Secretário de saúde de Ilhéus contraria epidemiologistas e não se posiciona contra aglomerações

Magela não quer evitar aglomerações, Fàbio Vilas-Boas sim.

As recomendações do secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, para o enfrentamento do coronavírus não batem com o aconselhamento divulgado pelo secretário estadual de saúde, Fábio Vilas- Boas.

Numa gravação que circula nesta segunda-feira, 16, no WhatsApp, Geraldo Magela afirma que as missas e eventos religiosos (onde se nota a presença de muitos idosos) devem ser mantidos. A única recomendação que ele faz é que as pessoas não peguem nas mãos das outras.  Segundo o secretário, não há necessidade de suspender aulas nas escolas e eventos teatrais.

O secretário Fábio Vilas-Boas também afirmou em declaração divulgada ontem (domingo, 15) que não há necessidade, por enquanto, de paralisação letiva, pois o vírus não está se disseminando de forma comunitária. As contaminações na Bahia, até o momento, foram mapeadas e são da mesma origem. Contudo, Vilas-Boas ressaltou a necessidade de evitar aglomerações, medida não enfatizada por Magela.

De acordo com epidemiologistas ouvidos pela Folha de São Paulo, o governo deveria adotar medidas para impedir ou limitar aglomerações ou movimentação de pessoas, assim como fizeram os países asiáticos e a Itália para impedir a disseminação da doença. Seria necessário suspender aulas, espetáculos artísticos e esportivos, cultos religiosos e qualquer grande reunião para atenuar a circulação de pessoas. A medida teria que ser tomada entre 7 e 20 dias, na visão de médicos especialistas em biologia e matemática da disseminação de doenças infecciosas.

Compare a declaração do secretário de saúde de Ilhéus com a de Fabio Vilas-Boas.

 



One response to “Secretário de saúde de Ilhéus contraria epidemiologistas e não se posiciona contra aglomerações

  1. Este “cientista” contraria a opinião geral dos maiores especialistas mundiais em virologia e controle de endemias ao se contrapor à suspensão das aulas na rede pública municipal. De todas as alternativas experimentadas em países do 1º mundo, como Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Itália, França, etc., a redução na circulação das pessoas ao ambiente público coletivo, a suspensão das aulas, inclusive, nas universidades, independentemente da interrupção voluntária das atividades em grandes empresas, têm sido a alternativa mais viável e funcional para deter a propagação do vírus e forçar o enfraquecimento biológico e sua capacidade infectante por decurso de tempo. Como exemplo, o que está ocorrendo na China onde a epidemia já dá nítidos sinais nítidos de queda no número de contaminados inclusive, com o fechamento de hospitais de campanha e postos de atendimento específicos. Só esse senhor, sapiente e todo poderoso, contradiz a concessão dessa medida aos estudantes de Ilhéus e suas família. O que agrava ainda mais a situação é que o prefeito da cidade é médico. Imagina! Esses absurdos ocorrem, pasmem, numa cidade cujo sistema de saúde insuficiente e deficitário para população.

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