Nomeação de Manzo, o assessor que sabe demais, gera crise entre os vereadores Tarcisio e Escuta

 

Manzo está com medo de andar sozinho nas ruas. Foto: Whatsaap.

Osman Antônio Lima, conhecido como Manzo, tem longa trajetória na Câmara de Vereadores de Ilhéus. Foi assessor e homem de confiança dos ex-vereadores Joabes Ribeiro, Gilmar Sodré, Alisson Mendonça e Lukas Paiva. Ao todo, soma 22 anos de casa.

Humilde, extrovertido e cumpridor de palavra, com o passar do tempo ganhou a confiança de outros parlamentares que não tinham vínculos com ele. A esses, cujos nomes não convêm mencionar, fez favores diversos, até mesmo depósitos em contas bancárias de amantes.

Certa vez, inadvertidamente ele avisou à amante X que o dinheiro já estava na conta. O problema é que a mesada entrou na conta da amante Y, e uma ficou sabendo da existência da outra. Por conta da confusão, o vereador polígamo virou desafeto de Manzo.

Quando Tarcisio Paixão (PP) presidiu a Câmara (2015-2016), pagamentos a algumas empresas,  feitos em cheques, foram parar nas mãos de Manzo para que fossem descontados. As quantias retiradas das agências bancárias foram entregues a assessores do presidente.

A partir das operações Citrus e Prelúdio, o Ministério Público da Bahia tomou ciência dos cheques e Manzo foi convidado a depor. Homem simples e alheio às malandragens, contou tudo ao MP.

Lotado no gabinete do vereador Luiz Carlos Escuta (PP), Manzo afirma sofrer perseguições de Tarcisio por ter sido sincero em seus depoimentos. O ex-presidente, hoje investigado, estaria exigindo do colega Escuta a exoneração do assessor por conta dos relatos sobre os cheques. Essa informação foi confirmada por duas fontes distintas.

Escuta não está disposto a exonerar Manzo, e, por conta disso, os dois vereadores do PP estão em crise.

Não conseguimos falar com o vereador Tarcisio Paixão.



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