Hospital Regional Costa do Cacau tem atendimento organizado com protocolo de Classificação de Risco

Foto: Ascom/HRCC.

O setor de emergência do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, organiza o atendimento aos pacientes por meio do Protocolo Estadual de Classificação de Risco. Esse procedimento, utilizado para acolher e classificar o risco dos pacientes, tem como base o Protocolo de Manchester, método de triagem que estabelece escala de urgência para atendimento de enfermos, criado em 1997, na Inglaterra.

Anderson Franco, gerente de Enfermagem do HRCC, destaca que essa ferramenta de organização das chamadas “filas de espera” no serviço de saúde, tem como finalidade priorizar os atendimentos por potencial de risco, agravo à saúde ou grau de sofrimento, de acordo com os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes, garantindo um atendimento resolutivo e humanizado.

A classificação do estado do paciente é realizada por enfermeiro capacitado, que ao avaliar individualmente, por ordem de prioridade e chegada do mesmo, faz classificação por gravidade e tempo de atendimento. O atendido recebe uma pulseira com a coloração correspondente ao seu agravo e tempo de espera. O protocolo, no HRCC, possui quatro cores: azul, verde, amarelo e vermelho.

Pacientes classificados na cor azul deverão ser atendidos em até 4 horas, apresentam baixo risco de agravamento de saúde, não urgente. A cor verde significa que o enfermo deverá ser atendido em até 2 horas, apresenta baixo risco de agravamento de saúde, pouco urgente. Classificado com a pulseira amarela, o paciente deverá ser encaminhado ao atendimento médico em até 1 hora, condição que pode agravar sem atendimento, urgente. A pulseira vermelha indica atendimento imediato, com encaminhamento à sala de reanimação e acionamento da equipe médica, urgente.

Em 2019, a Emergência do hospital acolheu mais de 44 mil pacientes. A recepção do setor realiza o cadastro e identificação dos atendidos. Em seguida, é feita a classificação de risco por enfermeiro com competência técnica para esse procedimento, que direciona o enfermo às especialidades médicas de acordo as queixas e os quadros apresentados.

Após o preenchimento da ficha de atendimento, um painel central exibe todos os nomes que aguardam a classificação de risco. Com a definição da gravidade e enquadramento da cor indicada para o paciente, duas telas de apoio apresentam o nome, a coloração/gravidade, o consultório e especialidade que o mesmo deverá ser encaminhado.

Almir Gonçalves, diretor assistencial do HRCC, ressaltou o trabalho realizado pela equipe de profissionais do HRCC. “Especialistas presenciais no plantão como neurocirurgiões, ortopedistas e cirurgião trabalham de forma harmônica com a equipe de enfermagem”, disse.

O diretor assistencial assegurou que a ampliação na estrutura da unidade reforçou o atendimento. “Aumento em 50 por cento do número de leitos de terapia intensiva e de salas do centro cirúrgico proporcionaram condições em atender cada vez melhor os pacientes graves. Estamos atendendo a determinação da SESAB que batalha cotidianamente no intuito de fornecer as melhores condições de saúde para a população”, enfatizou.

A paciente Valdeci Ferreira Santos Souza, de 64 anos, moradora de Itabuna, relatou que apareceu com o olho amarelo e foi a um posto, depois a outro hospital, levou os exames ao médico do bairro e teve que procurar o atendimento de imediato. “Vim aqui e meu atendimento está ótimo, todo mundo aqui é maravilhoso, estou gostando muito daqui, tenho todo o acompanhamento”, revelou.



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