Exclusivo. Empresa que participou de fraude em Guanambi, presta serviços ao governo Marão

Jairo Magalhães e Mário Alexandre: “um sol dourado” é o ponto em comum entre Guanambi e Ilhéus. Fotos: internet/reprodução e Secom/Ilhéus.

O prefeito de Guanambi, Jairo Magalhães (PSB), foi obrigado pela Justiça Federal a instaurar procedimento para apurar as faltas contratuais cometidas pela empresa Sol Dourado, que faz o transporte escolar na cidade. A liminar foi deferida na última nesta sexta-feira, 12, e determinou que a prefeitura adote, em 20 dias, medidas para regularizar o transporte escolar. Em caso de desobediência, Jairo Magalhães terá de pagar multa de R$ 10 mil.

De acordo com o Ministério Público Federal, autor da denúncia, uma investigação concluiu que a licitação no valor de R$ 4 milhões foi direcionada e fraudada. Houve também desvio de recursos públicos. Além do prefeito, são acusados pelas supostas irregularidades a secretária de Educação, Maristela Cavalcante, o pregoeiro, Anderson Ribeiro dos Santos, a empresa Sol Dourado Serviços de Transportes Rodoviários Eireli, seu sócio, Renato Ferreira da Silva, e representante William Barros de Souza.

Em Ilhéus, a Sol Dourado firmou contrato com o governo Marão em novembro de 2017, no prazo de 12 meses, no valor próximo a um milhão e quatrocentos mil reais. O contrato foi prorrogado por igual período.

Em 2018, a empresa recebeu do município R$ 1.466.392,30. Após análise, percebemos que não houve atrasos significativos nos pagamentos, situação contrária vivida pela Solar Ambiental, que fazia a coleta de resíduos sólidos, cujo contrato estabelecia valor bem maior.

Em novembro de 2018, o MPF fez recomendação ao prefeito Mário Alexandre, após detectar irregularidades no transporte escolar de Ilhéus e de mais 44 municípios do sul da Bahia (lembre aqui).

Porém, até o momento não há denúncia sobre fraude em Ilhéus, da mesma forma que houve em Guanambi.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *