Sinebahia Ilhéus tem 8 vagas de trabalho nessa sexta-feira

Há uma vaga para gerente de supermercado.

Confira abaixo as vagas de emprego disponíveis nessa sexta-feira, 26, na agência do Sinebahia Ilhéus, que fica na sala 13 do SAC, situado na Rua Eustáquio Bastos, 308, Centro.

Não esqueça de levar a carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e de chegar antes das 9. Para que não ocorram dúvidas sobre a existência das vagas, confira a lista enviada por Érico Fontes, coordenador do Sinebahia Ilhéus.

AUXILIAR ADMINISTRATIVO (PCD)

Vaga exclusiva para pessoas com deficiência

Ensino Médio Completo

Apresentar Laudo

01 VAGA

OFICIAL DE SERVIÇOS GERAIS (PCD)

Vaga exclusiva para pessoas com deficiência

Ensino Médio Completo

Apresentar Laudo

01 VAGA 

EDITOR DE FOTOGRAFIA

Ensino Médio Completo

Experiência mínima de 6 meses na Função

Possuir conhecimento com photoshop, coreldraw, produção fotográfica e diagramação de álbum.

01 VAGA

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Bolsonarista aliado de Marão coloca a honestidade do governo Rui Costa em dúvida

João Barros. Foto: Chico Andrade/reprodução.

Notinhas.

O advogado João Barros, bolsonarista convicto e filiado ao PSL, é um dos nomes mais cotados para assumir um cargo importante na área ambiental do governo Marão.

Barros é amigo de infância do prefeito.  A condição privilegiada permite que ele faça críticas ao governador Rui Costa, do PT, sem perder a confiança do futuro chefe e a expectativa de assumir o cargo.

Na última terça-feira, 23, ao comentar proposta do governador sobre uma aliança política entre os governadores das regiões Norte e Nordeste, João Barros foi taxativo. Na visão dele trata-se da “união da corrupção com o atraso. Coitada da nossa Bahia”.

Os bolsonaristas não poupam o PT de críticas às vezes justas e às vezes infundadas. João Barros usa a estratégia dos seus correligionários de partido, e, dentro dessa lógica demonstra coerência. Não há nada de novo.

A contradição está no prefeito Mário Alexandre, que se diz amigo e aliado do governador Rui Costa, e se gaba de tê-lo hospedado em sua casa por alguns dias.

Pesquisadores de Salvador desenvolvem novo tratamento para incontinência urinária em crianças

Ubirajara Barroso Jr, um dos responsáveis pelo estudo. Foto: Ascom.

Método de estimulação da bexiga com agulha de acupuntura será apresentado no Congresso Norte Americano de Urologia em maio

Um estudo inédito desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) é a base de uma nova forma de tratar a Bexiga Hiperativa, doença caracterizada pela dificuldade em segurar o xixi. Com menos efeitos colaterais e maior eficácia quando comparado a outros métodos, o tratamento foi testado e aprovado em crianças, mas também pode beneficiar adultos que sofrem com a incontinência urinária. A nova conduta terapêutica, que já está sendo utilizada com resultados positivos em crianças na Bahia, será apresentada no Congresso Norte Americano de Urologia em maio.

Conhecido como Percutanea Electrical Nerve Stimulation (PENS), o tratamento neuromodular da urgência miccional desenvolvido pelos pesquisadores apresenta a mesma taxa de sucesso dos tratamentos convencionais (60 a 70%), com vantagens associadas. “O PENS não apresenta os efeitos colaterais dos medicamentos habitualmente utilizados no tratamento da Bexiga Hiperativa, tais como retenção urinária, rubor facial, boca seca, constipação intestinal (prisão de ventre), entre outros. Ao contrário, ajuda também no esvaziamento intestinal”, destaca o urologista pediátrico Ubirajara Barroso Jr, um dos responsáveis pelo estudo piloto que será apresentado nos Estados Unidos no próximo mês e criador da nova técnica de tratamento.

O PENS também apresenta vantagens sobre o Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS), outro método bastante utilizado para tratamento da incontinência urinária. “Ao realizar o PENS, nós fazemos a estimulação da bexiga por meio de uma agulha de acupuntura em regiões mais próximas aos nervos, o que causa menos incômodo do que no TENS. Além disso, ao longo do tratamento com o PENS, o procedimento só precisa ser feito uma vez por semana enquanto no TENS é necessário repetir a estimulação três vezes por semana. Nem todos os pacientes têm essa disponibilidade e para as crianças, especialmente, ter que ir tantas vezes ‘ao médico’ costuma deixá-las nervosas ou entediadas”, detalhou o urologista.

