Mais uma tartaruga marinha morta

Imagem: Emilio Gusmão.

Outra tartaruga marinha morta no sul da Bahia por uma rede de pesca. Quase todos os dias indivíduos desta espécie carismática aparecem boiando ou estatelados na beira da praia. Os órgãos de fiscalização ambiental, inteiramente sucateados, não podem arcar com o alto custo das operações capazes de coibir o uso de redes numa distância da costa inferior ao que determina a lei. Não há solução visível no horizonte.

Uma tese a ser debatida: a morte dos seres humanos historicamente foi banalizada pela violência. Imagens macabras, fictícias ou reais, demonstram que o ser humano tem fixação pela morte “de si mesmo”. O estarrecimento diante de uma imagem macabra não atinge todos, e quando sensibiliza dura pouco tempo, pois novas imagens se sucedem e tudo parece normal. Diante deste quadro imposto pela “cultura da morte”, me parece complicado exigir sensibilização duradoura diante da mortandade em série, e muitas vezes criminosa, de outros seres vivos. Em discussão.



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