Entrevista. César Porto diz que não pode falar sobre outras gestões. “A minha é de transparência”

Vereador César Porto. Foto: Instituto Nossa Ilhéus.

O presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, vereador César Porto, concedeu entrevista ao Blog do Gusmão no início da noite desta terça-feira, 21.

Porto preside o legislativo municipal num momento extremamente difícil, uma vez que o Ministério Público do Estado da Bahia (por meio da Operação Xavier e do promotor Frank Ferrari) afirma que há corrupção endêmica na chamada “casa do povo”.

Imagem de um dos momentos da entrevista. Foto: Luk Rei.

Na entrevista abaixo, o presidente foi perguntado sobre as acusações do MP-BA e outros assuntos relacionados a seguir:

parlamentares que ficam com os cartões “vale-refeição” e com parte dos salários dos assessores;

a decisão de empossar  três suplentes (Augustão, Zé Neguinho e Gilmar Sodré) no lugar dos vereadores afastados (Aldemir Almeida, Tarcísio Paixão e Lukas Paiva);

organização criminosa dentro da Câmara de Vereadores de Ilhéus;

César Porto explica porque manteve o contrato (sem licitação) com a empresa SCM, acusada pelo MP-BA de pagar propinas aos ex-presidentes Josevaldo Machado, Tarcísio Paixão e Lukas Paiva;

o presidente fala sobre o aperfeiçoamento da transparência (como exige o MP-BA) e a realização de concurso público na casa legislativa.

Ouça a entrevista que também teve a participação do apresentador  Luk Rei, da repórter Elen Prince e do jornalista Chico Andrade.



2 responses to “Entrevista. César Porto diz que não pode falar sobre outras gestões. “A minha é de transparência”

  1. Não temos dúvidas da lisura, ética e conduta do atual Presidente Cesar porto, entretanto pairam assertivas de que houve flagrante descumprimento ao Regimento Interno da Câmara quanto a precocidade, para não dizer, a precipitação, com que empossou os suplentes. A prematura posse dos suplentes e a inobservância dos devidos interstícios regimentares revestiu-se numa atitude precipitada, politicamente prejudicial e lesiva aos vereadores investigados. Nessa condição, supõe-se que o atual presidente da casa já considerou vereadores investigados e indiciados, réus culpados. De tal forma que as suas sentenças já houvessem transitado em julgado e prolatadas as respectivas condenações às penas previstas nas leis. E tudo sem as garantias devidas da ampla defesa e/ou interposição Recursos pertinentes nas devidas instâncias. As condenações ou reconhecimento de inocência cabem exclusivamente ao Judiciário. Legislativo municipal é outra coisa; O
    ou não?

  2. A resposta ao presidente da Câmara está aqui mesmo, em trecho de uma reportagem do BG, abaixo:”O advogado Sergio Habib, argumenta que se as acusações contra Lukas e Leandro fossem verdadeiras, a testemunha Osman Antonio Lima (Manzo) também deveria ser encarcerada por participar do suposto esquema. Habib o chama de “alcaguete” [dedo-duro] do Ministério Público.

    Ainda na linha de confronto com o MP-BA, a defesa de Lukas Paiva afirma que a Operação Xavier buscou apaziguar o “vozerio insensato das ruas” e defende que o decreto de prisão preventiva seja considerado nulo, pois a denúncia ainda não foi oferecida, como também, não há ação penal instaurada.” Está aí um dos motivos que caracteriza o erro do do presidente ao empossar prematuramente os suplentes dos vereadores envolvidos na Operação Xavier.

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