Atropelamento no Pontal: por falta de médico no DPT taxista não fez teste de alcoolemia

Imagem registrada do acidente. Foto: Pimenta/reprodução.

O taxista Agnelo Brito Leal, de 56 anos, que atropelou duas mulheres e duas crianças no último sábado, 23, no Pontal, não fez o teste de alcoolemia por falta de médico no DPT de Ilhéus. O acidente gerou indignação, uma vez que as vítimas foram atropeladas na faixa de pedestre.

Segundo informações da Polícia Civil, sem o exame fica impossível saber se ele fez uso de álcool antes do acidente. Outros exames que poderiam detectar o uso de drogas também não foram realizados. Agnelo não socorreu as vítimas e tentou fugir do flagrante, mas foi impedido por populares. Uma das crianças teve traumatismo craniano. Ela tem quatro anos e está internada no Hospital Manoel Novaes, de Itabuna.

A investigação ainda não conseguiu as imagens de uma câmera de segurança que pode ter gravado o acidente.  O acesso não é tão facilitado como parece. A Polícia Civil, em Ilhéus, não possui técnicos capacitados para retirar as imagens dos equipamentos. Para extraí-las, os investigadores normalmente contratam técnicos particulares e os pagam com dinheiro do próprio bolso.

O taxista Agnelo, que mora em Itabuna, passou pela audiência de custódia, mas continua preso. Um agente de trânsito do município, em depoimento, disse que ele não conduzia o carro em alta velocidade. Provavelmente trafegava de 50 a 60 Km/h. A falta de atenção causada pelo uso de celular pode ter causado o acidente.



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