Ilhéus: 892 pessoas estão curadas da Covid-19, diz prefeitura

Boletim epidemiológico 27/06.

De acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura de Ilhéus, o município possui 892 curados pela Covid-19, até esse sábado (27). O número de casos confirmados é de 1.330, e o de infectados em UTIs é de 50. Os óbitos em Ilhéus por causa da doença somam 54. Seguem em monitoramento, 209 pessoas.

Inquisitivo e Confessional. Porque?

Sabedoria, dignidade humana? Para que servem hoje em dia? O gênio, o talento, são dádivas divinas, ou não? Uma aflição divina. Uma chama breve e pecaminosa de dons naturais, (rejeito as virtudes demoníacas da arte) mas o mal é necessário. Porquanto constitui alimento para algumas genialidades no âmbito da materialidade cumulativa. Que fariam eles sem o brilho dos metais?

Por Jamal Padilha.

Moralistas, meros palermas intelectuais. A sensibilidade literária enquanto doutrina e os pressupostos que a constituem se assentam na ideia de que o homem, enquanto inatamente virtuoso e benevolente, deseja de modo sincero o bem estar de todos e, consequentemente, é capaz de sentir e compreender não só às suas próprias emoções, mas também àquelas sentidas e experienciadas por outrem. Os ideais patentes nesta doutrina do século XVIII assumem-se como características indispensáveis enquanto definição do caráter do indivíduo, e em sentido mais lato, de ética social, de moralidade pública de humanismo.

Sem temor às ratoeiras. Quando leio as notícias sobre Operações pega-ratos, Lava jato bem como alguns ensaios políticos do grande ficcionista e intelectual Luiz; dá-se comigo as mesmas angustias de quando deito a ler os repetitivos .

Textos Selecionados – mais conhecidos por Delações Premiadas – dos intuitivos ladrões da República de São Saruê, nosso deflorado e extorquido Brasil. Claro, falta aos textos, romance, paixões sublimes ao estilo shakespeariano e sobram lascívias e luxúrias carnais untadas pelo sêmen podre da ganancia pelos valores materiais, esputos que embalam a retórica dos eloquentes instintos dos nossos inventivos representantes políticos quando, de lá dos altos púlpitos da nação, manipulam sábios as massas marionetes enquanto enriquecem a custa de vidas humanas abatidas pela Covid-19.

Desperdícios. Lembro-me que lá em casa tínhamos uma ampulheta muito antiga, uma relíquia que eu admirava extasiado. Ela servia para marcar o tempo das aulas de piano e pelas longas duas horas que eu havia me dedicado aos meus estudos formais. A velha ampulheta teria sido dada de presente por meu avô ao meu pai, por isso, ela ocupava lugar de destaque sobre o piano, quando o executávamos e depois posta sobre a estante imponente, frente aos inúmeros livros, como se uma guardiã das memórias que a literatura havia aprisionado para a posteridade. Desperdícios.

A beleza, quer dizer, o desafio da conceituação espiritual de beleza, sem academicismos. Quem não nega a própria habilidade artística para criar o belo a partir do espírito? Sim, eu nego, é exatamente o que nego peremptoriamente apaixonado. A meu entendimento, na visão do imaginário coletivo, nosso trabalho como artista é só trabalho mesmo… Produção. Nosso criacionismo literário dissipa-se como as brumas das manhãs invernais, lentamente, sobre o deserto vazio e gélido dos seres sem almas, que nos transparecem personagens que teatralizam sombras míticas na caverna de Platão; sombras assustadoras, diga-se. O caráter do indivíduo atual nos assusta e estarrece. Feras, lobos, chacais…

(mais…)

Itaberaba terá toque de recolher a partir deste sábado

A circulação noturna de pessoas fica proibida no município de Itaberaba a partir deste sábado (27). A medida de enfrentamento ao coronavírus compreende o período das 18h às 5h e é valida até o dia 2 de julho, em atuação conjunta dos poderes públicos estadual e municipal.

Não serão permitidos a permanência e o trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas de Itaberaba, com exceção de deslocamento para serviços de saúde ou farmácias. A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (27).

A velha Ilhéus e a nova ponte

Não se trata, aqui, de problemas ocorridos pouco antes da inauguração da ponte, pois sua obra durou cerca de quatro anos, ao longo dos quais nenhum projeto de melhoria urbana adjacente à área da Nova Ponte foi executado. Os administradores públicos se alternam no tempo, mas o descuido permanece o mesmo, com algumas poucas e raríssimas exceções.

Por Julio Gomes.

Manhã do dia 27 de julho de 2020, véspera do 486º aniversário de fundação da cidade de Ilhéus. Ao passar pelas Avenidas Soares Lopes e Dois de Julho, deparamo-nos com o novo cartão postal da cidade: a Nova Ponte Ilhéus – Pontal, estaiada, bela, moderna, a erguer-se imponente, alterando para sempre a paisagem da Terra de Jorge Amado.

