Vice-diretor pede perdão; suposta vítima de intolerância religiosa presta queixa na delegacia

Imagem ilustrativa.

Acusado de praticar intolerância religiosa, o vice-diretor da Escola Estadual Moyses Bohana veio a público pedir desculpas. Jeferson da Silva teria forçado um aluno candomblecista a se retirar da escola por usar um boné branco.

O estudante explicou que o chapéu representava um preceito religioso, mas o vice-diretor não aceitou a justificativa (detalhes do caso aqui).

Reginaldo Neto, o aluno, registrou queixa na 7º Coorpin. Integrantes do Movimento Povos de Terreiros de Ilhéus gravaram um vídeo em frente à delegacia, com mensagens de repúdio.

Leia a nota do professor e confira o vídeo.

“Eu, Jefferson da Silva Santos, vice-diretor, do renomado Colégio Moysés Bohana, venho a público, pedir desculpas e perdão, pois não tive a intenção de qualquer ato discriminatório ou constrangedor a religião de matriz africana ou aos seus seguidores.

Confesso que não tenho conhecimento dos preceitos religiosos, e a única coisa que pedi ao aluno foi que retirasse o boné, pois não fazia parte do uniforme escolar.

Durante esses 17 anos, em que atuo nesta unidade escolar, não consta nenhum registro de intolerância religiosa, por mim praticado. Diante do exposto peço mais uma vez desculpas ao aluno, familiares e líderes religiosos. Volto a afirmar que não houve intolerância religiosa, e sim, falta de comunicação de ambas as partes.

Jefferson da Silva Santos
Vice-diretor”.



4 responses to “Vice-diretor pede perdão; suposta vítima de intolerância religiosa presta queixa na delegacia

  1. A intolerância é inaceitável nos dias atuais.Mas quero deixar registrado meus parabéns ao professor que reconheceu e se desculpou publicamente.

  2. Boa noite!
    Caro sr Emílio Gusmão;
    Agradecemos ao seu profissionalismo em noticiar o caso de intolerância religiosa sofrida pelo jovem candomblecista Reginaldo Neto, aluno do Colegio Moisés Bohana, fato ocorrido dentro das dependências da instituição de ensino acima citada. Os povos de terreiro ao ler a sua matéria em relação ao caso ocorrido, não entendeu parte do titulo da matéria onde você coloca: “suposta vitima de intolerância religiosa presta queixa em delegacia”. O delegado plantonista ouviu os advogados bem como a comissão de direitos humanos da OAB, onde foi apresentado ao mesmo documentos que comprovam os fatos.
    Desde ja agradecemos a sua compreensão!
    Tata Kambalamdê ( Membro do Grupo Operativo das Defensorias Públicas do Estado da Bahia, Membro da Coordenação do Movimento Povos de terreiros de Ilhéus-BA e membro do FOPROMI).

  3. Tudo agora é mimimi, intolerância. Gente, regras são feitas para serem cumpridas. Simples. Que geração é essa que estamos criando, misericórdia.

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