Nota de falecimento

Hélio Moura morreu neste sábado, 30, aos 89 anos.

Faleceu na UTI do Hospital de Ilhéus, aos 89 anos, Hélio Moura, servidor público municipal aposentado. Hélio trabalhou na Secretaria de Serviços Urbanos. Nos anos 70 foi concessionário da linha de transporte Cidade Nova / Centro, que era atendida por uma Kombi e durante um comício de Antônio Carlos Magalhães, realizado na praça do Tamarineiro, Malhado, foi agredido a chicotadas pelos seguranças de ACM após vaiar o político. O velório acontece no SAF, no bairro da Conquista e o sepultamento será realizado no domingo,01, às 8h no cemitério da Vitória.

Bonitinha mas ordinária

Aquela mocinha sem pudores, liberada, Black Friday, moderninha, que faz sexo casual poli genérico, que experimenta todas as drogas e, acorda da noitada tranquila olhando o GPS para saber situar-se onde passou a noite; desobrigada das flexíveis regras morais da modernidade, já não nos espanta com seus arroubos de liberalismos permissivos. Não estou me referindo àquela septuagenária, mas ainda sexualmente ativa, à época, a Bubulina, personagem icônica em Zorba o Grego, livro de Nikos Kazantzakis, porque para alguns padrões atuais podemos dizer muito da sua recatada vestalidade. Tampouco traço referências paralelas àquelas moças de olhares gulosos, da Rua Augusta, das mais baratinhas da Avenida Jockey Club e, vou mais longe. Bangladesh é um dos poucos países muçulmanos onde a prostituição em bordéis registrados é legal. O Kandapara, em Tangail, tem cerca de 200 anos, sendo o mais antigo e um dos maiores da região. Têm também as infelizes mulheres de Nova Délhi, nascidas na etnia Perna, casta indiana que força as mulheres a se prostituir. Mas todo esse longo prólogo se faz necessário para que eu mesmo, em agonia moral, entenda alguns porquês da prostituição, ou seria criminalidade no âmbito politico partidário.

Por Mohammad Jamal.

Sodoma é aqui?

Mas isso não ocorre apenas em Daca, Nova Délhi, São Paulo, Brasília; predomina em todo Brasil. A prostituição moral, os desvios de condutas, as roubalheiras, etc.; deixaram de constituir ocorrências episódicas, passando a predominar como metodologia única o exercício e praticas políticas. A política brasileira, como julgam alguns, não vive um momento atípico, conforme demonstram o estranhamento e a indignação de todos os brasileiros com fatos recentes reprisados da nossa história. Apropriar-se de forma espúria do erário público em benefício próprio, passou a ser tão trivial quanto registrar uma candidatura no TRE: Apenas uma candidatura! Nada se perde. Estamos vivenciando um estado de consensualidade, condescendência e mútuas tolerâncias que, juntas, tornam impossível separar réus de vítimas; acho que somos todos, povo e políticos, os réus na materialidade desses delitos só apenáveis com cadeia depois de transitadas em julgado em segundas, terceiras, quartas instâncias; quer dizer: nunca. O exemplo clássico está aí mesmo, nas ruas em pré-campanha para presidente. Que horror!

Nos circos de antigamente tinha Mata Cachorros!

Dou por exemplo os trios elétricos e blocos carnavalescos baianos que utilizam cordas e leões de chácara para afastar penetras expertos, aqueles quem não pagaram por um “abadá”, situando-nos todos no mesmo bloco, mas por foras das cordas. Já anunciava o nosso craque Gerson, na propaganda dos cigarros Clássicos: “Brasileiro gosta de levar vantagem em tudo, certo?”. As “vantagens” continuadas estão custando-nos muito caro! Vê-se nitidamente, a desagregação que resulta do apodrecimento moral e ético que atinge uma classe em especial, a dos políticos. Indiferentes, eles fomentam o descrédito que acomete os brasileiros com relação aos institutos legais do Estado obscuramente representados pelo legislativo, executivo e, em sendo parcialmente politizado via “indicações”, quando deveria ser por méritos, o judiciário. Diante de tanta delinquência institucionalizada; alforrias auto atribuídas; “imunidades e foros especiais”, indulgências genéricas e impunidades. Nesse sumidouro imoral, o brasileiro vê-se como cidadão de segunda categoria quando afere e se dá conta da desimportância com que o estado de direito encara seus valores morais, sua idoneidade, sua integridade jurídica, seus direitos constitucionais, sua moral coletiva… É povo? Que se explodam! Diria o deputado Justus Verissimo (do Chico Anísio).

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