“Só pedi pro aluno tirar o boné”, afirma vice-diretor da Escola Moyses Bohana acusado de intolerância religiosa

Um boné branco gerou o problema na Escola Moyses Bohana. Fotos: internet/reprodução.

Nessa quinta-feira, 21, grupos de Whatsaap com moradores de Ilhéus repercutiram denúncia de um aluno da Escola Estadual Moyses Bohana (Bairro Hernani Sá), sobre um suposto ato de intolerância religiosa cometido pelo vice-diretor do período noturno, Jeferson da Silva.

Na noite de quarta-feira, 20, o vice-diretor teria pedido que o aluno Reginaldo Neto, adepto do candomblé, deixasse a escola por usar roupas brancas, fios de conta e boné branco. A justificativa dada pelo aluno, que atribuiu às vestimentas um preceito religioso, não foi aceita. A atitude teve a anuência da direção da Moyses Bohana.

Infelizmente, a denúncia veio à tona sem que o outro lado fosse ouvido.

Em contato com o Blog do Gusmão, o vice-diretor, que também é policial civil, negou a versão do aluno. Disse que o mesmo vestia calça jeans, camisa branca e boné branco. “Só pedi para ele tirar o boné, pois há determinação da diretoria nesse sentido”. Explicou que se ele tivesse apresentado um ofício emitido por uma autoridade religiosa, dando ciência da sua necessidade, seria autorizado a usar o chapéu sem qualquer tipo de problema.

Segundo Jeferson da Silva, no momento da abordagem, realizada distante dos demais estudantes, Reginaldo disse que o corpo dele estava fechado, por isso o uso do boné branco se fazia necessário. A explicação não satisfez o vice-diretor, uma vez que ele costuma pedir ofícios de outros alunos com explicações sobre a manutenção das práticas religiosas no ambiente escolar.

Citou o exemplo de adventistas que necessitaram de liberação das aulas, sem aplicação de faltas, nas noites das sextas-feiras.

Jeferson disse que a abordagem aconteceu no segundo dia de Reginaldo na escola.

Perguntado sobre sua opção de fé, o vice-diretor assumiu ser cristão e membro de igreja, mas não quis identificá-la. Posicionou-se como negro e não admitiu a prática de intolerância religiosa.

Indagamos se ele agiria da mesma forma, caso uma estudante de origem ou religião muçulmana tentasse assistir aulas, vestida numa burca. Jeferson disse que sim, pois a regra da escola vale para todos.



4 responses to ““Só pedi pro aluno tirar o boné”, afirma vice-diretor da Escola Moyses Bohana acusado de intolerância religiosa

  1. Alunos devem SEGUIR e OBEDECER o estatuto normativo das escolas, e NÃO as escolas aceitarem as “diversas” condutas pessoais dos alunos !!!! Por isso o destaque para as escolas militares : todos igualmente vestidos/ uniformizados, seguindo as mesmas regras ( goste ou não), aprendendo acima de tudo a RESPEITAR regras e hierarquia!

  2. Eu estava perto no dia dessa situação ! Eu vi como ocorreu e de fato , o Sr Jeferson só mandou ele retirar o boné.

  3. Regras ficaram para ser cumprida, esta regra não foi feita pelo Colégio Moisés bohana , tenho 58 anos e já existia quando iniciei meus estudos.
    Hoje em um Brasil em crise tudo é intolerância , tudo é descriminação com intuitos de recebere indenizações.
    Intolerância e não respeitar regras que incrusive existe em nossa própria casa e deve sempre ser repassada pelos pais para que rebeldia de adolescentes não ultrapassem limites.

  4. Fico imaginando ele pedindo as alunas evangélicas para tirar as saias pous não faz parte do uniforme! Todo preconceito quando denuciado aparece um babaca dizendo que é # mimi.

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