Itacaré: Secretário do Meio Ambiente comenta situação das praias

Foto: Secom/Itacaré.

O secretário de Meio Ambiente de Itacaré afirmou nas redes sociais que houve, de fato, a chegada de poucas manchas de óleo em algumas praias do município. Ele explicou que parte da população ficou alarmada, mas que o fato em si não gerou maiores danos.

Marcos Luedy disse que o material foi recolhido e houve limpeza de todas as praias da cidade.  O volume de material recolhido chegou a três quilos, o que a princípio é considerado um número baixo, levando-se em conta a extensão do litoral de Itacaré, disse o secretário.

Luedy afirmou que a situação está sob controle, com praias limpas e equipes de prontidão e que a partir das 5h do domingo, 20,  vai acontecer um novo monitoramento nas praias do município.

Filho do vereador Ery Bar instala trailer na Praça de Irene; governo Marão nega explicações

Trailer do filho do vereador recentemente instalado na Pracinha de Irene. Foto enviada por um leitor via Whatsaap.

O Blog do Gusmão recebeu informações de que o filho do vereador Ery Bar, que dá apoio ao prefeito Mário Alexandre na Câmara Municipal de Ilhéus, instalou um trailer na Praça Castro Alves, mais conhecida como Pracinha de Irene.

Segundo informações, prefeitura facilitou a instalação pelo fato do proprietário ser filho de um vereador.

O estabelecimento do “filho de Ery” não segue o modelo “food trucks”, que são permitidos pelas prefeituras desde que o trailer seja instalado no local a partir das 17h e retirado no final do expediente. Exemplo disto já acontece no Pontal, nas imediações do bairro Nova Brasília. Os trailers chegam no final da tarde e são retirados quando acaba o movimento.

Segundo informações chegadas ao BG, o filho do vereador, que está filiado ao PSD (partido de Marão), coloca na praça mesas e cadeiras que impedem a passagem de pedestres. “Quero ver quem vai me tirar daqui. Sou filho de vereador”, teria dito o rapaz, segundo comerciantes já estabelecidos que pediram para não ser identificados. O filho do vereador teria encenado o “sabe com que você está falando?”, ao ser advertido por populares sobre a retirada dos obstáculos.

O BG enviou, via WhastApp, alguns questionamentos ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo, Jerbson Moraes.

Ery Bar ao lado de Ângela Sousa e Marão. Foto: Secom-Ilhéus.

Pedimos informações sobre a licença para instalação do trailer e o envio de uma cópia do documento. Questionamos também se houve facilitação no trâmite por se tratar de um filho de vereador da base do governo Marão, e se ele paga alguma taxa ou se vai se adaptar ao modelo exigido para “food trucks”, que não permite a presença permanente de trailers em praças públicas.

O pedido de explicações foi enviado por volta das 12h25min., deste sábado, 19. Como sempre acontece, o governo Marão não prestou esclarecimentos sobre um assunto de natureza pública. Até o momento da publicação, não recebemos resposta.

Projeto (a)mar confirma manchas parecidas com óleo nas praias do Cururupe e Olivença

Praia do Cururupe. Foto: José Nazal.

O Projeto (a)mar, que monitora a reprodução de tartarugas marinhas no litoral de Ilhéus e Itacaré, confirmou ao BG a presença de resíduos com características de composição química de petróleo, parecidas com o óleo quem vêm atingindo a costa do Nordeste.

O Projeto (a) mar informou que foi verificada a presença de um material com odor e aspectos de petróleo nas seguintes praias: Concha, Resende, Tiririca, Ribeira, Prainha, Itacarezinho, Patizeiro, Pompilho (de Itacaré); Serra Grande (de Uruçuca); Cururupe e Olivença (de Ilhéus).

Desde segunda-feira, 14, a equipe do (a) mar enviou material coletado para análise do Comando Unificado de Desastres. Vale destacar que o Comando, até o momento, não confirmou se as manchas são de petróleo cru. Mais cedo, um vídeo supostamente gravado em Itacaré, circulou nas redes sociais mostrando fragmentos de material similar ao óleo que vem sujando as praias do Nordeste (clique aqui para ver o vídeo).

