Preso na Operação Chave E, Valmir de Inema chamava propina de “sarapatel”

Notinhas.

Segundo o MP, “sarapatel de carneiro” citado em conversa de Valmir com assessor é codinome de propina.

As investigações da Operação Chave E, realizadas pelo MP-BA, flagraram conversas telefônicas entre o ex-vereador e atual secretário de agricultura do governo Marão, Valmir Freitas (de Inema), e assessores do vereador Lukas Paiva.

Numa determinada conversa ocorrida em agosto de 2018, Valmir dialoga pelo celular com Rodrigo dos Santos, assessor de Lukas Paiva, sobre o pagamento de uma suposta propina.

Valmir pergunta se os dois vão almoçar “sarapatel”.

Rodrigo estranha a definição e Valmir brinca, dizendo que ele não entende “de diagrama”.

Após entender o suposto interesse de Valmir, Rodrigo afirma que o sarapatel servido será o de melhor tipo, o de carneiro.

Na conversa Valmir chama Rodrigo de “o dono do carneiro” e a Câmara de Vereadores de Ilhéus de “restaurante”.

Atualizado às 14h19min de 16/05/2019.

A decisão da juíza Emanuele Vita, que determinou as prisões preventivas de 7 acusados, nomeia as investigações do MP-BA como “Operação Chave E”, contudo, segundo o promotor Frank Ferrari, o nome correto é “Operação Xavier”, nome ainda mais cifrado (opinião do BG).



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