Trabalho do jornalista Marcos Correia foi importante durante a crise política de 2007

Jornalista Marcos Correia. Foto: José Nazal.

O jornalista Marcos Correia faleceu, aos 66 anos, na noite da última terça-feira, 23 de abril, no Hospital São José, em Ilhéus. Ele estava internado desde o último dia 5, devido a problemas respiratórios. O corpo está sendo velado no SAF, no bairro da Conquista, e o sepultamento ocorrerá às 14h30min, no cemitério São Jorge, no Alto do Basílio.

Os últimos anos de Marcos Correia foram difíceis. O jornalista vivia sozinho e não conseguiu se livrar dos cigarros, vício mortal de muitos jornalistas, poetas e escritores. Também não demonstrava interesse em vencê-lo. Amigos muito próximos afirmam que ele não tinha apego à vida e emitia sinais típicos dos sintomas da depressão.

Passou por dificuldades financeiras, amenizadas devido à ajuda de amigos, alguns jornalistas. A situação melhorou um pouco em setembro de 2018 quando ele conseguiu aposentar-se pelo INSS.

Durante a crise política que culminou na cassação do ex-prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, em setembro de 2007, o trabalho do jornalista Marcos Correia teve importância fundamental na busca por uma solução.

Uma reportagem dele publicada no jornal A Tarde, em outubro do mesmo ano, possibilitou que o Tribunal de Justiça da Bahia recebesse informações sobre o caos administrativo que tomaria conta da cidade, caso o ex-prefeito Valderico Reis fosse reconduzido ao poder, por meio de um recurso judicial.

O TJ-BA não deu ganho de causa a Valderico, e o vice-prefeito Newton Lima cumpriu o restante do mandato.

Nas poucas conversas que o Blog do Gusmão teve com ele, esse episódio foi mencionado pelo próprio com orgulho e zelo pela cidade.

Segundo o jornalista Maurício Maron, “Marcos Correia chegou a Ilhéus em 1987, quando começou a trabalhar na Prefeitura Municipal, na assessoria de comunicação, e a partir daí passou a residir na cidade. Ele foi assessor de comunicação social do município na gestão do prefeito Newton Lima, trabalhou nos jornais Diário da Tarde e A Região, e foi sócio fundador do Diário de Ilhéus (ao lado de Damiana Gomes, Getúlio Pinto e Carlos Moura Makalé), veículo impresso que surgiu em 24 de julho de 1999, após a extinção do Diário da Tarde.

Prestou também assessoria de imprensa ao extinto Instituto de Cacau da Bahia (ICB), à Unimed Ilhéus, Câmara Municipal, à Viação São Miguel, além de ter atuado em assessorias políticas. Natural de Recife, Marcos Correia iniciou a carreira de jornalista no Diário de Rio Claro, no interior de São Paulo. Em seguida, transferiu-se para Ilhéus juntamente com sua mãe, dona Isaura Silva.

Considerado um profissional crítico e combativo, atuou ainda como editorialista e redator do Diário de Ilhéus, do qual era também diretor. Há cerca de dois anos, o jornalista, que tinha o hábito de fumar, já apresentava problemas respiratórios. A internação no Hospital São José ocorreu após o transcurso de seu aniversário, no dia 4 de abril”.



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