Governo Bolsonaro extinguiu comitês do plano de ação de incidentes com óleo

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles – Nelson Almeida/AFP

*Com informações da Folha de São Paulo

O governo Bolsonaro extinguiu em abril deste ano dois comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), instituído em 2013. Na última quinta-feira (17), o Ministério Público Federal acionou o governo federal por omissão diante do maior desastre ambiental ocorrido no litoral brasileiro e pediu que a Justiça Federal obrigue a União a colocar o PNC em ação em 24 horas. Para a Procuradoria, a União não adotou as medidas adequadas para responder à emergência. Até ontem (18), 187 locais de 77 municípios do Nordeste foram atingidos por manchas de óleo, de acordo com informações do Ibama. O fim dos conselhos pode explicar a demora e a desorganização do governo no combate às manchas de óleo.

O PNC foi instituído no governo Dilma Rousseff (PT), com o intuito de preparar o país para casos como esse. Em sua estrutura, o PNC contava com dois comitês que foram extintos: o Executivo e o de Suporte. Ambos eram compostos por Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Marinha, Ibama, Agência Nacional do Petróleo, entre outros.  Por decreto, o presidente extinguiu conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas por decretos ou por medidas administrativas inferiores no primeiro semestre. Foram mantidos apenas os criados na gestão atual e por lei.

O Comitê Executivo tinha a atribuição de elaborar simulados e treinamento de pessoal e manter recursos para a resposta à emergência. Bem como elaborar o manual de resposta a emergências, que ainda não teria sido aprovado. Já o Comitê de Suporte fazia a indicação de recursos humanos e materiais para ações de resposta a incidentes com óleo e liberar a entrada de profissionais ou equipamentos importados no país. Conforme prevê o plano, o governo criou um grupo de acompanhamento e avaliação, composto por representantes da Marinha, do Ibama e da ANP, que analisa a situação e define prioridades na atuação da Petrobras.

Uma pesquisa realizada nos arquivos da Marinha e do Ibama mostra que as poucas ações feitas compreenderam a participação e ou realização de seminários sobre o tema. Em um deles, na semana passada, coube à Petrobras simular sozinha o combate a uma emergência. Não há informações sobre a atuação das outras estruturas previstas no plano, como o Comitê de Suporte. A estatal diz ter mobilizado cerca de 1.700 pessoas para a limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados próprios para planejamento e execução da resposta. Ainda não está claro quem pagará os custos da operação. O Ministério do Meio Ambiente não respondeu,até o momento,  questões sobre o acionamento e funcionamento do Plano Nacional de Contingência.

A extinção dos comitês do PNC é uma parte do problema, agravado por deficiências nos quadros do MMA, segundo Anna Carolina Lobo, coordenadora do programa mata atlântica e marinho da WWF-Brasil. A complexidade do vazamento enfrentado  pesa muito, considerando que ainda não se conhece sua origem ou tamanho real, o que dificulta possíveis medidas de contenção, e o fato da mancha de óleo normalmente se mover abaixo da superfície do mar, o que dificulta a detecção por satélite.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação é o mais importante braço de ação do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), segundo um especialista em petróleo que preferiu não se identificar. Com isso, diz o especialista, a extinção dos comitês não deveria ter, a princípio, prejudicado a resposta do governo, já que esses serviam para assessorar o grupo. Além da ação mais recente do MPF, a Justiça já foi acionada duas vezes para determinar que o governo agisse na crise do óleo. Uma vez pela Bahia e outra por Sergipe. O presidente voltou ao assunto na sexta (18) e questionou se o vazamento poderia ter sido cometido intencionalmente para prejudicar o megaleilão da cessão onerosa, previsto para novembro e voltou a dizer que o óleo é venezuelano. O Ibama confirmou a origem, mas disse que isso não significa que a Venezuela seja a responsável pelo vazamento. A Venezuela negou na última semana responsabilidade no caso.

Surfista afirma que manchas de óleo chegaram ao litoral de Itacaré

 

Imagem extraída do vídeo feito por surfistas em Itacaré.

Surfista afirma que manchas de óleo já chegaram em Itacaré. Um  vídeo feito na manhã deste sábado,19, mostra manchas de óleo que chegaram na Praia de Itacarezinho.