Ainda segundo o médico Ubirajara Barroso Jr, cerca de 10% da população mundial sofre de incontinência urinária. Em Salvador, esta taxa é menor, aproximadamente 7% das pessoas apresentam o problema que gera impactos diretos na qualidade de vida dos pacientes. O uso de fraldas descartáveis por crianças grandes ou adultos costuma gerar constrangimentos, incômodos e uma despesa ‘extra’ significativa, entre outros inconvenientes. Sem fralda em um evento social, por exemplo, uma pessoa com bexiga hiperativa pode passar por situações traumáticas.

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Uma decisão acertada do STF: não ao ensino domiciliar, ou homeschooling

Por Julio Gomes.

Em data recente o STF – Supremo Tribunal Federal decidiu, após votação em que ficou bem definida a posição da maioria de seus membros (oito votos contra dois), decidiu pelo não reconhecimento da possibilidade de realização de ensino domiciliar no Brasil, como forma de substituir a formação escolar.

A votação se deu a partir de uma questão surgida no Rio Grande do Sul, onde os pais de uma menina queriam ensiná-la exclusivamente em casa, mas a Secretária de Educação do Município gaúcho onde reside a criança negou o pedido, orientando os pais a matricular a filha em uma escola. Os pais recorreram contra a decisão da Secretaria, mas perderam tanto em Primeira como em Segunda Instância, e a questão foi parar no STF, nossa mais alta Corte de Justiça, que tem como principal atribuição salvaguardar a Constituição Federal.

Não se trata aqui de esmiuçar as razões técnicas, nem tão-somente jurídicas, do voto de cada Ministro(a) do STF que decidiu pela impossibilidade de reconhecimento do ensino domiciliar. Todos foram solidamente bem embasados nas razões de seus votos, que em linhas gerais se basearam na inexistência de previsão legal para o ensino domiciliar, na ausência de mecanismo de avaliação e controle para esta modalidade de ensino e no fato de a Educação ser dever do Estado, sendo obrigação dos pais matricular o filhos e fazê-los frequentar a escola, conforme se encontra definido na Constituição.

O que se pretende aqui é uma outra abordagem sobre este mesmo tema, a ser feita da seguinte forma.

Mesmo que determinados pais tenham muita cultura, ou mesmo bastante dinheiro para ensinar diretamente ou para contratar aos melhores professores particulares para ensinar a seus filhos em casa, pergunta-se: o que substitui, para uma criança, a emoção e a surpresa do primeiro dia de aula?

Como substituir o contato com os coleguinhas da mesma idade, a atenção das primeiras professoras, ainda hoje carinhosamente chamadas de “tias”?

O que ficaria no lugar da experiência de pedir algo emprestado ao colega do lado, de responder a uma questão em conjunto, de fazer algo no quadro ou à frente da sala sob o olhar desafiador, curioso e expectante de toda a turma?

Onde encontrar, senão na Escola, a emoção da primeira “paixão”, daquele(a) colega que desperta o primeiro interesse afetivo de cunho sexual em cada um de nós, o primeiro amor platônico, cheio de desejo e medo, na maioria das vezes sem jamais passar disso, mas sem nunca ser esquecido?

Como privar uma criança das brincadeiras do recreio, da hora da merenda, do retorno para a sala, da chegada ou saída juntos da escola, da liberdade de poder transformar o coleguismo de sala em nossas primeiras grandes amizades?

Não, não privemos nossas crianças da escola, sobretudo no mundo de hoje, quando a violência e os excessos da vida urbana já roubaram de nossas crianças o banho de rio, o subir nas árvores, o futebol no terreno baldio, as andanças às escondidas e quase todas as aventuras da infância…

O grande espaço de socialização, de aventura, de amizade, de interesse pelo(a) outro(a), de descoberta da vida social com os iguais da mesma idade é a Escola, na frequência escolar, com toda a sua diversidade e riqueza.

Não temos o direito de tirar, de nossos filhos, a Escola. Porque não deve e não pode haver criança sem Escola. É lá que elas começam a se libertar de nós, a criar suas próprias relações sociais, e temos de entender que as criamos para a vida, para o mundo, e não para nós mesmos.

Os pais que amam, muitas vezes, derramam lágrimas ao levar seu filho ou filha amada pela primeira vez para a Escola, com merendeira, caderno e brinquedo dentro da mochila. Mas é ali, com aquelas primeiras lágrimas, que forjamos o seu futuro.

Todas as crianças na escola, para o bem delas mesmas, sem exceção!

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.