Sem fiscalização, Assaí descumpre decreto municipal e não evita aglomerações

Loja do Assaí Atacadista na zona sul de Ilhéus. (Foto: Divulgação)

 


Na última quinta-feira, 21, um repórter do Blog do Gusmão (BG) esteve presente na loja do Assaí Atacadista, localizada na zona sul de Ilhéus, onde foi observado que não há, em sua totalidade, o cumprimento de decreto assinado pelo prefeito Mário Alexandre, nem tampouco fiscalização para que sua ordem prevaleça.

Na entrada do supermercado, apesar de um funcionário borrifar álcool nas mão dos clientes (sem indicativo de ser o de 70°, como recomendado pelas autoridades de saúde), e aferida à distância a temperatura corporal, não é questionado, em momento algum, se as pessoas que estão próximas umas das outras são membros de uma mesma família.

Essa restrição é prevista no decreto n° 29, de 20 de abril deste ano, com medidas de incentivo ao enfrentamento ao novo coronavírus.

De acordo com o Artigo 6 do decreto, “as redes atacadistas, supermercados e hipermercado são obrigadas a adotar o contingenciamento de pessoas”, permitindo apenas a entrada de uma pessoa por entidade familiar, “exceto idosos ou pessoas que necessitem de acompanhante”.

Na ocasião, o repórter do BG teve a oportunidade de testar o cumprimendo dessa medida. O que não ocorreu.

Já na parte interna do estabelecimento, foi possível notar que não houve uma limitação de pessoas naquele espaço, o que aumenta as chances de contaminação de clientes e colaboradores do Assaí.

De acordo com o mesmo decreto, as redes devem controlar o fluxo de pessoas para que haja apenas uma pessoa para cada 9m² (nove metros quadrados). O médico brasileiro Miguel Nicolelis, referência mundial em neurociência e líder do projeto “Monitora Covid-19“, afirmou recentemente, em entrevista, que para lidar com a pandemia é preciso considerar os super-spreads (“superespalhadores”), como locais do tipo fábricas, lojas, supermercados e até mesmo pessoas.

No Assaí, o repórter do BG também observou a existência de apenas uma pia extra para lavar as mãos, no entanto, presenciou a disponibilidade de dispensadores de álcool em gel na parte interna do supermercado.

Desconectados

Apesar de ainda não ser uma obrigação, a rede não possuí serviço de compras on-line para o município de Ilhéus. Este, no entanto, não é um problema restrito ao Assaí.

Outras redes instaladas há mais tempo na cidade, a exemplo do Itão Supermercados e GBarbosa, não possuem o serviço, que poderia evitar aglomerações neste período.

Nesse quesito, supermercados de bairro, surpreendentemente, estão à frente das redes tradicionais, utilizando ferramentas de fácil acesso, como o aplicativo WhatsApp. A rede Meira também conta com uma plataforma dedicada à vendas online e entrega em domicílio.



3 responses to “Sem fiscalização, Assaí descumpre decreto municipal e não evita aglomerações

  1. Desculpe mas perguntam sim,todas as vezes fui perguntada,mas o Assaí não tem culpa se as pessoas mentem

  2. Bom dia!
    Engraçado ninguém vai no Meira do bairro vilela!?! Lá entra parente, amigo, quem quiser, crianças sozinhas sem acompanhante, pelo fato de ser um mercado de bairro. Tem um segurança borrifando um álcool na mão sem identificação, e dando uma senha, nem aferir temperatura rola, uma loja pequena que quando chega final de semana lota, não tem marcação no piso para arrumar as filas e uns por cima dos outros. Aí vocês fazem matéria do Assaí, que é uma loja enorme e que tem espaço suficiente para não existe aglomeração, e a população é sem noção, se estão aglomerados é porque quer, ninguém é criancinha não, sabe o que acontece o Meira é o queridinho de Ilhéus, passou a vida toda sendo o primeiro na Cidade cobrava caro pelos produtos, hoje que existe concorrência estão se adequando até preço mais justos. Aí o blog Gusmão faz uma matéria dessas falando mal do Assaí…. Só porque é multinacional? Eu penso que deve ser avaliado todas as redes de supermercado, não sair bombardeando apenas uma. Pense nisso população de ilhéus. Que nos outros estabelecimentos não está diferente nao,chega ser pior por não ter espaço suficiente dependendo da localização de cada loja.

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