Segundo o surfista, que não conseguimos identificar, ainda não havia relatos da chegada das manchas no litoral sul da Bahia. O Blog do Gusmão está tentando apurar as informações com autoridades de Itacaré.

Atualização às 13h27min: Em contato via WhatsApp com o BG, o secretário de Comunicação de Itacaré, Ed Camargo, informou que uma equipe foi criada para ir a campo em caso de alerta. O grupo de trabalho é formado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marinha do Brasil, Ibama, Capitania dos Portos, Inema e sociedade civil organizada. Esses órgãos buscam monitorar a área e criar meios e ações de prevenção e combate a este risco iminente.  A Prefeitura de Itacaré está com dificuldades de formar um parecer sobre o assunto pois depende de outros órgãos para analisar o material encontrado nas praias. Por isso, o secretário de Comunicação de Itacaré não negou, muito menos confirmou o relato dos surfista cujo vídeo foi publicado pelo BG.

Veja o vídeo:

Segundo episódio de “Os Relentos” debate a possível chegada das manchas de óleo no litoral de Ilhéus

Segunda edição de ‘Os relentos’ já está disponível.

Já está disponível o segundo episódio do Podcast “Os Relentos”, com Chico Andrade, Thiago Dias e Emílio Gusmão. No mais novo programa os jornalistas debatem a repercussão do escândalo dos ‘carros fantasmas’ alugados pelo governo Marão (clique aqui para saber mais).

No segundo bloco, os debatedores analisam as consequências das manchas de óleo que estão sujando as praias do Nordeste.

No último bloco, as manchas de óleo seguem no foco, mas desta vez, analisadas pela perspectiva local. “Os Relentos” ouviram o oceanógrafo Gil Reuss, que além de prever a chegada das manchas no litoral sul da Bahia, mais precisamente em Ilhéus, também falou sobre as consequências desse material tóxico para os ecossistemas locais.

“Os Relentos” está nos principais tocadores de música como, como Spotify, Apple Music e é distribuído via WhastApp.

Também pode ser ouvida na faixa abaixo.

As sementes malditas, o arroz amargo, o pirão com sabor de sangue.

Por Mohammad Jamal.

Mesmo aqueles desatentos, cabeças ao vento, nem aí de preocupação com o alerta daquela canção soberba e dramática do famoso compositor, Nenho; “Desça daí, seu corno”, tampouco aqueles seguidores fanáticos dos receituários de “influencers” que lhes recomendam e incutem as coreografias da respiração, do cagar, do copular, do penteado, ate da assunção das intersexualidades; das distopias e do refutar a classificação dos gêneros, reconhecidamente, eméritos parasitas das redes sociais, já se aperceberam dos perigos que se nos avizinham. Ate mesmo eles, os internautas de celular, já sentiram o cheiro de cachorro molhado e escutaram à distância os uivos das matilhas de lobos famintos, sedentos por nosso sangue, nossos votos, nosso dinheiro suado no Fundo Partidário e o poder que lhes conferimos por eleição.

 

A arte de governar os povos é mutagênica. Pois é, lá vem ela, D. Política, corporificada com o espírito de Tomás de Torquemada (1420) beber nosso sangue enquanto atocha sem dó ou mínima piedade um falo enorme no combalido ovopositor do povo. A política, no caso do Brasil, não pode ser configurada como um desvio de personalidade porquanto se caracteriza reconhecidamente como uma tara degenerativa rumo à depravação absoluta da moral. É o que vemos com algum estarrecimento tardio. Sendo que, o pior é não nos apercebermos que a política para o eleitor é apenas um fato consumado. Você já pensou em algo que possa reverter ou, minimamente, diminuir os danos continuados praticados pelos políticos, aqueles mesmos que você elegeu? Mas fala sério. Análises pomposas expelidas por articulistas famosos nas principais mídias do país; críticas, apupos e opróbrios, xingamentos, rogo de pragas terríveis tipo o “flagelo de Allah”, ações judiciais, denuncias por improbidade, roubo configurado pela materialidade das provas… Mas eles continuam lá, mamando macio à custa do nosso suado dinheirinho extorquido friamente na forma de impostos e até dos milhões de trabalhadores na informalidade e dos 11,5 Mi de desempregados que não escapam à cobrança. (mais…)