Idosa com aneurisma cerebral aguardou uma semana por cirurgia no Hospital Costa do Cacau

Dona J… esperou 7 dias por cirurgia que deveria ser realizada imediatamente. A imagem foi desfocada, mas foi copiada visível de uma rede social.

No sábado, dia 20 de julho, uma senhora de 64 anos, cujo primeiro nome começa com a letra “J” e o último com “N”, deu entrada na UTI do Hospital Regional Costa do Cacau após sofrer uma crise de aneurisma cerebral, diga-se de passagem, doença perigosa e grave.

Segundo familiares da paciente e funcionários do hospital, a cirurgia de emergência só foi realizada após 7 dias devido à falta de material cirúrgico.

É bom repetir, a demora aconteceu devido à falta de material cirúrgico.

No último sábado, 27, o procedimento foi realizado. No dia anterior, familiares da paciente ficaram o dia todo no hospital tentando falar com a diretoria. Só foram recebidos após ameaçarem levar o problema ao conhecimento da imprensa.

Parentes, após confirmarem o caso, pediram que o BG não publicasse estas informações com receio de represálias. Eles têm medo que a idosa seja maltratada no período de convalescença.

Decidimos publicá-las omitindo o nome da paciente, uma vez que funcionários do hospital também confirmaram.

Por sorte, a situação desta senhora foi resolvida, porém, tememos que casos parecidos voltem a se repetir.

O nosso objetivo, ao tornar público esse exemplo vergonhoso no SUS, é fazer que o hospital, cuja responsabilidade é do governo da Bahia, melhore a qualidade e seja mais rápido nos atendimentos.

O BG tentou contato com a assessoria de comunicação do Costa do Cacau via Whatsaap, mas não obtivemos resposta.

Segundo o site do médico Drauzio Varella, “aneurisma cerebral, ou aneurisma sacular, é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A pressão normal do sangue dentro da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma espécie de bexiga que pode ir crescendo lenta e progressivamente. Os maiores riscos desse afrouxamento do tecido vascular são ruptura da artéria e hemorragia ou compressão de outras áreas do cérebro. Apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, mas cerca da metade permanece com sequelas importantes que comprometem a qualidade de vida”.



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