Uruçuca: governo Moacyr afirma que o carnaval 2019 foi o mais completo

Foto: Ascom Uruçuca.

Apesar da crise financeira que recai sobre os municípios, a Prefeitura de Uruçuca tem mantido os salários dos servidores em dia. Por determinação do prefeito Moacyr Leite, antecipou os vencimentos do mês de fevereiro para que o servidor pudesse aproveitar o carnaval. Segundo a gestão, por meio das Diretorias de Cultura e de Comunicação a prefeitura promoveu o maior e mais completo carnaval já realizado no município, entre os dias 01 a 05 de março, com muitas surpresas, como o resgate dos blocos e marchinhas de carnaval pelas ruas de Uruçuca e Serra Grande . O atual governo fez questão de envolver toda a comunidade, ouvindo opiniões, ideias e sugestões. Foram 17 atrações que se apresentaram no palco principal ou nos trios que puxaram os blocos.

A Prefeitura de Uruçuca apoiou e patrocinou a iniciativa. “A ideia é que os blocos se fortaleçam e que a cada ano, Serra Grande consiga se destacar mais, trazendo para a Vila uma dimensão cultural cada vez mais diversificada, consolidando-se como o melhor destino de carnaval do litoral sul da Bahia”, disse o prefeito Moacyr Leite.

O carnaval de Uruçuca e Serra Grande foi realizado exclusivamente pela Prefeitura de Uruçuca, com o apoio da Câmara de vereadores. Serra Grande, apesar de ser um forte nome no turismo regional e nacional, não pôde contar com o incentivo da Bahiatursa (governo do Estado).

As polícias Militar e Civil garantiram a segurança dos foliões durante os festejos do carnaval. Sem grandes ocorrências, o evento foi tranquilo, comprovando que o folião que esteve em Serra Grande estava disposto a se divertir e curtir a festa. Predominou o clima de paz e muita Alegria.

Prefeito Moacyr e o vice Marcelo Dantas entregaram a chave da cidade ao Rei Momo. Foto: Ascom Uruçuca.

Este ano, pela primeira vez no carnaval da Vila, houve um momento para as crianças, para que pudessem brincar e pular o carnaval num espaço reservado e com atenção exclusiva. Na tarde de domingo, 03, a Praça Pedro Gomes foi tomada pelos foliões mirins. A inclusão de uma programação exclusiva para as crianças foi uma solicitação pessoal do prefeito Moacyr Leite Jr, que idealizava um momento de sorrisos, crianças brincando felizes e fantasiadas, no convívio familiar, aproveitando o carnaval.

A banda Uz Bananoides sacudiu a tarde dos pequenos, com muita música, brincadeiras e distribuição de brindes. Quem esteve presente na Praça Pedro Gomes não se arrependeu de participar daquele momento. “Ver a alegria das crianças e interagir com elas na tarde de carnaval foi de fato, diferenciado”, afirmou Aline Costa, turista mineira que estava acompanhada do marido e das filhas.

Um dos principais destinos turístico da região, Serra Grande vem se destacando pela sua organização, limpeza e receptividade. Durante o carnaval a Vila de Serra Grande recebeu muitos turistas da região e de fora do estado, como Minas Gerais e Goiás. Além da programação extensa do carnaval, os turistas puderam aproveitar as belezas naturais, como o mirante, as praias de areaia branca e águas claras e mornas, a cachoeira de Tijuípe, a a Represa de Serra Grande e muito mais.

Além de toda alegria, economicamente o evento foi muito importante para o município, com uma taxa de 100% de ocupação hoteleira, praias e barracas lotadas e boas vendas dos comerciantes. “Esse é o objetivo maior, proporcionar a comunidade e aos turistas momentos de alegria e descontração. Acredito que realizamos, este ano, o melhor carnaval de todos os tempos em nosso município”, concluiu o prefeito Moacyr Leite, que fez questão de prestigiar todos os dias do evento no meio da folia.

CIPPA flagra som barulhento em Ponta da Tulha

Equipamento apreendido em Ponta da Tulha. Foto: CIPPA-PS.

Nesta quarta-feira de cinzas, dia 6, por volta das 12h05min., o 2° Pelotão da CIPPA flagrou na Rua da Ostentação, em Ponta da Tulha na zona norte de Ilhéus, Gilson de Oliveira Reis com aparelhagem sonora acima do volume permitido.

A medição técnica constatou 75,5 decibéis de barulho e foi configurado crime de poluição sonora. Foi lavrado termo circunstanciado e o responsável vai responder no judiciário pelo erro. A aparelhagem foi levada.

Bolsonaro e o tuíte obsceno

Por Julio Gomes.

