Lockdown em Uruçuca gerou efeitos positivos, mas o período foi insuficiente

Uruçuca.

O lockdown realizado em Uruçuca de 11 a 15 de junho trouxe efeitos positivos, mas não duradores no combate à Covid-19..

Logo após a suspensão das atividades não essenciais, decretada pelo prefeito Moacyr Leite Junior, a circulação de pessoas diminuiu de 60% a 65% para 40% a 45%.

Em Uruçuca, o número de casos novos diminuiu do 10º ao 14º dia após a redução da mobilidade populacional. De 22 a 29 de junho, os efeitos positivos passaram a ser constatados, uma vez que a tendência semanal de casos novos diminuiu. Isto aconteceu porque há um período de tempo necessário que inicia na infecção e passa pelo surgimento dos sintomas, busca por atendimento médico, até o conhecimento do resultado positivo.

Estágios da infecção por SARS-COV2 e métodos diagnósticos. Fonte: Grupo Força Colaborativa COVID-19 Brasil, Orientações sobre Diagnóstico, Tratamento e Isolamento de Pacientes com COVID-19.

Antes do lockdown, a tendência semanal variava de 5 a 10 casos novos por dia. Com a radicalização necessária das medidas protetivas, Uruçuca registrou uma queda considerável, menos de 5 casos novos a cada 24 horas.

Porém, com o fim das restrições no dia 16 de junho, a partir do dia 30 do mesmo mês o número de casos novos cresceu novamente, voltando a variar de 5 a 10 por dia. Isso indica que o lockdown durante quatros dias foi insuficiente.

Segundo especialista da UESC ouvido pelo BG, o lockdown deve ter 14 dias consecutivos, no mínimo.

Os dados citados neste texto são do Informativo Epidemiológico Microrregião Ilhéus-Itabuna, publicado pela UESC ontem (quinta-feira, 9).

Veja o Informativo Epidemiológico da UESC.



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