Covid-19: “tô nem aí” nas praias de Ilhéus e profissionais de saúde exaustos e sobrecarregados

Imediações da Cabana Gabriela. Fotos: Emílio Gusmão.

No último domingo (06), a reportagem do BG percorreu um trecho da Praia do Sul, em Ilhéus, das imediações da Cabana Gabriela até as proximidades da Pousada Morro dos Navegantes. Avaliamos a movimentação das 12 às 14 horas.

A praia não estava lotada, mas houve um movimento considerável em algumas barracas. Além disso, nos trechos em que não há estabelecimentos, havia vários carros estacionados com pessoas fazendo churrascos e piqueniques.

As famílias que utilizaram a faixa de areia procuraram restringir a movimentação e se concentraram em pequenos espaços. Mesmo assim, constatamos que poucas pessoas usaram máscara nos locais com aglomeração.

Aparente normalidade.

O BG observou que em algumas barracas houve o distanciamento recomendável entre mesas. Os funcionários trabalhavam com máscaras, alguns com protetores faciais e óculos. A situação mais desaconselhável e preocupante ocorreu na Cabana Gabriela, onde havia pouco espaço entre as mesas e grande concentração de pessoas.

Ontem, o site G1 publicou uma pesquisa inédita que mostra que 83% dos profissionais de saúde no Brasil demonstram sinais da Síndrome de Burnout, doença que ocorre quando a exaustão gerada pelo trabalho é completa, física e mental.

Incluindo os profissionais que estão e os que não estão na linha de frente, a Síndrome de Burnout apareceu em 79% dos médicos; 74% dos enfermeiros; e 64% dos técnicos de enfermagem. Os dados também apontam que, quanto mais jovem o profissional, maior a chance de esgotamento, e que a síndrome aparece mais em mulheres.

Trecho sem movimento.
Trecho sem movimentação.

O BG ouviu um profissional de enfermagem que atua em dois hospitais da região. Nos disse que três de seus colegas foram afastados do trabalho por conta da Síndrome de Bornout. Ele informou que as cobranças da própria família, dos pacientes e de seus familiares e o aumento das tarefas e demandas de serviço têm causado exaustão nos profissionais das terapias intensivas e emergências. “Muitos estão debilitados e temem ser contaminados ou reinfectados pela Covid-19 e acabar levando o problema para casa”, ressaltou o enfermeiro.

Leia o relato de uma médica, publicado pelo BG no dia 07 de agosto, sobre o drama vivido pelos profissionais da saúde.

Opinião do BG.

A postura de não respeitar as medidas de distanciamento social, higiene e isolamento é um acinte ao tremendo esforço que os profissionais de saúde imprimem diariamente nos hospitais e centros de tratamento.

Inegavelmente, com a flexibilização das medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, grande parte das pessoas abriu mão da postura ética e está disposta a sacrificar ainda mais esses trabalhadores.

Resta saber até quando nossos heróis vão suportar.



One response to “Covid-19: “tô nem aí” nas praias de Ilhéus e profissionais de saúde exaustos e sobrecarregados

  1. Sem palavras para essa situação que já estamos convivendo ha quase 6 meses ( literalmente 1 semestre, meio ano e o que mas nos preocupa e a falta de respeito ao próximo, já que o respeito a se próprio deixa a deseja. Penssavamos:” nessa pandemia tds vão mudar, melhorar , respitar e refletir sobre seus próprios atis mas infelizmente esse pensamento é desejo de poucos. Deus cuida mas nós precisamos ter fé e obediência. Só desejo que tds da linha defrente possam superar td isso e que Deus passa cuidar de vcs enquanto vcs cuidam de tds nós.

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