Causou impacto a forte politização ocorrida neste Carnaval 2019, tanto nos desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro quanto nas ruas, onde blocos e foliões, espontaneamente, se manifestavam como podiam com relação à forma como o Brasil vem sendo conduzido pelo Governo Federal empossado em 1º de janeiro. 

Desde sátiras cabíveis e inteligentes até coro de multidões em xingamento, o brasileiro se manifestou como pôde, e as próprias palavras do atual Presidente, que sempre foi contra o “politicamente correto”, decerto contribuíram para que manifestações deseducadas acontecessem, já que ele mesmo entende que assim deve ser. 

Porém o que está roubando a cena, mais do que as manifestações populares, foi a publicação do próprio Presidente, em sua conta no Twitter, na terça-feira, dia 06/03, quando o mesmo postou um vídeo para lá de inadequado, contendo uma cena de um homem dançando seminu com o dedo no próprio ânus e, em seguida, outro homem urinando na cabeça do que dançava. Para quem desejar ver, o Twitter com o vídeo se encontra facilmente acessível na internet. 

A postagem demonstra, mais uma vez, o despreparo e desequilíbrio da pessoa que hoje ocupa a Presidência. Se para o anônimo folião de rua muito é permitido, é bom lembrar que para quem ocupa determinados cargos impõe-se a obrigação de um mínimo de decoro, sobretudo no que declara ou posta, já que para pessoas do alto escalão da vida pública uma simples declaração torna-se, não raro, um ato de trabalho, um posicionamento do órgão que ocupa ou representa. 

O vídeo postado pelo Presidente em sua conta nos faz duvidar da saúde psíquica do mandatário, já que o despreparo é indiscutível. Depois de incentivar a violência verbal e física durante toda a campanha, com gestos alusivos a armas e palavras grosseiras, o presidente eleito e empossado parece não conseguir entender que tem agora que governar, e que isso exige equilíbrio, sensatez, continência moral e poder de liderar um grande grupo de trabalho em direção a grandes objetivos, qualidades que talvez ele, simplesmente, não tenha. 

Insisto, pois, na questão da inaptidão psicológica, ou mesmo psiquiátrica, de Bolsonaro para ocupar o cargo em que se encontra, e onde seguidamente dá demonstrações constrangedoras, que começaram com a incômoda presença de um dos filhos sentado ao fundo do carro durante a cerimônia de posse, seguiram-se com sua deprimente atuação no Fórum de Davos, onde discursou sem nada dizer e depois foi almoçar sozinho em um bandejão; e continua, com inúmeros e constantes exemplos, sendo o último deles a postagem inadequada, desrespeitosa, descabida que seu instinto de defesa o levou a fazer, e que serve como atestado público de seu descontrole. 

Por fim, fico pensando em como tudo isto repercute junto ao mundo civilizado e às democracias, junto aos demais países, junto a instituições sérias como a ONU, a OEA, a OMC, junto às Universidades e Institutos que, pela sua tradição e contribuição, são indispensáveis à convivência democrática e institucional. Fico pensando se o mundo não nos vê como um bando de loucos governados por alguém que expressa isto com exatidão e fidelidade. E me pergunto: Que dia isto vai acabar?

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Minitrio do Dilazenze foi barrado na Soares Lopes; PM diz que bloco desrespeitou horário

Foto: Clodoaldo Ribeiro.

No último domingo, 3, por volta das 21h45min., a Polícia Militar impediu que o minitrio do Grupo Cultural Dilazenze prosseguisse com o bloco pela Avenida Soares Lopes.

A ação da PM rendeu reclamações e vaias, pois o Dilazenze agradava o público com um desfile de carnaval organizado e digno das tradições da cultura afro-brasileira. Mãe Ilza Mukalê, 85 anos, sacerdotisa e referência principal do grupo, estava no minitrio. Leitores do BG disseram que “a polícia calou a voz do bloco”.

Contudo, segundo informações do major Robson e do capitão Lima Junior, comandantes da 68º CIPM, o bloco não cumpriu acordo estabelecido entre a Prefeitura de Ilhéus, Ministério Público da Bahia e as entidades carnavalescas. Ficou previsto que os desfiles aconteceriam das 15 às 22 horas com total apoio da PM na segurança.

Segundo os oficiais, o comando da corporação não autorizou o pagamento de horas extras para os soldados que trabalharam em Ilhéus, por isso, o horário limite foi avisado com antecedência. O efetivo pequeno, situação comum no interior da Bahia durante o carnaval, também limitou o trabalho.

De acordo com o capitão Lima Júnior, em respeito ao desfile cultural do Dilazenze foi permitido que o grupo concluísse o roteiro com os instrumentos de percussão e todas as alas, mas sem o equipamento de som. Diretores do bloco admitiram que atrasaram o cortejo devido a problemas internos de organização.

