Anfitrião e mecenas pobre ou um roto à porta do esfarrapado?

“Não nos percamos em ilações exageradamente humanistas e meramente emocionais. O Brasil é um país maravilhoso, de povo cordial, amigo, alegre, cheio de calor humano e solidariedade. Uma presa fácil para criminosos internacionais com a agravante de um território imensamente grande para o controle integral das suas fronteiras contra o tráfico, o contrabando, os imigrantes e invasores indesejados”.

Por Mohammad Jamal.

Não esqueçamos que singrando em águas brasileiras, o convés e dependências outras dos navios passam a ser território do país sob cuja bandeira a referida embarcação deve estar licenciada e registrada para navegar.

Nos países do O. Médio, é Zina (crime gravíssimo) a entrada fraudulenta de estrangeiros no país sem os devidos ‘visas’ em seus passaportes. Há inclusive, nações que decretam pena de morte a imigrantes ilegais, a maioria.

Afinal, quem é e/ou quem são essas pessoas? Qual o seu país e sua nacionalidade? É cidadão pleno? Deve pena a cumprir ou responde a inquéritos em seu país? Seriam esses viajantes intrusos, originários de Gana, onde embarcaram clandestinamente ou seriam de algum outro país africano? Seriam membros de alguma organização criminosa ou política radical e fundamentalista? Como Identificá-los, estando sem Passaportes e outros documentos de reconhecida legalidade internacional? A quarentena preventiva e legal nesse caso, muitas vezes ultrapassam em meses ou anos os mínimos quarenta dias para análises e averiguações sobre a vida pregressa do imigrante. Isso é norma em países civilizados que cuidam com critérios racionais a segurança interna e a compatibilidade não concorrente com os patrícios no âmbito das políticas públicas, da saúde e mercado de trabalho.

Não nos percamos em ilações exageradamente humanistas e meramente emocionais. O Brasil é um país maravilhoso, de povo cordial, amigo, alegre, cheio de calor humano e solidariedade. Uma presa fácil para criminosos internacionais com a agravante de um território imensamente grande para o controle integral das suas fronteiras contra o tráfico, o contrabando, os imigrantes e invasores indesejados. Não podemos fracionar e compartilhar o quantum do que pagamos em pesados impostos por aquilo que o Estado nos assegura em insuficiências e deficiências gritantes, substabelecendo o usufruto esse quase nada assistencial com cidadãos de outras nacionalidades, nesse caso, venezuelanos, os quais deveriam, por patriotismo, permanecerem em sua pátria, lutar e defendê-la das garras dos ditadores que o destroem. Fugir da pátria quando ela necessita da ajuda dos seus filhos é no mínimo covardia e deserção.

Não vou citar nomes, mas sei de países onde imigrantes ilegais passam anos encarcerados e incomunicáveis, somente aguardando os interstícios do tempo para que se determine sua verdadeira nacionalidade e se apure suas intenções ao entrar ilegal e sorrateiramente nalguns desses países. Muitos desses imigrantes ilegais morrem nas prisões antes que cumpram as penas a que foram condenados por invasão e acesso ilegais às fronteiras e territórios estrangeiros.

“O ‘Zina”, via de regra, culmina em pena de morte. Que esses africanos, líbios, venezuelanos, sírios etc. retornem ao seu suposto país de origem e, se desejarem vir para o Brasil, que o façam pelos caminhos legais e meios lícitos via pedido de asilo e, que tragam consigo formação técnica e conhecimentos profissionais úteis à nossa pátria e não somente a fome, o medo e a covardia lesa pátria. Já temos problemas sociais e de segurança pública demais no Brasil, sem falar no lodaçal de corrupção e roubalheira que assola as altas esferas políticas e capitalistas do país, das prisões superlotadas, dos hospitais sucateados, da segurança pública insuficiente para o volume de criminalidade crescente, da injustiça social e da impunidade assegurada para criminosos ricos ou famosos. Em contraponto, outros países do O. Médio considera-se ‘lesa pátria’ àqueles seus cidadãos que emigram legalmente do país em época em que este, passando por sérias dificuldades, necessita todos os seus filhos cidadãos para o trabalho de superação de crises transitórias nacionais, conflitos políticos, revoluções, etc. Assim, os fujões do aperto, ao tentarem retornar ao seu país, passadas as dificuldades nacionais, são considerados ‘persona non grata’ e seu retorno e entrada em território pátrio são só negados e vetados, como sua nacionalidade é colocada em disponibilidade. Se insistirem em permanecer, se burlarem as normas de imigração para continuar em seu país, serão presos e julgados como desertores cuja pena é por ‘Zina’.

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