Brasil é segundo país mais conectado, mas conexão está longe das mais rápidas

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O Brasil já tem mais de 149 milhões de usuários conectados à Internet, o que representa cerca de 70% da população do país. De acordo com a pesquisa Digital 2019, realizada pelas empresas Hootsuite e We Are Social, o número de usuários brasileiros conectados apresenta um crescimento de 7,2% — aproximadamente 10 milhões de pessoas — em relação ao início de 2018.

Porém, segundo dados divulgados por um relatório de mercado da Speedtest, referentes aos dois últimos trimestres de 2018, o Brasil não apresenta bons números quando se trata da velocidade da sua Internet. O país ocupa o 65º lugar no mundo, entre a Índia e a Macedônia, no ranking mundial de velocidade média de download em banda larga fixa — e cai para o 74º lugar quando se trata da velocidade de upload.

Segundo o relatório da Digital 2019, 67% dos brasileiros têm acesso a um smartphone, contra apenas 38% que acessam um computador. Mais de 139 milhões de pessoas no país usam Internet móvel — em 2015, esse número não chegava a 82 milhões.

No entanto, a situação da velocidade de conexão no Brasil é ainda pior no caso de dispositivos móveis: o país se encontra no 71º lugar no que se refere à velocidade de download móvel e, para upload, no 99º lugar. Os brasileiros estão cada vez mais conectados, mas essa conexão continua bastante lenta.

Longas e lentas horas de conexão

Quando o assunto é conexão, o Brasil está no topo do mundo. Certamente não em velocidade de Internet, mas em tempo gasto on-line. Se em 2015 estávamos em terceiro lugar na lista de países que gastam mais tempo conectados, já em 2019, ultrapassamos a Tailândia e chegamos ao segundo lugar, ficando atrás apenas das Filipinas. Enquanto a média mundial de tempo on-line por dia é de seis horas e 42 minutos, a média do brasileiro é de nove horas e 29 minutos.

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Esses dados também foram divulgados pela Digital 2019, que revelou ainda que os brasileiros gastam cerca de três horas e meia por dia assistindo a vídeos na televisão ou pela Internet. Quando esses conteúdos estão on-line, contudo, a experiência dos brasileiros pode não estar entre as melhores do mundo. Embora a Netflix, provedora de conteúdo online, já seja a maior TV por assinatura do Brasil, os seus usuários enfrentam o problema da velocidade da Internet que, no caso das emissoras de televisão tradicionais, não é uma questão.

Cada vez é possível fazer mais coisas pelo mundo virtual e todas elas são certamente prejudicadas pela baixa velocidade da Internet no país. Contudo, esse problema compromete principalmente as transmissões audiovisuais ao vivo, que são inúmeras — de concertos de música e partidas esportivas, oferecidos, por exemplo, pela TV Globo, até jogos de apostas e entretenimento em sites de cassino “live”, como a Betway Casino.

Seria a baixa velocidade da Internet um dos motivos da longa permanência on-line dos brasileiros? Os problemas de conexão estão “atrasando” a nossa vida? É possível que esse fator tenha uma influência grande nos resultados. Os países que lideram a lista de alta velocidade de conexão, Cingapura, Hong Kong e Coreia do Sul, apresentam resultados bem menores que os do Brasil, sendo que Hong Kong e Coreia estão abaixo da média mundial de horas on-line.

Um futuro mais veloz?

Nem todas as notícias são negativas. Segundo a pesquisa da Speedtest, podem ser observados investimentos de importantes empresas, como a TIM e a Vivo, em fibra ótica (FTTH) no Brasil, para aprimorar a conexão da Internet banda larga nas maiores cidades do país. Atualmente, a NET Virtua é a provedora mais rápida em Internet fixa.

As grandes cidades são, como seria de se esperar, as que apresentam as melhores conexões, com destaque para São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, que apresentam velocidades de download acima de 30 Mbps. Salvador se encontra em 9º lugar, com uma velocidade de download de 20,43 Mbps. A média mundial, segundo a Digital 2019, é de 54.3 Mbps. Embora investimentos em fibra ótica sejam positivos para cidades grandes, é preciso atenção para que as áreas rurais, onde serviços de telefonia e Internet são precários, não fiquem ainda mais para trás.

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No caso da Internet em dispositivos móveis, a velocidade de download no Brasil cai para apenas 18,50 Mbps. A operadora Claro é a líder em velocidade, mas a sua distribuição é menos densa que a da Vivo e da TIM. No ranking de cidades com a conexão mais rápida em dispositivos móveis, Porto Alegre alcança o topo da lista, enquanto Salvador sobe para o 8º lugar. Em todas as dez cidades líderes em velocidade, a Claro se mostrou a operadora mais eficiente nesse quesito.

A conclusão do relatório da Speedtest é positiva. A extensão territorial do Brasil é um grande desafio para a cobertura e para a boa conexão de Internet pelo país, contudo, a pesquisa concluiu que a velocidade da banda larga fixa está caminhando na direção certa, enquanto a concorrência entre operadoras telefônicas tem impulsionado melhorias na conexão por dispositivos móveis. Os usuários brasileiros agradecem.



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