No vídeo abaixo, um integrante do Dilazenze reconhece a compreensão da PM ao deixar o bloco concluir o desfile.

Carnaval em Ilhéus, um olhar antenado

Por Julio Gomes.

Nesta Ilhéus sem programação oficial de Carnaval, a folia do Rei Momo resiste! Bloco das Muquiranas e do Zé Pereira no Pontal, entre outros. Blocos no bairro Teotônio Vilela. Grito de Carnaval na praça da Urbis e Bloco no Eixo Principal do Bairro Hernani Sá. O povo da cidade brinca com pode, porque isso vem de dentro de nós, de nossa cultura, de nossa identidade mais intrínseca e subjetiva: não há Bahia sem Carnaval!

Há anos acompanho, como partícipe e, às vezes, como protagonista, a evolução do Carnaval em nossa cidade. Lembro, em Ilhéus, das Escolas de Samba, dos primeiros Blocos Afros, do inesquecível Trio Elétrico Iemanjá, presença obrigatória em todas as festas, seja no Carnaval, disputando espaço com trios vindos da Capital, seja nos comícios (a legislação da época permitia o uso de atrações artísticas) e em todas, todas as festas públicas ilheenses.

Já tivemos aqui, tempos atrás, grandes carnavais com atrações de peso vindas de Salvador, pagas pelo Poder Público; ou nos momentos em que blocos mais chiques, como o Sfrega, marcaram época. Recordo e analiso tudo isso, com olhos de um cidadão-folião de 53 anos de idade, o que se passou e se passa em nossa cidade.

Não com crítica ácida, nem com objetivos eleitoreiros, mas com amor e desejo de ver Ilhéus crescer, afirmo sem medo que é simplesmente inadmissível que Ilhéus não tenha uma programação oficial de Carnaval, que não possua uma agenda carnavalesca ampla, eficaz, organizada pelo Poder Público e divulgada com anos de antecedência para fortalecer nossa economia, nosso turismo e nossa identidade cultural diante do Brasil.

Claro que não cabe mais gastar milhões de dinheiro público para contratar grandes artistas, quando tudo que é público no Município de Ilhéus padece e mingua, quando se alega não poder pagar nem mesmo os salários dos servidores municipais. Não é isso que o povo e a sociedade querem.

Mas gestões municipais anteriores, inclusive a do ex-prefeito Jabes Ribeiro – com quem não tenho nenhuma afinidade, nem simpatia política – provaram que é possível fazer um bom carnaval gastando pouco, como se fazia com o chamado Carnaval Cultural, com atrações e trios regionais, e com palcos diversos, para atender a gostos diversos.

Itabuna, Vitória da Conquista e outras cidades da Bahia talvez possam ficar sem fazer Carnaval. Mas Salvador, Porto Seguro, Ilhéus e Itacaré, Municípios com forte vocação turística e cultura marcantes, simplesmente não podem se dar a esse luxo. Não fazer carnaval nestes municípios é um verdadeiro crime, contra a economia, contra a Cultura, contra o povo!

Fazendo um contraponto, vale ressaltar, aqui, alguns acertos recentes da atual administração, tais como encerar as festas públicas sempre mais cedo, pois não adianta termos uma festa seguida de velórios em diversas famílias. A violência generalizada que vivemos hoje impõe limites que devem ser observados. Outro acerto foi, neste ano, nada cobrar, nem impedir que ambulantes armassem barracas na Avenida Soares Lopes para ganhar algum trocado. Se o Município quase nada oferece, também nada deve cobrar.

Há, também, equívocos a serem corrigidos de imediato, tais como ausência ou presença insuficiente da Setram (agentes de trânsito) quando da passagem de diversos blocos pelos bairros; e o impedimento, por parte da Polícia Militar e por ordem do Poder Público Municipal, de que o mini trio que no domingo acompanhava o mix de blocos afros entrasse na Avenida Soares Lopes logo após 22:00 horas, coibindo e cerceando abusivamente uma manifestação cultural legítima de nosso povo, ligada às nossas raízes africanas.

Mas o erro mais grave de todos, que vem sendo cometido gestão após gestão, é omitir-se de realizar o carnaval na terra de Gabriela e de Jorge Amado, é não ter uma política pública voltada para isso. É um erro estratégico, fatal, em um município com vocação turística, que deveria, no primeiro ano de governo de cada prefeito, divulgar a programação de carnaval dos próximos quatro anos para todos os órgãos públicos e privados voltados para o turismo, no Brasil inteiro.

Por fim, não pense que esta mensagem seja para o atual Governo Municipal, que só terá mais um carnaval à sua frente. Afirmo isso principalmente para quem vier a governar Ilhéus nos próximos anos, seja lá quem for, de que partido for. Chega de jogar oportunidades na lata de lixo.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.