Não sou coveiro

julio nova

De fato, Presidente, o senhor não é um coveiro. Se fosse, a vida teria lhe ensinado a ter mais respeito pela vida humana e pela dor de quem perde e sepulta um ente querido.

Por Julio Gomes.

Perguntado por um repórter, nesta semana, acerca do número de óbitos recentes causados, no Brasil, pela pandemia de COVID-19, nosso mandatário maior respondeu, com atitude grosseira que lhe é típica, que “não sou coveiro”.

Não surpreendem mais ninguém a estupidez, a forma desrespeitosa, ou mesmo debochada de tratar a outras pessoas, quando se trata de uma resposta saída da boca de nosso atual Presidente. Por isso, não desejo abordar a questão sobre este ponto de vista, mas sobre outro, diverso.

Há cerca de vinte anos atrás, ocupei a Vice-Presidência e, depois, a Presidência do SINSEPI, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus. Foram mais de dez anos à frente das reivindicações desta categoria profissional, o que me levava a conversar diretamente com todas as classes de servidores: guardas municipais, agentes de saúde, advogados, auxiliares administrativos, varredores de rua, odontólogos, auxiliares de serviços gerais que trabalhavam na coleta do lixo urbano, fiscais, motoristas, arquitetos e… coveiros, já que naquela época, em Ilhéus, todos os cemitérios aqui existentes eram administrados pelo Município, pela Prefeitura, como se diz popularmente.

Me lembro de como fizemos um movimento de reivindicação para que os coveiros passassem a ganhar o adicional de insalubridade de 40% sobre o salário mínimo, posto que até então não o recebiam; e continuei acompanhando ao longo dos anos a luta destes servidores pelo recebimento das horas extras trabalhadas; por EPIs (botas, luvas etc.); por melhores condições de trabalho e outras demandas próprias desta categoria.

Por conta disso, nossas visitas aos cemitérios eram frequentes, e conhecíamos a todos os coveiros que trabalhavam na zona urbana de Ilhéus pelo nome, sabendo onde cada um estava lotado, conhecendo as qualidades e problemas de cada um deles. (mais…)

Auxílio emergencial: cadastros de 7 a 10 de abril podem ser revistos

Caixa atualizou aplicativo para inscrições no programa Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Quem se cadastrou entre os dias 7 e 10 de abril e até agora não foi confirmado como elegível para receber auxílio emergencial pode retornar ao aplicativo da Caixa Econômia Federal e revisar o cadastro. De acordo com o Ministério da Cidadania, o aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial foi atualizado e ficou mais simples de ser usado.

“O objetivo é facilitar novos cadastramentos e, principalmente, a revisão dos cadastros já realizados, que, por diversas razões, não tiveram a sua elegibilidade confirmada. Os cadastrados entre 7 e 10 de abril que até o presente momento não foram confirmados como elegíveis podem retornar ao aplicativo e revisar seu cadastro”, informou a pasta nesta quinta-feira (23), por meio de nota.

A Caixa liberou até a quarta-feira (22) mais de R$ 22 bilhões do auxílio emergencial do governo federal para cerca de 31 milhões de pessoas, e foram registrados mais de 45 milhões de cadastros no aplicativo criado pelo banco estatal. Já foram transferidos R$ 31,2 bilhões para a Caixa, que irão atender, até o final do mês, incluindo beneficiários do Bolsa Família, mais de 43 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Cidadania.

Ontem (22), o Ministério da Cidadania informou que o governo está impedido legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04/ministerio-cancela-antecipacao-de-2a-parcela-de-auxilio-emergencial] do auxílio emergencial de R$ 600, como chegou a ser prometido na semana passada [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04/caixa-antecipa-pagamento-da-segunda-parcela-de-auxilio-emergencial]. De acordo com a pasta, foi uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU).

“Como era uma estimativa de valor com base no Cadastro Único, e a quantidade de pessoas aparenta ser maior do que o planejamento inicialmente feito, o que nós alertamos era que não realizássemos o pagamento de uma parcela antes de se verificar que o pagamento da primeira foi praticamente encerrado, ou pelo menos tem uma estimativa de um número total de pessoas, e o tanto que eu necessitaria de incremento na quantidade de recursos orçamentários para cobrir esses valores”, disse o ministro da CGU, Wagner do Rosário, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta-feira (23).

O governo ainda deve avaliar cerca de 12 milhões de cadastros além do previsto.

Bolsonaro exonera diretor-geral da PF, Maurício Valeixo

Maurício Valeixo, exonerado do cargo de diretor-geral da PF, em foto de 10 de janeiro de 2018, na sede da PF em Curitiba — Foto: DENIS FERREIRA NETTO/ESTADÃO CONTEÚDO.

Do G1

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (24). A exoneração ocorreu a pedido, segundo decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e publicado no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira (24).

Na quinta, Moro havia dito ao presidente que pediria demissão se Valeixo fosse demitido, segundo informaram as colunistas do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, Andreia Sadi e Natuza Nery. Oficialmente, o Ministério da Justiça nega que Moro tenha chegado a pedir demissão.

Questionado por apoiadores no fim da tarde, ao chegar à residência oficial do Palácio do Alvorada, Bolsonaro não respondeu.

Não foi nomeado um substituto para o comando da PF. Entre os nomes cotados estão: (mais…)