Situação de Lukas Paiva se complica e alguns parentes querem a delação

Lukas Paiva. Foto: Blog do Gusmão.

Está mais do que evidente: Lukas Paiva não quer ser preso.

Criado em acomodações confortáveis, comuns à alta classe média, a possibilidade de passar dias numa cela lhe causa calafrios. Por isso, ele insiste em permanecer foragido, em descumprimento à decisão da 1ª vara criminal de Ilhéus, que decretou pela 2ª vez a sua prisão preventiva.

O vereador afastado tem demonstrado confiança nos Habibs (pai e filho advogados responsáveis por sua defesa), contudo, a decisão do desembargador Pedro Guerra, que lhe negou liminar contrária à prisão, complicou o quadro jurídico de Lukas.

A decisão de Pedro Guerra ainda passará pelos demais desembargadores que compõem a 2ª Turma da Primeira Câmara Criminal do TJ-BA, porém, segundo analistas que acompanham de perto o caso, dificilmente será revertida, pois o relator foi muito enfático quando destacou o desrespeito às medidas cautelares. Como exemplo, Lukas não foi encontrado pela oficiala de justiça que tentou citá-lo numa segunda ação penal que responde.

Alguns parentes defendem que Lukas tente acordar com o Ministério Público da Bahia uma deleção premiada, pois novos ventos têm soprado no judiciário baiano. Para isso, será necessário contratar outros defensores, uma vez que os atuais são contrários e visualizam condições de mudar a situação do cliente em instâncias superiores.

Uma eventual delação de Lukas Paiva mudaria a cena política de Ilhéus em pleno ano eleitoral. A possibilidade tem preocupado alguns figurões que insistem em afirmar disponibilidade para ajudar o ex-aliado. Recados solidários não faltam.



3 responses to “Situação de Lukas Paiva se complica e alguns parentes querem a delação

  1. É brincadeira lukas Paiva nesse escândalo uma demonstração que não segue a moralidade do saudoso pai MARCOS Paiva

  2. A depender da dimensão do envolvimento do jovem vereador Lucas Paiva naquilo que já se encontra apurado no andamento das investigações realizadas pelo Ministério Público e, apresentar-se à justiça e expor-se a uma profunda delação premiada, pode ser um ato temerário, porquanto sujeito a resultados inesperados e adversos às pretensões dos seus defensores. Entretanto, permanecer na incerteza, suspense e sobressaltos que o envolvem enquanto foragido da justiça, aguardando as improbabilidades da justiça superior a seu favor, nos transparece malabarismos jurídicos perigosos adotados pelos seus defensores. Lá se vai o tempo dos mártires. Na atualidade, ante a frequência com que nos deparamos com os diversos delitos praticados contra o erário público, passaram a corriqueiros eventos defensáveis, passíveis de penas alternativas e raras compensações das perdas causadas ao erário envolvendo nomes de peso e figurantes célebres da cena política e empresarial brasileira, acredito que, condicionando sua prisão a um espaço reservado e particular, distante dos demais educandos, condenados, uma delação premiada seria a alternativa mais viável e resolutiva para a situação vivida por esse jovem vereador. Lamentavelmente, trata-se de um jovem que tinha tudo para destacar-se politicamente.

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