Houve ‘inconsistências’ na correção da segunda prova do Enem 2019, diz ministro da Educação

Ministro da Educação, Abraham Weintraub (à dir.), afirma que houve ‘inconsistências’ na correção do Enem 2019; pronunciamento foi feito ao lado de Alexandre Lopes, presidente do Inep, — Foto: Reprodução/Twitter.

Fonte: G1

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na manhã deste sábado (18) que foram encontradas “inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado”, referindo-se ao Exame Nacional do Ensino Médio, de 2019.

Segundo Weintraub, o erro atingiu “alguma coisa como 0,1%” dos candidatos que prestaram o exame.

“Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes. Uma inconsistência fácil de ser consertada. Estamos falando de alguma coisa como 0,1% das pessoas que fizeram, dos milhões [que prestaram a prova]” – Abraham Weintraub, ministro da Educação

O ministro afirmou que o erro está sendo corrigido. De acordo com o Inep, 3.935.237 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos.

“Apesar de estatisticamente [os participantes afetados] não serem significativos, individualmente não pode haver injustiça como essa. A gente está corrigindo e até segunda-feira será resolvido”, afirmou.


Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela prova, afirmou que segue fazendo buscas por outros erros.

O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas, diz Lopes. O endereço é [email protected]

Durante entrevista coletiva à imprensa, Lopes diz que o erro não pode ser comparado a um crime.

Quantas pessoas foram afetadas?
Durante entrevista à imprensa, Alexandre Lopes afirmou que ainda não está claro quantas pessoas foram afetadas.

Ele chegou a dizer que as inconsistências não chegariam a 1% dos participantes – o que daria 39 mil pessoas. Depois afirmou que o erro não deveria chegar a 9 mil pessoas.

Concretamente, segundo Lopes, já foi identificado o erro em quatro provas de candidatos de Viçosa (MG). Mas o erro também pode estar presente em outros estados.

“Achamos inconsistências em um arquivo da gráfica com diversos nomes”, diz. “Achamos que não vai chegar nem a 9 mil pessoas”, estimou o presidente do Inep.

Como ocorreu a falha
O presidente do Inep admitiu que a falha foi da gráfica.

As provas do Enem são divididas por cores e a correção do gabarito é feita conforme essa classificação. Segundo Lopes, o erro ocorreu na associação do arquivo do aluno e a cor da prova.

“Alguns arquivos vieram com erro na associação entre o aluno e a cor da prova. Aluno fez prova cinza e veio informação de que fez a prova amarela. Ao rodar a correção, saiu resultado diferente”, afirmou.

Inep diz que não houve ‘crime’
Alexandre Lopes afirmou que não houve crime.

“Comparar atuação criminosa com erro é diferente”, afirma. “Não tenho argumentos ou informações suficientes para dizer o que gerou esse tipo de inconsistência. Fazer ilações sobre capacidade técnica de algum parceiro seria leviano”, afirma Lopes.

Teoria de Resposta ao Item
Assim que as notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas na manhã da sexta-feira (17), relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais.

O Inep chegou a enviar uma nota à TV Globo informando como as notas são calculadas de acordo com a Teoria de Resposta ao Item (TRI). De acordo com o Inep, a metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo.



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