Especialistas defendem que presos estejam entre grupos prioritários na vacinação contra a covid-19

Foto: Wilson Dias / Abr.

Na última quinta-feira (14), o BG publicou uma matéria sobre o plano de imunização elaborado pela Prefeitura de Ilhéus, que não contempla os presos que aguardam julgamento ou cumprem penas no Presídio Advogado Ariston Cardoso.

Em matéria publicada no site da BBC News Brasil, especialistas afirmam que é imprescindível que a população carcerária seja imunizada. Especialistas em saúde pública ressaltam o alto risco de exposição nas prisões e o impacto não apenas sobre detentos e funcionários, mas também na população das cidades onde estão localizadas.

“Prisões são incubadoras de doenças, incluindo a covid-19”, diz o especialista em bioética Arthur Caplan, professor da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

É importante compreender que além dos internos, existem pessoas que trabalham na alimentação, médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, auxiliares, policias e agentes penitenciários que entram e saem todos os dias dessas unidades. Tais pessoas correm o risco de serem infectados e acabam levando a doença para suas famílias e para os locais em que vivem.

No Brasil, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), há cerca de 760 mil presos, com 39.905 casos confirmados e 126 mortes por covid-19. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há ainda cerca de 12,5 mil casos e 90 mortes entre servidores no sistema prisional. Mas os números podem ser maiores, devido a fatores como o índice de testagem.

No ambiente superlotado das prisões, onde os detentos compartilham dormitórios, refeitórios e banheiros, é impossível manter o distanciamento social recomendado para evitar o contágio pelo coronavírus.



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