Impossível não olhar a Nova Ponte, seja a noite, com sua iluminação em que se alternam variadas cores; ou de dia, onde se mostra mais alta do que o Outeiro de São Sebastião e o Morro de Pernambuco.

Mas é igualmente impossível não reparar o entorno da ponte, o Centro da cidade e as vias onde desaguará seu tráfego, assim como o forte contraste de tudo isso como o novo que a ponte representa, porque ao redor da Nova Ponte se observa o mesmo velho descuido de sempre.

Passando pela Avenida Soares Lopes, chama a atenção o matagal, alto em alguns lugares, cortado na véspera em outros, porém sempre com o mesmo aspecto de tristonho abandono.

Prosseguindo pela mesma Soares Lopes, vemos as cenas de quase sempre: lixeiras públicas, as poucas existentes, abarrotadas, derramando. Calçamento sempre esburacado no passeio público, clamando por manutenção jamais realizada. Asfalto sofrido, gasto; e os restos de uma obra largados ao lado do BOBs, na antiga Central de Turismo, onde canos, areia, calçamento quebrado e entulho desvalorizam a paisagem.

Infelizmente, não se trata de exceções. Um pouco adiante, em cima do que deveria ser o jardim da orla, ergue-se uma construção com térreo e primeiro andar, cujas obras não pararam nem mesmo durante a pandemia, consubstanciando o feio e o absurdo.

Seguindo em direção à catedral, nota-se os arbustos cercados de brotos, evidenciando o descuido mais elementar, tudo sempre em meio a uma limpeza sofrível, precária; e na Av. Dois de Julho, que até poucos anos atrás foi um local de boa vida noturna, com bons restaurantes e singular urbanização, com seus canteiros e sua iluminação com postes especiais, mostra-se hoje o mesmo ar de decadência e desleixo.

Junto à catedral, na mesma data de hoje, quem passou teve o profundo desgosto de ver a prefeitura arrancando duas belas e grandes árvores, talvez para que ali, no futuro, seja colocada a barraquinha de algum apaniguado, que a transformará em um bar desprovido de banheiro, função que ficará destinada, talvez, ao matagal da Avenida.

Nem mesmo o entorno da nova ponte escapa à desídia geral. Na vertente ao norte, junto ao Centro, os canteiros receberam os tapetes de grama pela metade: 200 metros antes do início da ponte é o barro vermelho que ressalta dos canteiros novos. E as áreas no entorno da ponte, cheias de matagal, já apresentam aquela erosão que é filha do descuido, por não se ter feito uma cobertura vegetal adequada junto à obra finalizada.

Não se trata, aqui, de problemas ocorridos pouco antes da inauguração da ponte, pois sua obra durou cerca de quatro anos, ao longo dos quais nenhum projeto de melhoria urbana adjacente à área da Nova Ponte foi executado. Os administradores públicos se alternam no tempo, mas o descuido permanece o mesmo, com algumas poucas e raríssimas exceções.

Querida Nova Ponte, seja muito benvinda a Ilhéus. Não repare a conduta deseducada e pouco cidadã de muitos de nós, moradores da cidade; e perdoe, desde já, pelo inacreditável descuido de nossos administradores locais. Não se deixe abater, Nova Ponte, tão desejada e tão bela: nós a amaremos, e nos orgulharemos de sua presença, a alegrar nossas vidas e a nos mostrar que é possível sonhar e construir um futuro melhor.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.

Vítima da Covid-19: morre o ex-prefeito de Itabuna, Félix Mendonça

Félix Mendonça.

Morreu nesta sexta-feira (26) o ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Félix Mendonça (PDT), aos 92 anos. Ele estava internado após ter sido diagnosticado com covid-19.

O anúncio do internamento de Mendonça foi feito no dia 21 de junho pelo filho, o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT). “Meu pai testou positivo para o coronavírus e está internado aos cuidados de uma equipe muito competente”, disse.

Júnior acrescentou que aos 92 anos, o pai era seu maior maior exemplo de coragem, ética, amor ao próximo e vontade de viver. “É um guerreiro, torçam e rezem por ele, afinal pedir a Deus é o que mais importa”. Félix Jr. também foi diagnosticado com covid-19 e está em quarentena.

Formado em engenharia, Félix Mendonça nasceu em Coração do Almeida, no Recôncavo Baiano, foi prefeito de Itabuna (1963–1966), deputado estadual (1967–1971) e deputado federal (1983–2011).

“Ele foi um político e um empresário muito importante para a Bahia e, durante toda a sua vida, manteve uma relação de amizade com a nossa família. Foi um dos melhores amigos do senador Antonio Carlos Magalhães”, lamentou o senador Antonio Carlos Magalhães Junior.

Félix deixa a esposa, Maria Helena Mendonça, e os filhos Andrea, Cristiana e Félix Júnior. Do Pimenta e Correio 24h.