Aos 89 anos e no período da pandemia, ex-prefeito Antônio Olímpio saiu de casa para votar

O advogado Marcos Flávio, a ex-primeira-dama Maria Amélia e o ex-prefeito Antônio Olímpio. Foto do arquivo familiar.

O ex-prefeito de Ilhéus, Antônio Olímpio (89 anos), enfrentou a pandemia e saiu de casa para votar.

AO, como é conhecido, governou Ilhéus por dois mandatos (1977 a 1982 e 1993 a 1996) e mesmo tendo o direito de se abster, foi até o Colégio Militar (Pontal) acompanhado do filho Marcos Flávio exercer a cidadania. Olímpio tem diabetes, mas é disciplinado e extremamente lúcido.

Antônio Olímpio teve a honra de governar Ilhéus no ano do centenário da emancipação política do munícipio (1981). No livro “Notícia Histórica de Ilhéus”, o respeitado historiador Carlos Alberto Arléo Barbosa classificou o 1º governo de AO como “dinâmico e promissor”.

Ainda segundo Arléo Barbosa: “Depois de quatro anos, aproximadamente, várias obras foram realizadas que o colocaram no rol dos melhores e mais destacados governantes desta terra”. Dentre as obras, Olímpio construiu a Central de Abastecimento do Malhado que mudou a zona norte da cidade.

Seções eleitorais do Centro de Ilhéus registram movimentação fraca

As duas fotos foram tiradas em Ilhéus por volta das 13h40min. deste domingo de eleições (15).

Registram movimentação bem abaixo do normal para uma data em que o futuro da cidade está em jogo.

O Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne (IME), que abriga seções eleitorais de tradição, tem movimento de um domingo corriqueiro, quando a Avenida Canavieiras tem fluxo inconstante no trânsito.

O mesmo acontece no Colégio Ideal (Avenida Soares Lopes), onde poucas pessoas estão próximas do prédio que acomoda algumas urnas eletrônicas.

 

IME. Foto: Blog do Gusmão.
Colégio Ideal. Foto: Blog do Gusmão.

Abstenção eleitoral em Ilhéus tende a ser muito alta

Foto: Google.

Em contato com o BG na tarde deste domingo de eleições (15), candidatos a vereador de Ilhéus disseram que o movimento nas seções eleitorais está muito tranquilo.

O comparecimento reduzido de eleitores na manhã, se for mantido à tarde, vai significar um índice de abstenção muito alto, prevê um dos candidatos.

Segundo o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, a média histórica da abstenção no município fica em torno de 25%. Antes do recadastramento para a realização das biometrias, Ilhéus possuía 135.424 eleitores. Depois caiu para 122.636 pessoas aptas a votar, ou seja, uma diferença de 12.788.

Se ao longo dos últimos 12 anos a justiça eleitoral não identificou que 12.788 eleitores não votavam por terem falecido ou outros motivos, o cálculo da média história da abstenção é impreciso, explicou Nazal.

Observador atento das eleições ilheenses, Nazal preferiu não arriscar qual será o índice deste ano.