A tragédia de Brumadinho e dois trechos do livro “O Mito do Desenvolvimento Econômico”, de Celso Furtado

Desafios ao senso comum.

Vista aérea da região afetada pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Foto: Andre Penner/AP.

“A evidência à qual não podemos escapar é que em nossa civilização a criação de valor econômico provoca, na grande maioria dos casos, processos irreversíveis de degradação do mundo físico. O economista limita o seu campo de observação a processos parciais, pretendendo ignorar que esses processos provocam crescentes modificações no mundo físico” (página 17).

Imagem: G1.

“A atitude ingênua consiste em imaginar que problemas dessa ordem serão solucionados necessariamente pelo processo tecnológico, como se a atual aceleração do processo tecnológico não estivesse contribuindo para agravá-los. Não se trata de especular se teoricamente a ciência e a técnica capacitam o homem para solucionar este ou aquele problema criado por nossa civilização. Trata-se apenas de reconhecer que o que chamamos de criação de valor econômico tem como contrapartida processos irreversíveis no mundo físico, cujas as consequências tratamos de ignorar”(página 18).



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