A nova ponte e os novos ilheenses

Uma cidade mais bonita, mais moderna, mais desenvolvida requer pessoas mais aptas a transitar e viver neste novo espaço, utilizando-o de forma adequada e segura. Essa é a contribuição pessoal que cada um de nós deve dar. É a nossa parte para termos uma cidade e uma vida melhor para todos.

Por Julio Gomes.

Nem tudo está perfeito, mas ela é simplesmente maravilhosa!

É isso o que sentimos quando vemos a Nova Ponte e seu entorno: faltam detalhes, tais como a conclusão de alguns pisos e dos espaços multiusos junto à circulação na orla sul da ponte, no Pontal, assim como a colocação de lixeiras ao longo das vias. Falta, sobretudo – isto não é detalhe – cuidados com a arborização e outros aspectos que valorizem a orla norte, junto ao Centro de Ilhéus.

Mas a Nova Ponte é fascinante, encantadora, e os ilheenses e visitantes de nossa terra já descobriram isso, intensamente.

Pode ser pela manhã, nas primeiras horas do dia, junto aos esportistas mais disciplinados (ou com menos tempo livre); ou ao cair da tarde, com o sol menos intenso, quando famílias inteiras passam a explorar a beleza da paisagem e o frescor da brisa. O que se vê, a qualquer hora, de carro, de bike, de skate ou a pé, são pessoas felizes a utilizar o novo e imponente equipamento urbano.

Entretanto é importante lembrar que uma casa melhor, uma cidade melhor, um mundo melhor, também requer habitantes melhores. E nós, nesse esforço, vamos aprendendo a usar a Nova Ponte da forma mais adequada, mais segura, que mais a valoriza, e isso cabe a cada um de nós.

A primeira contribuição a ser feita é não deixarmos lixo nesta paisagem urbana, pois eu mesmo já removi uma garrafa pet de refrigerante e já vi papéis enfiados na grade de proteção lateral (guarde corpo) da Ponte. Precisa dizer que higiene e educação são fundamentais?

Outra questão a ser destacada é o uso adequado das vias, pois ao lado das pistas para veículos, nas partes laterais da ponte, a passagem que vai do Centro para o Pontal é destinada sobretudo aos pedestres; e os ciclistas devem utilizar, obrigatoriamente, a via lateral no sentido Pontal – Centro.

Aqui também cabe um chamamento ao bom senso: pedestres devem, o mais possível, deixar a ciclofaixa livre para ciclistas; e ciclistas devem compreender que ali não é uma pista de corridas, mas uma faixa a ser usada com bom senso e muita atenção, já que as bikes, ao final da descida da ponte, podem atingir facilmente 40 km/h, velocidade capaz de causar graves acidentes.

Outro ponto a requerer a atenção de todos é a necessidade de atravessarmos as vias nas faixas destinadas à travessia de pedestres, principalmente no Pontal, onde ela, corretamente, se situa a cerca cem metros após o fim da Ponte, pois seria perigoso instalar uma faixa no fim da descida e da curva, onde os carros vêm com velocidade e com pouca visibilidade. Cabe a todos nós fazermos a travessia no local correto, sobre as faixas.

De igual forma, os motoristas também devem estar atentos ao fato de que as pistas no entorno da Ponte são vias que permitem certa velocidade na circulação dos veículos, pelo que é necessário parar o veículo e dar passagem a quem busca fazer a travessia sobre a faixa de pedestres.

Uma cidade mais bonita, mais moderna, mais desenvolvida requer pessoas mais aptas a transitar e viver neste novo espaço, utilizando-o de forma adequada e segura. Essa é a contribuição pessoal que cada um de nós deve dar. É a nossa parte para termos uma cidade e uma vida melhor para todos.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.



2 responses to “A nova ponte e os novos ilheenses

  1. Não acho que, uma ponte rodoviária, dentro de uma cidade, cuja construção começou em 2013 e, por diversas vezes foi adiada sua liberação, seja objeto de tantos elogios, esquecendo que todo entorno com tempo mais que suficiente, para implantar parques, quadras esportivas, jardins você não argumenta. Não comenta também, a alteração do projeto e, mais, a comunidade toda assistiu, o IBAMA, também, o INEMA, idem, a construção de uma rodovia na praia e fica por isso mesmo. As organizações sociais, tão defensoras do meio ambiente, comeram mosca? Ou, foi intencional a omissão? Professor, o estado divulgou uma obra complementar que é a duplicação de 5,4 km do hotel Opaba até o entrocamento da BR 251, por R$ 8,9 milhões, na placa instalada no inicio da rodovia que vai para Olivença. No entanto, na página da SEINFRA/Estado, está que o trecho é de 2,7 km, ao custo de R$ 11 milhões. Em algum lugar está o equívoco. Outra, o prazo de 6 meses. A contar de quando?

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