Morte de Néo Bastos não ocorreu por falta de sedativo, afirma Dr. Rabat

Antônio Carlos Rabat.

A versão das redes sociais e grupos de WhatsApp de que o radialista e ex-vereador Néo Bastos morreu por falta de sedativo no atendimento de emergência não é verdadeira. Conforme apuramos, uma prima dele espalhou a versão sem ter certeza. Logo depois a mesma apagou a mensagem.

Néo Bastos entrou andando por volta das 22h de ontem (quarta-feira, 29), no Hospital de Ilhéus, acompanhado do médico Antônio Carlos Rabat. Os dois eram muito amigos e se consideravam irmãos.

No início desta semana, o próprio Antônio Carlos Rabat recomendou a alguns amigos, por meio do Whatsaap, que tomassem cuidados, pois o número de leitos de UTI é insuficiente e falta medicação para deixar os pacientes intubados. Essa mensagem também ajudou a alimentar inverdades sobre a morte do radialista.

Néo Bastos.

Ouvido pelo BG na manhã desta quinta-feira (30), Rabat explicou que Néo chegou à emergência com 99% de saturação de oxigênio (medida considerada normal). Mesmo assim, apresentava dificuldade para respirar e desmaiou, por isso, foi intubado preventivamente. Segundo Rabat, o uso de sedativo seria fundamental caso ele estivesse consciente e fosse necessário mantê-lo em coma induzido. Esse procedimento é importante, pois evita que o paciente retire o tudo de respiração artificial ao sentir incômodo. “Não foi o caso de Néo”, explicou o médico.

Por volta das 00h50min de hoje, Néo Bastos faleceu. A causa informada na declaração de óbito é “tromboembolismo pulmonar”.

Apuramos que ele estava muito abalado emocionalmente devido às sequelas da Covid-19. Dias antes, Néo disse ao amigo Rabat que estava com medo de morrer.

Ontem, ao ser levado para o hospital perguntou para uma irmã: “Dinha, eu vou voltar?”.



One response to “Morte de Néo Bastos não ocorreu por falta de sedativo, afirma Dr. Rabat

  1. Gente, o equívoco foi de interpretação. Fiz uma postagem, ontem, bem antes de Neo ir para o hospital, questionando a forma como se está dando o enfrentamento do Covid 19 em Ilhéus e, dentre outras coisas, questionei o fato de não estarem sendo testadas as pessoas que vivem na mesma casa que os infectados e a falta de medicação, que penso que deveriam ser entregues aos que testarem positivo pelo poder público. Em nenhum momento fiz referência a Neo. As pessoas, que leram a postagem após a morte de Neo, por saberem que sou sua prima, é que deram a mesma está interpretação.
    Peço que façam a devida correção no texto publicado neste blog.
    Segue o link da publicação feita às 21h, bem antes da morte de Neo.
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10214284381463180&id=1825353057

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