TPI apresenta espetáculo de mamulengos neste fim de semana

Cena de “Baltazar e a terrível peleja entre o Cangaceiro e o Coronel”. Foto: Kelson Souza.

Após uma estreia de sucesso ocorrida no último sábado , 01, a Tenda Teatro Popular de Ilhéus apresenta neste final de semana, dias 07 e 08 de junho (sexta e sábado), às 20 horas, seu mais novo espetáculo, intitulado “Baltazar e a terrível peleja entre o Cangaceiro e o Coronel ou às vezes tem briga que termina em merda”. A montagem é um teatro de mamulengos inspirado nos mamulengueiros do nordeste do Brasil e no trabalho de Shicó do Mamulengo, que é bonequeiro, cenarista e ator, recém-chegado à equipe do TPI.

A obra conta a história de Baltazar, um trabalhador muito astuto que descobre por acaso o ataque do Cangaceiro mais temido do sertão, João Valente, à sua cidade para cobrar vingança do Coronel João Redondo. O Coronel é pai de Minelvina, por quem Baltazar se desmancha de amores. Com a ajuda do amigo Benedito, Baltazar, medroso de corpo e alma, vai pôr em prática suas artimanhas para salvar a vida do Coronel e cair nas graças de Minelvina e provando que “a violência não é nada diante da inteligência”. (mais…)

Embasa realiza campanha de negociação de débitos

Loja de atendimento da Embasa em Ilhéus. Foto: Ascom.

A Embasa iniciou campanha de negociação facilitada junto a consumidores que possuem débitos com a concessionária nos 27 municípios e respectivas localidades de atuação da Unidade Regional de Itabuna (ver lista). A campanha vai até dia 28 de junho e visa oferecer condições especiais para parcelamento e, a depender da situação, anistia de juros de mora e multa.

Em Ilhéus, a Embasa atende em sua loja de atendimento, situada à Rua Almirante Aurelino Linhares, S/N – Centro, de segunda a sexta-feira de 08 às 16h30 (exceto feriados).

Para ser beneficiado, o usuário deve portar RG, CPF e número de matrícula; escritura, cópia do IPTU ou contrato de aluguel, se não for o dono do imóvel e procuração com firma reconhecida, se não for o titular da matrícula.

“Muitas pessoas acreditam ter uma dívida impagável com a Embasa e não nos procuram para regularizar a situação. Quando sentamos para conversar, elas percebem que o débito, além de pagável e com perspectiva de redução, pode ter outros benefícios, como o enquadramento na tarifa social, por exemplo”, esclarece o gerente da Unidade, Felipe Madureira. Além de reativar a prestação do serviço e regularizar sua situação junto a Embasa, o nome de quem negocia também é removido dos cadastros de restrição ao crédito.

Municípios participantes: Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Buerarema, Camacan,  Camamu, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Ibicuí, Ibirapitanga, Igrapiúna, Ilhéus, Itacaré, Itaju do Colônia, Itapé, Itapitanga, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una, Uruçuca.

Mídia Ninja: mais um brado da mídia contra-hegemônica

“o jornalismo independente tornou-se uma problemática para os grupos de comunicação hegemônicos, pois tornam mais evidente seu descompromisso com o pluralismo étnico, responsável pela sub-representação dos negros na TV”.

Por: Nicole Rodrigues Vieira.

Regular a mídia urge, mas enquanto a sociedade brasileira não enfrenta esse debate, o jornalismo contra-hegemônico floresce como um brado irrefutável pela democratização da comunicação no país. Hoje amplamente dominado por um oligopólio formado pela Rede Globo e grupos transnacionais, como Time Warner, Disney e Fox, nosso sistema de comunicação distanciou-se do compromisso deontológico com a verdade, curvando-se às demandas mercadológicas de quem o controla.

Entretanto, explorando as possibilidades comunicacionais abertas pelas tecnologias de comunicação e informação, o jornalismo independente vem forjando estratégias e criando espaços onde a cidadania ativa ganha expressividade graças às possibilidades abertas pelas tecnologias de comunicação e informação. A autonomia dessa modalidade de jornalismo, em termos históricos, representa um contraponto ao jornalismo industrial ou tradicional, pois concebe novas formas de sociabilidade, que a despeito de se viabilizar economicamente, age balizado em inegociáveis compromissos éticos.

Nesse sentido, o jornalismo independente tornou-se uma problemática para os grupos de comunicação hegemônicos, pois tornam mais evidente seu descompromisso com o pluralismo étnico, responsável pela sub-representação dos negros na TV. Essa realidade foi analisada por Luciana Barreto, ativista do movimento negro e apresentadora do Jornal Repórter Brasil (RJ), ao comentar que: “a representatividade da cultura negra é como um pilar essencial no país, é uma peça chave para o crescimento do Brasil como um todo’’. Contudo, a referida apresentadora considera que há um futuro possível, com referências negras ocupando espaços importantes na televisão.

Sintonizado com essa perspectiva, o coletivo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), enquadrado dentro da categoria de mídia contra-hegemônica, é uma iniciativa de comunicação compromissada em refletir o pluralismo étnico, cultural e político que consubstancia o tecido social nacional.  Desde 2011, o referido coletivo vem fazendo enorme diferença na comunicação independente do país, dando voz e visibilidade aos seguimentos tradicionalmente invisibilizados e emudecidos pela mídia corporativa.

Nascido de uma mídia digital chamada ’Circuito Fora do Eixo’’, caracterizada enquanto rede de produção cultural que atua em coletivos e movimentos sociais por todo o Brasil, em 02 de janeiro de 2019, a Mídia Ninja abriu novas portas com uma sede na Bahia, especificamente na cidade de Salvador, objetivando conectar-se com as novas lutas e narrativas da sociedade baiana. Essa associação que a Mídia Ninja tem com as lutas sociopolíticas, contempla o próprio pluralismo e as lógicas inovadoras de produção e publicização das informações.

A Mídia Ninja consegue estabelecer uma relação peculiar com o seu público, alcançando índices de audiência impressionantes em suas redes, já atingido 1 milhão de seguidores. É visível como suas produções, a exemplo dos vídeos exclusivos postados semanalmente em seu canal do Youtube, têm potencializado a ampliação de outras redes ao enaltecer as transmissões instantâneas e a captação de áudio e vídeo em movimento.

Como meio alternativo à mídia convencional e com uma perspectiva de dentro para dentro, as mídias contra-hegemônicas têm refletido, apoiado e difundido ações sociais, culturais, políticas e econômicas de iniciativa popular que visam à garantia dos direitos fundamentais.  Com efeito, assim como os ninjas, eu também acredito no movimento e na transformação social, a partir de uma experiência radical de mídia livre e permeável a novas narrativas. Desta feita, concluo, que é a força social dos coletivos midiáticos que manterá de pé a necessidade de democratizar os meios de comunicação.

Nicole Rodrigues Vieira é estudante do curso de Jornalismo da Unime/Itabuna.