensais, durante dois anos. Caso receba o previsto, por serviços de ortopedia e traumatologia aos usuários do SUS, a COTI terá um faturamento de mais de R$ 4 milhões, ao longo de 24 meses, oriundos da secretaria municipal de saúde. O aumento em relação ao contrato anterior é de 652%.

Em 2017, a COTI recebeu do Fundo Municipal de Saúde cerca de R$ 309 mil. Em 2018, até outubro, recebeu R$ 237 mil.

Vale explicar que o novo contrato apenas faz uma previsão com aumento do valor máximo. Não podemos afirmar que a COTI recebeu acima dos R$ 25 mil, teto do contrato anterior.

Por volta das 13h27min., tentamos manter contato com o secretário de saúde, Geraldo Magela, por meio do telefone final 4829, a fim de solicitar esclarecimentos. Tentamos três vezes, mas não conseguimos falar com o gestor.

Nova edição do “Ciranda, Ilhéus na Praça” traz geladeira literária como novidade

Ciranda, Ilhéus na Praça. Foto: Rodrigo Macedo.

A primeira “Ciranda, Ilhéus na Praça” de 2019 traz uma novidade: a Geleitura, ou, geladeira literária, recheada de obras que ficam ao alcance dos participantes. A iniciativa, segundo as organizadoras, foi criada para proteger o meio ambiente e incentivar a leitura, e ganhou concepção gráfica do artista plástico Chico Salles. A nova edição será realizada neste sábado, 2, a partir das 17 horas, na Praça Antônio Viana Dias da Silva, no bairro Cidade Nova, com apoio da Prefeitura de Ilhéus.

A cada mostra, a Ciranda conquista mais pessoas e atende às expectativas das idealizadoras. São 12 mulheres, mães, amigas e guerreiras que promovem, a cada evento, a oportunidade de dividir ideias, experiências e conhecimentos. Aos participantes, o espaço sugere trocar tempo dedicado aos smartphones por envolvimento com pessoas e leitura de livros. Na opinião de quem já passou pela praça, a Ciranda é um movimento compartilhado e abraçado por todos.

Às 17 horas haverá exposição com a artista homenageada, Manu Pessoa. O espaço contará ainda com outros expositores; apresentação de instituições parceiras; Armário Solidário; Troca de Livros e Geleitura. O músico ilheense Herval Lemos se apresenta ao vivo a partir das 17h30min. Já às 18 horas, haverá contação de histórias interpretada em Libras – Língua Brasileira de Sinais, com a participação da Associação de Surdos de Ilhéus (ASI).

A programação segue com contação de histórias com Jorge Batista, às 18h30min. A partir das 19 horas, vivências e histórias, com Benedita da Estrada. A programação fecha com chave de ouro com a música de Itassucy e Banda, a partir das 20 horas. O projeto acontece no terceiro sábado de cada mês e se consolidou por meio da gastronomia, cultura, entretenimento e acima de tudo, a promoção de um espaço para a garotada curtir toda a boa programação.

Da Secom/Ilhéus.