Itabuna tem mais de 600 casos de Covid-19

A Prefeitura de Itabuna divulgou neste sábado, 16, que a cidade tem 564 casos confirmados de Covid-19.

Já o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia afirma que o município tem 608 casos da doença.

Na última sexta-feira, 15, o mesmo desencontro de informações aconteceu entre as secretarias. O órgão municipal informou 510 casos, ao passo que a Sesab afirmou que eram 598.

O BG ouviu a Vigilância Epidemiológica de Itabuna. De acordo com o secretário de saúde, Uildson Nascimento, o número apresentado pela Sesab é “inconsistente”, pois acrescenta casos de outras cidades aos dados de Itabuna.

Taxa de ocupação de leitos de UTI na Bahia sobe para 60%

Imagem ilustrativa.

A Bahia possui 512 leitos de UTI exclusivos para a Covid-19. Deste total, 310 estão com pacientes internados, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia publicado neste sábado, 16.

Em relação à estrutura necessária para os casos mais graves, o estado ficou com 60,5% dos leitos de UTI ocupados. Na quinta-feira, 14, a taxa era de 51,2% com 254 pessoas internadas.

Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito.

Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda, porém, o governador Rui Costa já avisou que há um limite para a abertura de novos leitos.

Segundo a Sesab, Ilhéus tem 372 casos de Covid-19; governo Marão diminui para 350

Ilhéus.

Neste sábado, 16, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde da Bahia mostrou que Ilhéus está com 372 casos confirmados da Covid-19.

A informação dada pelo Boletim da Prefeitura de Ilhéus aponta que a cidade está com 350 casos.

O BG considera os dados da Sesab mais confiáveis, pois não está comprometida com o projeto de reeleição do prefeito Mário Alexandre.

Ontem o BG publicou uma análise sobre a testagem mediana de casos notificados em Ilhéus.

Na sexta-feira,15, a cidade contava com 344 casos da doença.

Há uma semana eram 289 pessoas infectadas pelo coronavírus.

Bahia tem 8.314 casos confirmados de Covid-19 e 286 mortes

A Bahia registra 8.314 casos confirmados de Covid-19. Considerando o número de 2.151 pacientes recuperados e 286 óbitos, 5.877 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.

Reitera-se que estas são as recomendações informadas por evidências disponíveis até a presente data e estão sujeitas a revisão mediante novas publicações e estudos científicos, durante a vigência da pandemia.

A partir de agora todos os casos lançados nos sistemas ministeriais serão integrados pelo sistema desenvolvido na Bahia, incluindo as notificações de síndromes gripais. O resultado será uma mudança para cima no patamar de casos notificados, que refletirão não mais apenas os casos confirmados laboratorialmente, mas também todos os casos confirmados por critério clínicos, testes rápidos e testes realizados em unidades privadas.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 286 mortes pelo novo coronavírus. Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 18 horas deste sábado (16).

282º óbito – mulher, 83 anos, residente em Várzea da Roça, sem comorbidades. Veio a óbito no dia 11/05, em hospital público do município.

283º óbito – homem, 39 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Faleceu dia 11/05, em hospital da rede particular do município.

284º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, tendo as seguintes comorbidades: hipertensão arterial, diabetes, doença respiratória crônica e doença renal crônica. Veio a óbito no dia 09/05, em hospital público no município.

285º óbito – mulher, 54 anos, residente em Salvador, tendo comorbidades: hipertensão arterial, diabetes, doença renal crônica e obesidade. Faleceu no dia 09/05, em hospital público no município.

286º óbito – homem, 79 anos, residente em Seabra, portador das seguintes comorbidades: hipertensão arterial, e doença renal crônica. Faleceu dia 14/05, em hospital da rede particular de Salvador.

Taxa de ocupação (mais…)

Militarismo para quê?

julio nova

Era o olhar do desprezo à juventude – que representa sempre uma ameaça para pessoas como aquele coronel – e da revolta por não poder agredir fisicamente; acompanhada do riso cínico de quem não pode dar vazão aos piores sentimentos e ações.

