Estar na internet não vai garantir suas vendas durante a pandemia

O relacionamento nas mídias sociais não se dá na lógica verticalizada. Não existe uma única verdade absoluta. Seu cliente não é refém da sua loja. Ele tem o poder de curtir, comentar ou não em suas publicações. A pessoa que, antes, era passiva, agora se tornou um consumidor ativo.

Por Talita Barbosa.

A pandemia da Covid-19 não só nos obrigou a rever nossos hábitos de higiene, mas também a repensar nossas práticas de consumo. Para manter o distanciamento social, as pessoas têm dado preferência a compras feitas pela internet, seja por um site de e-commerce ou pelo WhatsApp da loja.

Descobrimos, então, que o que seria o futuro digital já se faz presente em nossas vidas. Com o “novo normal”, milhares de empresas precisaram se adaptar de um dia para o outro. Correram para criar seus perfis nas mídias sociais e colocar site de e-commerce na internet.

Mas apenas ter perfis em plataformas digitais e site não são sinônimo de sucesso nas vendas on-line. Entender como cada canal funciona e como ocorre a comunicação, num universo onde não existe mais um cliente passivo, está sendo um desafio para muitos empresários.

O relacionamento nas mídias sociais não se dá na lógica verticalizada. Não existe uma única verdade absoluta. Seu cliente não é refém da sua loja. Ele tem o poder de curtir, comentar ou não em suas publicações. A pessoa que, antes, era passiva, agora se tornou um consumidor ativo.

Mídias sociais são muito mais sobre relacionamentos e comunidades do que lucro acima de tudo. Para entender isso melhor, basta observar o sucesso das empresas Netflix e Nubank na internet. O que elas têm em comum? Procuram ser amigas dos seus consumidores e construir uma comunidade engajada na internet.

Os seguidores do Nubank se sentem tão íntimos do banco, que são capazes de defendê-lo em discussões virtuais, caso alguém ouse reclamar de algum serviço. Sequer percebem que se trata de uma empresa que possui uma receita de R$ 2,1 bilhões e não de alguém indefeso.

Investir numa estratégia de marketing digital, que tenha como objetivo construir um relacionamento a longo prazo com os clientes pode ser incrivelmente benéfico para o empresário, além de ser mais barato.

Se tornar amigo do seu cliente exige uma estratégia digital bem fortalecida, mas em compensação o dinheiro gasto com anúncios será bem menor. Sim, o futuro é digital, mas o relacionamento continuará sendo de humano para humano.

Talita Barbosa é jornalista, estrategista digital na @artcontentagencia e pós-graduanda em gestão cultural (UESC).

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.



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