Todo o respeito e amor a Maria, mãe de Jesus

Jesus é sempre modelo: de ser humano, de amigo, de companheiro, de conduta, e não deixaria de sê-lo como filho.

Por Julio Gomes.

Dia 15 de setembro é celebrado, tradicionalmente, como sendo o dia em que os cristãos, especialmente católicos, se voltam para Nossa Senhora, para Maria, mãe de Jesus, com especial enfoque em seu sofrimento em razão do sacrifício e morte do filho amado.

Libertando-nos da visão católica acerca desta data e dos acontecimentos que a ensejaram, porém sem desprezar o referencial histórico, cultural e religioso que a religião sediada em Roma nos legou, trazemos aqui algumas reflexões de cristão liberto de amarras dogmáticas e voltado, sobretudo, para Jesus e sua incomparável mãe.

Jesus, em nossa visão de homem, de historiador e de pessoa, foi o ser humano perfeito. O único em tal condição a pisar sobre a Terra, posto que todos nós outros – sem exceções – temos defeitos e erros, seja eles mais ou menos evidentes.

O mestre, sendo perfeito, além de nos mostrar o Caminho a ser seguido mediante seu exemplo e a doação de sua própria vida, não descuidou de seus deveres de homem, de cidadão e de filho para com a pessoa de sua família que, ao tempo de sua morte, necessitava de sua assistência: sua mãe.

O evangelho só nos dá notícias de José, marido de Maria, até o momento da pré-adolescência de Jesus, quando ele e sua família, em peregrinação a Jerusalém para a comemoração da Páscoa, visitaram o templo, tendo Jesus ficado a conversar e a encantar aos doutores da lei com sua inexplicável sabedoria, o que fez com que seus pais tivessem que retornar para buscá-lo. A partir daí o Livro Sagrado silencia acerca de José, pelo que se presume falecido quando Jesus começou seu messianato, com cerca de 30 anos, no episódio em que, a pedido de sua mãe, transforma a água em vinho.

Jesus é sempre modelo: de ser humano, de amigo, de companheiro, de conduta, e não deixaria de sê-lo como filho.

Quando é condenado a morrer na cruz, em plena execução da iníqua pena, volta-se para João, o apóstolo mais amado, e exorta-o a cuidar de sua mãe, dizendo-lhe: “eis aí a tua mãe”; e igualmente dirige-se a Maria dizendo-lhe: “mãe, eis aí o teu filho”.

Assim, em uma época em que não havia Previdência nem Assistência Social; e em uma sociedade como a judaica, em que as mulheres sequer eram consideradas como pessoas iguais aos homens, ou como aptas a ter direitos, Jesus cuidou de amparar sua mãe da melhor forma possível, fazendo com que o jovem apóstolo João zelasse por ela, já em idade mais avançada, o que foi efetivamente feito com todo o amor e cuidados que um filho pudesse dedicar à sua mãezinha querida, até que ela se foi.

Diz-nos a tradição católica e também outras fontes que todos os apóstolos conheceram o martírio da execução pública, seja sendo crucificados, apedrejados ou passados a fio de espada. Todos, menos João, que teria morrido idoso, perseguido, em penosa condição, mas firme na fé e sem perecer pelas mãos de assassinos.

A ação de Jesus, na interpretação deste livre cristão, que não se prende a dogmas e que se permite elaborar suas próprias conclusões à luz dos Evangelhos e demais obras de referência, é que ninguém, ninguém mesmo se meta a besta com a mãe de Jesus, nem ontem, nem hoje, nem nunca!

Maria Santíssima paira, até hoje, sob a proteção direta de seu Filho, e a ninguém será dado ofendê-la, nem mesmo em pensamento, pois Jesus continua, com seu amor infinito, a livrá-la de todos os males e a garantir que cada um de nós a trate com o respeito que devemos àquela que, ao ser mãe Dele, tornou-se a mãe de todos nós.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Gusmão.



2 responses to “Todo o respeito e amor a Maria, mãe de Jesus

  1. Muito bem quisto esse seu juízo de valor à respeito desta verdadeira analogia: Parabéns,pois está é que é uma verdadeira visão cristã..!!

  2. Nobre colega, Dr. Júlio César, brilhante dia esplanacao, porém, m paira em minha cabeça uma interrogação, histórica e bíblica, qual seja, não fora João (apóstolo), morto, decapitado, cuja cabeça fora servida numa bandeja a pedido da filha de um Rei ?

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