Por Julio Gomes.

Estávamos no início dos anos 80, mas não lembro exatamente o ano. O Presidente da República era o General João Figueiredo. Adolescente, entre 15 e 18 anos, lembro-me que vivíamos ainda sob os governos militares, mas, como a imensa maioria dos jovens, estava mais ligado na descoberta do mundo do que em fatos políticos.

Como jovem, interessava-me mais a conquista de liberdades, sobretudo individuais, pois não tinha a consciência do quanto são importantes as liberdades coletivas; e quando sintonizava ocasionalmente a TV no programa de Carlos Imperial gostava de ver suas “lebres”, ou seja, dançarinas (tipo as chacretes do Chacrinha, da Globo), rebolando ao som da “Melo do Figueiredo”, que era logo interrompida pela cara risonha e indesejável do apresentador do programa. Coisas da juventude…

Cursava, então, o ensino médio no Colégio Pedro II, uma instituição pública e federal de ensino, que em sua unidade situada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, dispunha de uma admirável sala para jogos de xadrez, com tabuleiros oficiais e ar condicionado. Um luxo para aquela época!

Rebelde, como quase todos os jovens, eu costumava gazetear, filar ou matar aulas (o termo fica à sua escolha) para jogar xadrez, o que obviamente era proibido aos alunos durante o horário de aula, e este fato me levou à presença do Diretor Geral do Colégio, que era um coronel, embora na época eu não conseguisse compreender o que um coronel do Exército estaria fazendo dentro de uma escola, que não era um colégio militar, mas uma instituição plenamente civil.

Lembro-me de ser levado à presença deste Diretor e, sobretudo, do olhar sarcástico, com um riso forçado e de profunda repulsa com que ele me olhou, deixando transparecer algo de muito ruim que eu senti ao ponto de me lembrar disso até hoje, aos 55 anos de idade, sem conseguir, na época, compreender o porquê.

Passaram os anos. Saí do Colégio e segui trabalhando, estudando, amadurecendo e aprendendo com a vida, seja pelo amor ou pela dor. (mais…)

Estudantes do curso de fisioterapia junto ao professor e fisioterapeuta da Faculdade Madre Thaís fazem teleatendimento para população idosa

Professor Renato Barreto e a coordenadora Karla Gresik.

Em meio ao distanciamento social devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o curso de Fisioterapia da Faculdade Madre Thaís (FMT-Ilhéus), adaptou os seus projetos e conteúdos acadêmicos para continuar atendendo a um grupo especial, utilizando o aplicativo WhatsApp. “A população idosa — grupo de risco da Covid-19 — enfrenta dificuldades principalmente para atendimentos fisioterapêuticos e a interrupção desses procedimentos podem causar problemas de saúde,” afirma o fisioterapeuta e professor do curso, Renato Barreto.

O curso da FMT já desenvolve um projeto de extensão, na disciplina “Fisioterapia em gerontologia e geriatria” do oitavo semestre. Os atendimentos aconteciam durante as quartas-feiras no ginásio de Fisioterapia da Faculdade.

A turma foi organizada pelo professor para atender pacientes idosos, selecionados previamente, com AVC, mal de Parkinson, incontinência urinária, artrose, fraquezas musculares, alteração de equilíbrio e outras complicações. Junto com o professor, os alunos avaliavam os pacientes, e realizavam condutas de tratamento presencialmente na Faculdade.

Agora, o principal desafio dos alunos e do professor é enfrentado com a criatividade e inovação. Quando foi determinado o período de distanciamento social eles perceberam que não podiam parar os atendimentos. “Os pacientes poderiam regredir funcionalmente. Através de reuniões virtuais optou-se por organizar os tratamentos por meio do sistema de teleatendimento, de forma semanal”, explica o fisioterapeuta.

Pelo WhatsApp é possível realizar videochamadas, com o professor, dois alunos e o paciente, cada um em suas casas, orientando acerca do exercício planejado para cada caso. Assim, os pacientes são assistidos e orientados para que os exercícios sejam repetidos por ele durante a toda semana. (mais…)